Sexo Tântrico: Prazer multiplicado

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sexo tantrico e neotantrico(por calcinha de cristal)

Tenho um amigo que sempre falava em sexo tântrico, uma forma de treino sexual, surgida na Índia antiga, que permitiria ao homem ter orgasmos “secos”, ou seja, sem ejaculação. O sexo, assim, duraria horas. Mas, por causa dele, sempre imaginei esta técnica como algo masculino. A mulher seria beneficiada em consequência do desempenho do parceiro.

Mas, na verdade, o sexo tântrico não é praticado só por homens, as mulheres podem treinar de forma a ter orgasmos múltiplos, prolongados e muito intensos. Naveguei um pouco na rede e encontrei muitos textos com as origens do sexo tântrico:

“O termo Tantra significa net, rede, tecido ou teia, ou a trama do tecido; regulado por uma regra geral; o encordoamento de um instrumento musical.

“Tantra é o nome dos antigos textos de transmissão oral (param-pará) do período pré-clássico da Índia, portanto, de mais de 5.000 anos. Mais tarde, alguns desses textos foram escritos e tornaram-se livros ou escrituras secretas do hinduísmo. Naquela recuada época de origem do Tantra, a Índia era habitada pelos drávidas, cuja sociedade e cultura eram matriarcais, sensoriais e desrepressoras. Por isso, passaram à história como um povo tântrico, já que essa filosofia é caracterizada principalmente por aquelas três qualidades. Aliás, isso é uma noção amplamente divulgada e universalmente aceita.” (leia mais aqui)

Dois textos que encontrei me chamaram a atenção, pois são de duas jornalistas que foram experimentar os prazeres do sexo tântrico numa clinica especializada, chamada Metamorfose, que fica em São Paulo.

khajuraho7A jornalista Ailin Aleixo, da revista TPM, conta que, inicialmente, ao ter a vagina invadida por um dedo protegido por uma luva de borracha, com muito lubrificante, que a vasculhava em busca do ponto G, teve vontade de levantar e sair correndo. Mas se segurou e, depois, com o auxílio de um vibrador habilmente manuseado, teve realmente vários deliciosos orgasmos. Mas o prazer foi tão intenso que, depois de um tempo, quis novamente que aquilo acabasse logo e voltou a sentir vontade de ir embora porque “até gozar demais dá no saco”.

Rafaela Rigatti, da revista Nova, teve uma experiência muito parecida. Depois de cinco orgasmos, relata a jornalista, “descobri que não agüentava mais. Meu corpo estava feliz, mas exausto. Pedi a ela que parasse… e dormi por alguns minutos. A propaganda não era enganosa e os 290 reais foram pra lá de bem empregados. Fui para casa e fiquei à espera do meu amor. Em meia hora, ele abriu a porta. Eu, sem contar nada sobre a experiência sensacional que tinha acabado de viver, o recebi com um beijo cheio de segundas intenções e o levei para o quarto. E então tive o sexto orgasmo do dia. Desta vez, sem nenhum constrangimento. Só prazer.”

As duas matérias valem à pena serem lidas, porque trazem mais informações sobre esta técnica mística. Os adeptos do sexo tântrico podem dizer que a sensação delas de que, em determinado ponto, chegou a ser estafante, decorre dos condicionamentos, da resistência do corpo ao prazer ilimitado. Eles afirmam que o sexo tântrico não está restrito ao órgão sexual, este é apenas a “porta de entrada” do prazer espalhado pelo corpo todo, principalmente na mente. Por isso que, durante a estimulação sexual, eles ficam repetindo “deixa subir pra cabeça”, e coisas semelhantes. Dependeria de um tempo maior para nos libertarmos dos condicionamentos.  Segundo alguns praticantes, o sexo tântrico é muito mais do que um ato sexual:

“O verdadeiro Tantra não é uma técnica, mas o amor. Não é uma técnica, mas um estado de prece. Não é orientado pela cabeça, mas um relaxamento no coração. Por favor, lembre-se disso. Muitos livros foram escritos sobre o Tantra, e todos eles falam de técnicas, mas o verdadeiro Tantra nada tem a ver com técnicas. O verdadeiro Tantra não pode ser escrito; ele precisa ser percebido, sentido, sorvido.” Estas afirmações seriam de Osho, um polêmico guru da Yoga, que viveu nos Estados Unidos.

O sexo tântrico também foi notícia por meio do ator Estênio Garcia, que recentemente esteve representando o personagem Dr. Castanho, na novela Caminho das Índias. Ele declarou-se, aos 77 anos, adepto do sexo tântrico, afirmando ficar horas praticando sexo com sua atual esposa, Marilene Saade, 37 anos mais nova.

Parece tentadora a experiência. Quem não gostaria de sentir vários orgasmos seguidos, de forma intensa? Não sei se eu teria coragem de me submeter ao constrangimento de ter minha vagina massageada por uma pessoa que não conheço. É uma idéia que me atrai e me repulsa ao mesmo tempo. Acho interessante considerar o sexo como algo mais espiritual, místico. Na nossa cultura ele é visto de forma muito suja. Os indianos antigos, aparentemente, lidavam com a sexualidade de uma maneira mais livre do que nós. Quem sabe eu experimento? Mal não deve fazer.

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Uma resposta to “Sexo Tântrico: Prazer multiplicado”

  1. MARIA Says:

    NÃO ACHO QUE O SEXO PRA NOS SEJE SUJO, ACHO QUE NÃO VULGARIZAMOS, ESSA É A PALAVRA CERTA. FINAL DE CONTAS
    AS PESSOAS NÃO TEM TANTOS CUIDADOS COM A PRESERVAÇÃO, IMAGINA SE FOSSE MAIS LIBERADA…
    BEM GOSTEI MTO DESSA MATERIA E GOSTARIA MTO DE ME MANTER INFORMADA POR E-MAIL, OBRIGADA!!!

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