Archive for the ‘personalidades femininas’ Category

Beleza + inteligência: celebridades contra as plásticas

agosto 20, 2011

Três atrizes britânicas uniram-se, em Hollywood, a favor de uma campanha contra cirurgias plásticas. Kate Winslet, Emma Thompson e Rachel Weisz criaram a “Liga Britânica Contra a Cirurgia Plástica”.

Aos 35 anos, Kate disse em entrevista ao jornal inglês “The Telegraph”, que ela e as amigas resolveram tornar-se ativistas contra a pressão de Hollywood para que as mulheres façam cirurgias plásticas.

“Eu nunca cederei”, disse. “Vai contra os meus princípios, contra a maneira como os meus pais me educaram e contra o que eu considero a beleza natural. Eu sou uma atriz. Não quero congelar a expressão do meu rosto”, disse a estrela.

Emma Thompson concorda em gênero, número e grau. “Eu não vou mexer em nada no meu corpo. Nós vivemos em uma sociedade louca pela juventude, na qual todo mundo tem que parecer ter 30 anos quando tem 60.” Já Weisz afirmou que as pessoas que parecem perfeitas demais “não são sexy ou particularmente bonitas”.

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Mulheres magníficas – Parte 2

maio 19, 2011

Malalai Joya in a protest in Los Angeles

Também fiquei conhecendo a luta de uma mulher incrivelmente corajosa: Malalai Joya, uma jovem que luta pela dignidade das mulheres afegãs. Ela já foi vítima de cinco atentados contra a sua vida. Conheça aqui um pouco da vida e da luta dela, numa matéria transcrita no Blog dedicado à divulgação da ações da ativista:

MINEÁPOLIS – Eu conheci a pessoa mais corajosa do mundo na noite de sexta, 1º de abril, na Igreja Santa Joana d’Arc, sul de Mineápolis, quando ouvi Malalai Joya falando.

Ela tem cerca de 1,50 de altura, uma voz suave e espinha dorsal forte como aço. Foi expulsa do Parlamento afegão (depois de ter sido, aos 26, a pessoa mais jovem eleita), porque ela “insultou” os senhores da guerra e do ópio afegão, e o governo dos EUA por apoiar a liderança corrupta de Hamid Karzai.

Foram quatro tentativas de assassinato em sua vida [cinco, grifo deste Blog]. O Taliban a odeia porque organiza grupos de mulheres e escolas para meninas.

Malalai Joya tem resistido a todos eles. Ela não tem medo. Você olha em seus olhos e o medo se derrete. Você acaba curtindo o fato de que todas as suas lutas são mera brincadeira de criança dentro de uma caixa segura, em relação à sua luta para melhorar a vida de jovens mulheres no Afeganistão.

Ela acredita apaixonadamente que as mulheres no Afeganistão estariam melhor se os EUA deixassem imediatamente o país. Ela considera as atitudes em relação às mulheres do Taliban muito menos perigosas à sua saúde, que os ataques aéreos.

Ela falou brevemente sobre como a CIA se beneficia com o tráfico de ópio em seu país. Embora não seja amiga dos talibans, ela reconhece que, durante seu governo, a produção de ópio no Afeganistão foi quase 0% da oferta mundial e, uma vez que a CIA, com a ajuda dos senhores da guerra do ópio, assumiu o governo, a produção é de mais de 93% da oferta mundial.

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Mulheres magníficas – parte 1

maio 15, 2011

Algumas mulheres são incríveis. Conheci a história de uma delas, que realmente me deixou encantada: A Dra. Monika Hauser, uma médica suíça que se dedicou a uma causa esquecida, ajudar as mulheres sobreviventes do estupro nos campos de batalha. Aqui nós transcrevemos uma reportagem publicada na revista Seleções na versão portuguesa.

Monika Hauser acha difícil falar dos perigos que já enfrentou. Escolheu uma vocação perigosa. A sua organização, medica mondiale, assiste vítimas de violação – apesar de ela preferir o termo «sobreviventes» – nos diferentes cenários de guerra espalhados pelo Mundo.

Ginecologista experiente, Hauser, nascida na Suíça, tem um sorriso acolhedor e uma postura doce, mesmo quando está séria.

Não liga nenhuma aos elogios que lhe são dirigidos, preferindo endereçá-los às sobreviventes e aos corajosos trabalhadores da medica mondiale em partes tão distantes e diversas do Mundo como os Balcãs, o Afeganistão, a Libéria e o Congo.

Hauser é uma visitante regular dessas paragens sem esperança, mas nós conhecemo-la na sede da organização, em Colónia, perto da enorme Catedral Gótica da cidade. Aos 51 anos, demonstra uma paixão juvenil pelo seu trabalho, ao mesmo tempo que retira importância ao seu papel nele. No entanto, obtenho mais do que um lampejo das pressões que este trabalho implica quando lhe pergunto pelo filho, Luca, que tem agora 14 anos.

«O meu filho tem com o meu trabalho uma relação de amor/ódio», confidencia. «Quando, há pouco tempo, fui ao Afeganistão, ele recolheu dinheiro entre os seus colegas de turma e chegou a casa com 20 euros para eu dar às rapariguinhas em Cabul. Mas ao mesmo tempo, disse-me: “Detesto o teu trabalho – é tão perigoso.” Mas a verdade é que o compreende cada vez mais.»

A missão de Hauser é muitíssimo pessoal. A sua vida como activista começou no final de 1992, quando os meios de comunicação social falavam sem cessar de todos os tipos de atrocidades que estavam a ser cometidas na Guerra dos Balcãs. Houve um aspecto dessa violência generalizada que despertou em Hauser particular raiva e sofrimento. Os milhares de mulheres inocentes que estavam a ser violadas pelos homens envolvidos na guerra, aparentemente como parte de uma estratégia de «limpeza étnica». Para Hauser, essas mulheres eram as vítimas esquecidas da guerra.

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Anaïs Nin – uma noção do mundo artístico da mulher.

dezembro 26, 2010

Por calcinha exocet

Anaïs Nin foi uma figura literária única. Romancista francesa, eroticista apaixonada e contista, que ganhou fama internacional com seus Diários. Abrangendo os anos 1931-1974, eles dão um relato da viagem de uma mulher para a autodescoberta. “Tudo bem se uma mulher for, acima de tudo, humana. Eu sou uma mulher, antes de tudo.” (O Diário de Anaïs Nin, vol. I, 1966)  Anaïs Nin foi amplamente ignorada até a década de 1960. Hoje ela é considerada uma das principais escritoras do século 20 e fonte de inspiração para as mulheres que desafiam o papel convencional do gênero.

“Eu esperava um homem para a demonstração das sessenta e seis maneiras de fazer amor. Henry negocia  o preço. As mulheres sorriem. A maior tem características ousadas, cabelo preto, cacheado, que quase esconde o rosto. A menor delas tem um rosto pálido, com cabelos loiros. Elas são como mãe e filha. Usam sapatos de salto alto, meias pretas com ligas nas coxas, e quimono aberto solto. Levam-nos para cima. Andam à frente, balançando os quadris. ” (dos Diários 1931-1934)

Uma figura literária obscura  na maior parte  de sua vida. Quando seus diários – mantidos desde 1931 – começaram a ser publicados em 1966, Anais Nin chegou aos olhos do público. Desde então, os dez volumes do diário de Anaïs Nin têm permanecido populares. São mais do que simples diários, cada volume tem um tema, e provavelmente foram escritos com a intenção de que fossem publicados posteriormente. Cartas que ela trocou com amigos íntimos, incluindo Henry Miller, também foram publicadas. A popularidade dos diários despertou o interesse em seus romances publicados anteriormente. O Delta de Vênus e Little Birds, escritos originalmente em 1940, foram publicados após sua morte (1977, 1979).

Anaïs Nin é conhecida, também, por seus amantes, que incluem Henry Miller, Edmund Wilson, Gore Vidal e Otto Rank. Foi casada com Hugh Guiler, de Nova York, que tolerava suas escapadas. Também teve um segundo casamento, bígamo, com Rupert Pole, na Califórnia. O casamento foi anulado quando ficou mais famosa. Estava morando com Pole no momento da sua morte, e ele viu a publicação de uma nova edição de seus diários, com trechos antes omitidos.

As ideias de Anaïs Nin sobre as naturezas de “masculino ” e “feminino”  têm influenciado parte do movimento feminista conhecido como “feminismo da diferença”. Ela se dissociou no final de sua vida das formas mais políticas do feminismo, acreditando que o autoconhecimento através do diário era a fonte da libertação pessoal.

Lady Gaga II

setembro 4, 2010

Por Calcinha Comestível

Ninguém leva a sério quando digo que sou fã da Lady Gaga, nem eu mesma. Nem ela se leva a sério, e acho que boa parte do sucesso dela vem daí. Assisti a um pedacinho de uma  entrevista à Oprah. Não tenho muita paciência para assistir mais que uns segundos de Oprah. Mas nesses segundinhos vi uma Lady Gaga quase sem maquiagem (comparado ao que ela usa) e, de exótico, só a peruca porco-espinho. Mas encontrei a mulher muito doce que se esconde por baixo de uma fantasia SDM. Depois vi que a entrevista foi há uns meses, daí a preocupação dela com o Haiti. Tinha ficado sensibilizada que ela ainda estivesse preocupada com as vítimas quando a mídia já não dá mais atenção ao tema, mas foi só mais uma ilusão.

De qualquer forma, ela não me parece de forma nenhuma burra ou superficial. Pelo contrário. Apesar do apelo comercial do produto “Lady Gaga”, eu acredito que ela estava sendo sincera quando na entrevista disse que, com seu trabalho, ela quer que as pessoas se libertem:  “Quero que elas tenham orgulho de ser quem são, quero que elas celebrem todas as coisas de que não gostam em si mesmas, assim como eu fiz, e ser verdadeiramente felizes por dentro”, disse uma Lady Gaga cheia de lágrimas nos olhos, referindo-se a uma platéia de “monstrinhos”, como disse a Oprah, fãs (homens e mulheres) fantasiados de Gaga.

Achei curiosa a mensagem final: “sejam bons com os seus pais, tenham uma ótima relação com eles”, e se derreteu em elogios ao próprio pai.  Algo incomum para celebridades. Aliás, ela disse que não se enturma muito com as outras celebridades e se sente meio isolada.

A mensagem dela é realmente uma mensagem de liberdade, de que você pode ser o que for, exótica, sexy, brega, sofisticada, rebelde.

Espero que o sucesso continue e que ela mantenha a cabeça sobre os ombros, apesar do peso das perucas e acessórios.

Jogue a primeira pedra

agosto 4, 2010

Por calcinha exocet


Está no alcorão:

“Quanto à adúltera e ao adúltero, vergastai-os com cem vergastadas, cada um; que a vossa compaixão não vos demova de cumprir a lei de Deus, se realmente credes em Deus e no Dia do Juízo Final. Que uma parte dos fiéis testemunhe o castigo.”

A pena é para homens e mulheres. E não se fala em apedrejamento. Como muita gente sabe, a pena de apedrejamento era comum no tempo de Cristo, como mostra o episódio com a Madalena, o famoso “atire a primeira pedra”. Depois que Cristo falou isso, muita gente na época se tocou e parou de jogar pedra nos outros. Mas no Irã ainda acontece, não porque está no texto religioso mulçumano. Está no Código Penal. (Para saber mais).

O Presidente Lula andou falando muita bobagem sobre isso. Primeiro disse que seria uma avacalhação se todo mundo se metesse nas leis dos outros países. Mas o respeito aos direitos humanos está acima das leis locais, merecendo críticas qualquer país que ignora estes direitos, principalmente se por meio de leis cruéis. Depois o Lula ofereceu asilo à condenada do Irã, se a “moça estivesse incomodando”. Fez piada, como se o assunto não fosse sério. Finalmente, disse que era contra a pena de apedrejamento por ser Cristão. Tudo bem que Cristo também foi contra o apedrejamento, mas falando desse jeito, parece que é uma questão religiosa. Não é. Como vimos, isso não está no texto sagrado dos muçulmanos. Está na cabeça doentia de alguns homens que odeiam mulheres.  E que incitam o fanatismo na mente do povo apenas para se manter no poder, por meio da força, do medo.

Show da Rita Lee

dezembro 15, 2009

( por calcinha exocet)

No sábado passado fui ao show da Rita Lee em Brasília. Fiquei impressionada com sua disposição e postura artística. São 64 anos de praia! Isso é maravilhoso! Estava acompanhada do filho e do marido no palco. Cantou músicas antigas (Doce Vampiro, Mania de Você, Lança Perfume, Ovelha Negra etc) e duas novas (O bode e a cabra, versão da música “I wanna hold your hand”, dos Beatles e Tão). Falou sobre política, o que achei muito bom! Gosto quando um artista se posiciona a respeito do país. Por outro lado, havia uma mulher atrás da minha poltrona que gritava: ” Pára de falar merda! Canta! Que saco, mulher doida! Canta!”

Se temos liberdade de expor nossas opiniões, temos também que saber ouvir as outras. Em um curso que estou fazendo, escuto alguns professores dando sua opinião sobre o melhor candidato para a Presidência da República. Discordo deles, mas não os mando calar a boca, muito menos exijo que voltem a dar aulas. Afinal, este é ou não é um país democrático?

O que posso imaginar sobre a opinião da mulher atrás de mim é que ela ficou sentida quando a Rita Lee criticou o Arruda e perguntou se nós íamos permitir que ele ficasse  no governo. É óbvio que ouvimos o coro do NÃO da maioria. Graças a Deus! Ainda existem pessoas que optam pela moralidade e legalidade.

Rita Lee também criticou os atuais candidatos à presidência: Dilma, Serra e Marina. E lamentou o fato de não termos um candidato bom. Sobre a Dilma, ela falou que parecia a sua antiga professora de piano, que lhe dava tapas na mão quando errava a lição; quanto ao Serra,  ela fez o seguinte comentário: “enquanto estamos morrendo afogados em São Paulo, o cara fica proibindo o fumo; e sobre a Marina Silva, ela comentou: “quando fala parece que vai desmaiar de tão fraquinha!” Todos rimos, não havia como não rir.

Em outros momentos do show, ela demonstrou carinho pelo filho e pelo marido! Agradeceu a paciência do Roberto de Cavarlho com ela, nos 33 anos de casados. Deu beijos na boca dele e recebeu tapinhas na bunda do filho Roberto Lee. Um espetáculo com muita harmonia musical e familiar. Outro momento especial foi quando um grupo de pessoas, talvez fãs de carteirinha, chegaram perto do palco e ofereceram a ela um buquê de rosas e um colar cheio de pedras! Ela estava cantando e pude perceber que ficou emocionada. Depois cantou “Mania de você” assim: Brasília você me dá água na boca…

O preço da paixão

dezembro 1, 2009

Há momentos em que o preço da paixão é alto! Li a história de Anna de Assis e, mesmo admirando sua coragem e força, refleti que dosar decisões importantes, com sentimento e razão, pode amenizar as desilusões e mesmo as tragédias. Imagino que mulheres assim como Anna de Assis, que jogam tudo para o alto por uma paixão, são raridades hoje em dia. Será? Doce ilusão a minha, ainda temos moças muito românticas que são capazes de arriscar carreira, estabilidade, emprego, família e até a própria vida para serem felizes.

Vamos adentrar na história de Anna de Assis ou Anna da Cunha….

Anna de Assis foi ex-esposa de Euclides Rodrigues Pimenta da Cunha, engenheiro civil, jornalista e autor de Os Sertões (1902). Euclides da Cunha é considerado um dos maiores escritores da língua portuguesa. Neste ano de 2009, comemoramos o centenário de sua morte.

A história do escritor tem um fim trágico, morre aos 43 anos de idade, em 1909, quando decide medir forças com um rival vinte anos mais moço, e além disso campeão de tiro. Euclides cai morto numa troca de tiros com o amante de sua mulher, numa casa da Estrada de Santa Cruz, junto à estação da Piedade, subúrbio do Rio de Janeiro. O escritor até acertou alguns tiros no amante e no irmão deste, mas pela destreza de Dilermando, que era campeão de tiros no Exército, é ferido mortalmente. O amante não é condenado pela justiça por alegar legítima defesa.

Em razão de Euclides estar sempre ausente do lar – era engenheiro civil e jornalista-, sua esposa, à epoca com 30 anos, apaixona-se por Dilermando de Assis, um rapaz de 17 anos. O marido ao voltar para casa, depois de uma ausência de mais de um ano, encontra Anna grávida de alguns meses e sua casa frequentada pelos irmãos Dilermando e Dinorá de Assis, amigos de Solón, seu filho mais velho.  Sua reação a princípio é de fechar os olhos diante da evidência. Registra como seu o filho, mas impede que a mãe o amamente, matando-o por inanição depois de nascer. Mesmo casada com Euclides, Anna tem mais um filho de Dilermando, que também é registrado pelo marido.

Em 1916, Euclides da Cunha Filho, aos 19 anos de idade, decide vingar a morte de seu pai e mais uma tragédia ocorre na família, Dilermando de Assis alvejado pelas costas ao sair do Cartório do forum do Rio de Janeiro, reage mesmo ferido e mata o filho de Euclides. Mais uma vez sobrevive, alega legítima defesa e é absolvido.

Por sua paixão, Anna enfrentou todos, o marido, a sociedade e a família. Sua mãe escreve para a irmã de Euclides dizendo: “Você chora a morte de seu irmão e eu choro por ter tido essa infeliz”. Anna de Assis não se importou em ficar estigmatizada como adúltera. Para a época, é considerada uma mulher ousada. Depois da morte de Euclides da Cunha, ela casa-se com Dilermando e tem mais 5 filhos.

Anna, aos 50 anos, descobre que Dilermando a estava traindo e decide separar-se. Alerta os filhos que estava  indo embora e quem quisesse poderia ficar com o pai ou ir com ela. Os filhos logo estavam com suas malinhas prontas para seguirem ao seu lado. Sabe-se que Anna quando separou-se de Dilermando passou necessidade. Antes de sair definitivamente de casa, confessou sua desilusão ao marido, afirmando que depois de tudo que ela passou para viver ao seu lado, nunca imaginara que ele fosse traí-la. Ele tentou evitar a separação, mas não obteve sucesso. Sabe-se que antes de Anna morrer de câncer, ele foi visitá-la e pedir perdão. Saiu sem ouvir o que queria. Dizem que antes de ele morrer, pedia perdão à falecida, diante dos filhos.


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