Archive for agosto \31\UTC 2009

A sutil diferença

agosto 31, 2009

(por calcinha exocet)

Você conhece alguém incapaz de perceber ironia, aquela pessoa que interpreta tudo literalmente? Um amigo na adolescência, Ricardo, entendia tudo literalmente. Conheci com o tempo outras pessoas que não percebiam a ironia. Recentemente ao pesquisar sobre o assunto achei algumas informações que poderiam ajudar a compreender melhor pessoas com essa e outras dificuldades. Nunca pensei que isso poderia estar relacionado ao cérebro. Em alguns casos, isso pode ser sintoma de algum transtorno mental.

RELÓGIO 2A capacidade de perceber ironias depende de complexas habilidades cognitivas localizadas em partes específicas do cérebro. Lesões nesta área podem levar à incapacidade de notar ironias. Isto foi comprovado por estudos publicados pela Associação Americana de Psicologia.

Mas, além de lesões no cérebro, alguns transtornos de comportamento, como a síndrome de Asperger, prejudicam a percepção das ironias. Segundo o blog “Eu, Autista?”, são sintomas da síndrome de Asperger:

Interpretar as palavras sempre em sentido literal: Aspergers têm dificuldade em identificar o uso de coloquialismos, ironia, gírias, sarcasmo e metáforas.

Ser considerado grosso, rude e ofensivo: propensos a comportamento egocêntrico, Aspergers não captam indiretas e sinais de alerta de que seu comportamento é inadequado à situação social.

Lidar com conflitos: ser incapaz de entender outros pontos de vista pode levar a inflexibilidade e a uma incapacidade de negociar soluções de conflitos. Uma vez que o conflito se resolva, o remorso pode não ser evidente.

Consciência de magoar os outros: uma falta de empatia em geral leva a comportamentos ofensivos ou insensíveis não-intencionais.

Necessidade crítica: Aspergers sentem-se forçosamente compelidos a corrigir erros, mesmo quando são cometidos por pessoas em posição de autoridade, como um professor ou um chefe. Por isto, podem parecer imprudentemente ofensivos.

Buscar informações sempre ajuda-nos a esclarecer alguns comportamentos e também a entender as pessoas de quem gostamos.

Cogumelos recheados com pesto

agosto 29, 2009

cogumelo_portobelloCogumelos é uma fonte importante de vitaminas e fibra, estes fungos de cultivo combinam tanto com pratos modernos ligeiros como com comidas tradicionais mais substanciais. Têm um sabor especial!

Misture 60 g de manjericão fresco, 3 dentes de alho esmagados, 80 g de pinhões torrados e 50g de queijo parmesão ralado e bata até amalgamar. Aos poucos acrescente 80ml de azeite e bata até os ingredientes estarem todos misturados.

Corte os caules de 14 cogumelos pequenos (suficientemente pequenos para serem servidos como aperitivo) e unte ligeiramente os cogumelos com óleo de macadâmia. Grelhe ou asse os cogumelos com o chapéu para baixo até ficarem ligeiramente castanhos. Volte os cogumelos e deite uma colher de sopa do pesto preparado em cima de cada um. Sirva imediatamente.

Para acompanhar: uma cerveja bem gelada e uma turma bem animada.

Essa receita é portuguesa.

Uma vencedora

agosto 27, 2009

(por calcinha de oncinha)

Marina Silva tem uma história de vida surpreendente. Aos 16 anos, o tratamento para malária (na verdade ela tinha hepatite) destruiu seu fígado. Desenganada pela primeira vez, reagiu “não morro de jeito nenhum!” Repetiu esta frase em outras três ocasiões, quando as consequências dos tratamentos errados e as doenças verdadeiras, algumas resultado da pobreza da infância, continuaram a assombrá-la. Mas tem vencido sempre. E vem revertendo as adversidades em seu favor. A doença obrigou-a a sair da pequena cidade em busca de tratamento. Durante este, finalmente teve oportunidade de estudar e ser alfabetizada. Recentemente desgastou-se no Governo ao ser atacada por agressores e  defensores da natureza. Saiu do Ministério do Meio Ambiente. Volta à cena ao se desligar do PT e possivelmente ser candidata à Presidência da República. Mereceu a capa de todas as grandes revistas e jornais. Modificou instantaneamente o cenário político que parecia polarizado entre situação e oposição.marina silva

Do trabalho nos seringais, no meio da floresta, ao trabalho de empregada doméstica, na cidade. Tornou-se aspirante à freira. Depois professora de história. O coração batia forte pela vontade de ajudar os povos da floresta, o que a levou a uma carreira política acelerada, de Deputada Estadual à Senadora. Realmente a vida de Marina Silva é quase inacreditável. Mas tem uma explicação simples: a vontade desta mulher de fazer o seu próprio destino.

Mulheres supercorajosas

agosto 26, 2009

(por calcinha de oncinha)

Dizem que corajoso é aquele que age com o coração. Assim, listamos três mulheres supercorajosas, uma indiana, uma argentina e uma americana. Todas foram ameaçadas de morte por covardes. Infelizmente, uma delas foi assassinada.

Sunitha Krishnan

Sunitha Krishnan

A indiana Sunita Krishnan está à frente da ONG Prajwala, instituição dedicada a salvar meninas da exploração sexual. Ela age destemidamente, denunciando exploradores. Após muita insistência, acabou convencendo as autoridades a agir. Alguns criminosos foram presos. Foi ameaçada de morte várias vezes.

Susana Trimarco

Susana Trimarco

A filha da argentina Susana Trimarco foi raptada em 2002 por uma rede internacional de tráfico de mulheres. Desde então, enfrentando ameaças de morte, ela vem denunciando estes crimes, enquanto procura a filha. A polícia inicialmente ignorou-a. Mas, após uma campanha internacional, a polícia começou a agir. Em 2006 fundou uma instituição dedicada a prevenir, procurar vítimas e buscar a punição dos criminosos, que pode ser acessada em Fundacion Maria de los Angeles .

Dhoroty Stang

Dhoroty Stang

A americana Dhoroty Stang lutava pela dignidade dos povos da floresta amazônica. Foi assassinada a tiros em 2005, após muitas ameaças de morte.

Mulheres superpoderosas

agosto 24, 2009

(Por calcinha de oncinha)

cristina-fernandezA revista Forbes publicou a lista das 100 mulheres mais poderosas do mundo. O critério para a classificação compõe-se de dois quesitos: visibilidade (menção na mídia) e tamanho da organização ou do país que elas lideram. Naturalmente, a maioria das mulheres é americana. Mas também têm algumas indianas e até uma argentina, a Presidenta Cristina Fernandéz Kirchner, que está em 11º lugar. A lista não pode ser levada tão a sério, pois dela consta a mulher de Barack Obama, Michelle Obama, que, embora provavelmente lidere sua família e seu marido, não está à frente de nenhuma organização ou país.michelle-obama

Na lista não se encontra nenhuma brasileira.

Chutneys de Abacaxi

agosto 22, 2009

abacaxi

(por calcinha exocet)

O Chutney de abacaxi deve ser “picante demais para aguentar, porém doce demais para resistir”.

Tempo de preparo e cozimento: 1 hora

Rendimento: aproximadamente 2 xícaras (500ml)

  • 3 colheres de sopa (60ml) de ghi;
  • 2 colheres de chá (10ml) de sementes de cominho;
  • 4 pimentas malaguetas secas e partidas ou como quiser;
  • 1 abacaxi grande maduro, descascado, sem o centro, e cortado em cubos de 1,25 cm;
  • 1/2 colher de chá (2 ml) de canela em pó;
  • 1/2 colher de chá (2ml) de cravo em pó;
  • 1/3 xícara (85 ml) de uva-passas;
  • 2/3 xícara (165 ml) de açúcar mascavo.

Aqueça o ghi em uma panela com capacidade para 1/2 litro, em fogo médio até ficar quente, mas sem esfumaçar. Refogue as sementes de cominho no ghi quente até ficarem escuras. Adicione as pimentas e cozinhe até dourarem. Acrescente os pedaços de abacaxi, a canela em pó e o cravo. Ferva o molho, mexendo ocasionalmente, em fogo médio, até o abacaxi ficar macio e o suco evaporar. Mexa constantemente na medida que o preparo for terminando.

Quando evaporar todo o líquido e o abacaxi começar a grudar no fundo da panela, acrescente o açúcar e as uvas-passas e cozinhe até engrossar e ficar com aparência de geléia. Sirva à temperatura ambiente.

A casa das Belas Adormecidas

agosto 18, 2009

Kawabata

(por calcinha exocet)

Yasunari Kawabata foi o primeiro escritor japonês a ser agraciado pelo Prêmio Nobel de Literatura, em 1968, e é considerado um dos representantes máximos da literatura japonesa do século XX.

Teve uma infância marcada por uma sucessão de mortes na família. Primeiro, foi seu pai, quando tinha três anos,  e um ano depois, sua mãe, indo morar com seus avós. Ao completar 8 anos, sua avó faleceu. Depois foi  sua irmã, e na adolescência, viu seu avô morrer. Sozinho, foi acolhido na casa de um tio.

Essa vida solitária fez com que Kawabata buscasse refúgio nas obras literárias, tornando-se um ávido leitor das obras clássicas.  Estudou literatura na Universidade Imperial de Tóquio e foi um dos fundadores da Bungei Jidai, revista literária influenciada pelo movimento modernista ocidental, em particular o surrealismo francês.

Por que falar em Kawabata nesse blog? Porque ele tinha obsessão pelo mundo feminino,  pela sexualidade humana e pelo tema da morte (presente em sua vida por meio da perda de seus familiares). A casa das Belas Adormecidas é uma história de extrema delicadeza e sensibilidade. Podemos vislumbrar isso por meio das descrições dos encontros sensuais de um velho, Eguchi. Como lidar com a sexualidade na idade madura? Quais seriam as últimas imagens eróticas de Eguchi? Como reprimir o desejo  e se controlar diante da virgindade da moça? A minúcia com que o narrador descreve a alma feminina e revela o corpo da mulher e o que  sente ao deitar-se ao lado das moças que dormem profundamente são passagens deliciosas. O medo, a insegurança, a insônia, a curiosidade que sentiu nos primeiros encontros são sensações tão humanas e, ao mesmo tempo, tão poéticas.

Um escritor sempre é influenciado por outro. É válido afirmar que Gabriel García Márquez ao escrever “Memórias de minhas putas tristes”  sofreu a influência de Kawabata, tanto que o escritor abre seu romance com um prefácio de A casa das Belas Adormecidas: “Não devia fazer nada de mau gosto, advertiu a mulher da pousada ao ancião Eguchi. Não devia colocar o dedo na boca da mulher adormecida nem tentar nada parecido.” Kawabata suicidou-se em 1972 e deixou obras como O País das Neves, Kyoto e Mil tsurus,  A dançarina de Izu e Contos da palma da mão.

(KAWABATA, Yasunari. A casa das Belas  Adormecidas. Trad. Meiko Shimon. Ed. Estação Liberdade. São Paulo, 2004)

Doce de Arroz Cremoso com Leite Condensado (Chaval Ksira)

agosto 15, 2009
Arroz doce indiano

Arroz doce indiano

(por calcinha exocet)

Ksira é uma palavra sânscrita para leite condensado. É comumente conhecida como Kheer no Norte da Índia e as variações regionais são conhecidas como payasa, payesh etc.  Quando o leite é vagarosamente condensado com o arroz, o resultado é esta sobremesa cremosa conhecida como Chaval Ksira, às vezes referida como “arroz doce”.

Comece com 1/16 parte de arroz para o leite. Quando o arroz doce estiver cozido e gelado deve ter consistência de “apenas bebível”.

A receita seguinte é para um simples arroz doce com sabor de cardamomo.  Há variações com açafrão, cânfora, à moda Bengali, baunilha, com frutas vermelhas.

Tempo de Preparo e Cozimento: aproximadamente 50 minutos

Rendimento: 4 a 5 xícaras.

  • Um pouco menos do que 1/2 xícara (aproximadamente 120ml) de arroz de grão curto;
  • 4 vagens de cardamomo verdes;
  • 8 xícaras (2 litros) de leite integral fresco;
  • 3/4 – 1 xícara (185-250ml) de açúcar.

Limpe,  lave e escorra o arroz.

Bata nas vagens de cardamomo até abrirem ligeiramente.

Derrame o leite e as vagens de cardamomo em panela de 5/6 litros de fundo grosso e, mexendo constantemente com colher de pau, levante fervura do leite em fogo moderadamente alto. Abaixe o fogo, adicione o arroz e mexendo cuidadosamente, ferva por 25 a 30 minutos.

Abaixe o fogo para moderadamente baixo e ferva o leite por 10 a 15 minutos, sempre mexendo, numa ação suave e ampla para não formar bolos. Quando o arroz doce ficar cremoso e levemente grosso,  retire a panela do fogo. Retire as vagens dos cardamomos e jogue fora. Coloque o açúcar, misture bem e deixe o arroz doce esfriar. Refrigere por no mínimo 3 horas. Sirva gelado.

Nota: se o arroz doce engrossar muito depois que esfriar, coloque um pouco de leite gelado ou creme de leite leve para afinar.

(DAS, Kurma. 108 delícias da culinária vegetariana)

O caminho para fora da floresta passa por dentro

agosto 13, 2009

floresta-2

“No meio do caminho da minha vida, me vi numa floresta escura, e me perdi”.

Inferno – Dante Alighieri

(por calcinha exocet)

Alguém já ouviu algum comentário sobre um amigo bem casado, com filhos, que  se separou da mulher para viver um romance com uma bem mais jovem? Ou, que um amigo tinha tudo para ser feliz, uma linda mulher, filhos maravilhosos, uma mansão e uma carreira brilhante e se encontra deprimido? Ou, ainda, que esse amigo dilapidou todas as economias e voltou a se comportar como um adolescente?

Quando o homem chega à metade da vida sente uma angústia e se pergunta se fez tudo o que queria.  Segundo a reportagem da revista Seleções de agosto de 2009, o homem sente mais a crise da meia-idade que a mulher porque a valorização deles está mais ligada ao trabalho do que a das mulheres. Assim, se a vida profissional não faz mais sentido, isso  pode levá-lo a uma verdadeira queda livre.

Ter consciência de que se é mortal pode reforçar a crise. Essa consciência surge quando se tem contato com algum fato, como a morte de um parente, a dissolução do casamento, uma mudança no trabalho, aposentadoria, uma doença grave etc. Outro fator que influencia a  crise na meia-idade é a queda de 1% a 2% do nível de testosterona. A queda da testosterona é considerada responsável pela redução da força muscular e do impulso sexual, pelo aumento da gordura corporal, da letargia, da irritabilidade e da depressão.

Vejamos alguns sinais que precisam de atenção:

1. Mudança de emprego.

Quando ele revelar o desejo de largar seu trabalho de 30 anos para abrir um novo negócio.

2. Comportamento que põe a vida em risco.

Quando ele anuncia que vai participar de esportes radicais: bungeejump, surfe em mar revolto, mergulho em cavernas etc.

3. Cuidados com a aparência.

Quando ele resolve depilar as costas, abandonar o barbeiro e  ir ao cabelereiro para fazer reflexos, comprar roupas modernas etc.

4. Retorno ao comportamento dos 20 anos.

Quando ele decide  recuperar a juventude perdida  indo a festivais de música que duram 3 dias, beber demais, se alimentar mal, exagerar em exercícios físicos etc.

5. Paqueras.

Quando ele questiona se ainda consegue conquistar ninfetas. Esse pensamento torturante leva muitos homens de certa idade a se comportar diferente: engrossar a voz, inclinar-se sobre a mesa da recepção, jogar para trás o cabelo que acabou de receber reflexos e dizer coisas como “Que tal uma balada hoje?”

6. Busca de antigos amores.

Quando ele resolve procurar a namoradinha da escola na Internet, redescobrir a emoção de andar de skate ou desenterrar o velho baixo elétrico com amplificador e reunir os amigos da antiga banda de rock para um ensaio.

A passagem do meioAlguns desses exemplos revelam a insatisfação com a vida profissional, conjugal e consigo mesmo. De repente,  tem-se a sensação de peso e vazio.  Segundo o psicólogo James Hollis, no livro “A Passagem do Meio”, os sintomas desta crise de meia-idade começam bem antes dos quarenta ou cinquenta anos.  O autor  mostra alguns caminhos que podem ser saídas da floresta escura. Mais do que isso, mostra que existem belas paisagens para além desta. O caminho para fora da floresta passa por dentro, ou seja, o autoconhecimento. A meia-idade pode ser uma oportunidade de crescer e ser feliz.

Coco Chanel

agosto 10, 2009

(por calcinha exocet)

Cartaz do filme "Coco before Chanel"

De repente veio uma onda de filmes falando sobre a vida de Coco Chanel. A mais recente produção tem no papel principal a atriz Audrey Tautou, conhecida do grande público pela participação no filme Código da Vinci e, do pequeno público da grande arte, pela excelente interpretação da personagem Amelie Poulin. A vida de Coco Chanel realmente merece um, ou melhor, vários filmes.

À afirmação de que havia precedido o movimento feminista, ela replicara: “À instrução da mulher consiste apenas em duas lições – nunca sair de casa sem meias e nunca sair sem chapéu”. À de que teria sido pioneira na arte do design de moda, ela retrucara: “A moda não é uma arte, é um negócio”. À de que sua independência a tinha lançado num mundo antes dominado pelos homens, ela sentenciara: “Uma mulher que não é amada não é ninguém. A solidão pode ajudar um homem a se encontrar, mas destrói uma mulher”. À de que foi uma autêntica self-made woman já no início do século, ela rebatia com histórias fantasiosas e rebuscadas sobre uma infância endinheirada e um refinado pai negociante de cavalos. E, no entanto, Gabrielle Chanel aboliu os vestidos armados em favor de um jeito de vestir prático e confortável; criou roupas e acessórios que hoje se encontram expostos em museus; sempre preferiu o trabalho à conveniência de um casamento e montou, sozinha, um império equivalente a 4,5 bilhões de dólares em valores de 1990. Mademoiselle, como ficou conhecida ao longo de 88 anos de uma agitada existência, era uma personagem dinâmica e empreendedora, sujeita a tempestades de cólera e a alfinetadas venenosas, quando se sentia ameaçada. O paradoxo marcou sua vida: era uma dama de ferro sonhadora, revolucionária com estilo clássico, ousada apesar de alérgica às grandes extravagâncias. (ler mais em Superinteressante)

lu1228-cocoOrfã de mãe, foi abandonada pelo pai em um orfanato religioso, sendo educada por freiras. Mas seu passado de pobreza nunca foi comentado por Mademoiselle. Ela até pagava uma mesada para seus irmãos nunca aparecerem.

Em sua vida atribulada, enquanto erguia seu império, casou-se diversas vezes. Inclusive com um oficial nazista, pelo que foi exilada.

Sem dúvida, uma mulher incomum, mas que mostra que o talento para os negócios não é, de forma nenhuma, característica somente masculina.

Coco Chanel morreu aos 88 anos, ainda trabalhando.