A empresa de lingerie conseguiu o que queria. A propaganda recebeu atenção por conta da polêmica. E continua no ar.
Não sou a favor da proibição, embora eu ache que a peça publicitária realmente reforce a imagem de mulher como objeto de consumo. Mas trilhões de outras propagandas fazem o mesmo.
Na verdade, o que me surpreende é a Gisele Bundchen, uma das cem pessoas mais ricas do mundo, segundo a revista forbes, e a modelo mais bem remunerada, aceitar fazer esta propaganda, que só prejudica sua imagem.
Imagem que já havia chegado ao subsolo com a outra propaganda, ainda pior, em que ela esfregava o chão da casa sob as ordens de um marido machista.
Acho simplesmente burrice. Alguém pode dizer que, pelo contrário, isto é prova de inteligência, afinal os milhões continuam entrando. Acontece que a simples beleza como fonte de dinheiro um dia vai acabar. Um dia o ser humano Gisele vai voltar a ser mais importante que a capa linda. E ela talvez perceba que poderia ter-se tornado algo mais. Muitas outras belas mulheres trilharam este caminho com o amadurecimento.
Gisele conquistou merecidamente um lugar ao sol. Nâo precisava aceitar a imposição do estereótipo de loura burra. Ela vale muito, como pessoa. Mas aceita ser tratada como se não valesse nada.
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