Archive for outubro \31\UTC 2009

Pudim de amêndoas

outubro 31, 2009

pudim-amendoa

Ingredientes:

2 copos de leite;

2 colheres (sopa) de café solúvel;

100 gramas de açúcar;

2 ovos;

1 cálice de vinho do porto;

1 colher (sopa) de farinha de trigo;

250 gramas de creme de leite;

100 gramas de amêndoas;

3 a 4 gotas de essência de baunilha.

Modo de fazer:

Bater as gemas com o açúcar e colocar no leite com a baunilha, a farinha, o café solúvel, as amêndoas sem pele e moídas. Levar ao fogo, mexendo sempre até engrossar. Deixar esfriar. Acrescentar o vinho do porto. Bater as claras em neve firme, adicionando 4 colheres de açúcar. Misturar o creme de leite e juntar ao creme de café e amêndoas. Servir o pudim polvilhado com amêndoas moídas.

Rendimento para 4 a 6 pessoas.

Desigualdade entre homens e mulheres aumenta no Brasil

outubro 28, 2009

O Brasil caiu nove posições e atingiu o 82º lugar no ranking de desigualdade entre homens e mulheres no mundo, segundo relatório do Índice Global de Desigualdade de Gêneros 2009, do Bando Mundial, divulgado nesta terça-feira (27).

A pesquisa foi realizada em 134 países. A Islândia é a nação com menor desigualdade entre homens e mulheres no mundo.

O índice de igualdade de gênero elaborado pelo Banco Mundial considera critérios de participação econômica, oportunidades profissionais, participação política, acesso à educação e saúde e mortalidade. Em 2009, a Islândia avançou no combate às desigualdades de gênero devido a pequenas melhorias na participação econômica e educação das mulheres, além de um crescimento na porcentagem de mulheres no parlamento, que subiu de 33% para 43% das cadeiras.

No caso do Brasil, apesar de estar entre os locais com atendimento à saúde menos discriminatório, os pesquisadores responsáveis pelo estudo viram um aumento na lacuna entre a renda de homens e mulheres que trabalham em posições semelhantes e na renda estimada mensal.

As diferenças de renda ocorrem mesmo com um maior índice de mulheres do que de homens alfabetizadas, com qualificação técnica e profissional, e inscritas em escolas de ensino médio e superior.

O Brasil também perde muitos pontos por nunca ter tido uma chefe de Estado mulher e por ter poucas mulheres no Congresso e à frente de ministérios.

(leia mais)

Sopa de tomate e pimentão vermelho com majericão socado e óleo de oliva

outubro 24, 2009

tomateNo verão, é melhor servi-la fria.

Ingredientes:

15 tomates maduros;

3 pimentões vermelhos de tamanho médio;

7 colheres (sopa) de óleo extravirgem de oliva aproximadamente;

1 colher (sopa) de pimenta vermelha (chilli) fresca sem sementes;

sal e pimenta-do-reino moída na hora;

1 dente de alho picado bem fino;

2 colheres (sopa) de vinagre de vinho tinto, ou a seu gosto;

560 ml de caldo de galinha ou de vegetal;

2 bons punhados de manjericão fresco.

Faça dois pequenos talhos cruzados na ponta dos tomates e coloque-os em água fervente por uns 20 segundos ou o tempo necessário para você tirar a pele e as sementes. Asse os pimentões(para conseguir o verdadeiro sabor do pimentão é preciso assá-lo até ficar preto), coloque-os em uma vasilha tampada, depois tire a pele e pique-os.

Ponha os pimentões picados e a colher de pimenta chilli picada em uma panala de fundo espesso aquecida com 2 colheres de óleo extravirgem, uma pitada de sal e pimenta-do-reino e frite por cerca de 5 minutos. Adicione o alho picado e deixe cozinhar por cerca de 10 minutos com outra pitada de sal e o vinagre, o que fará com que seus aromas e sabores se mesclem. Acrescente o caldo e deixe cozinhar por 15 minutos. Tempere com sal a seu gosto.

Em um pilão (ou um processador de alimentos) esmague o manjericão com uma pitada de sal até formar uma pasta. Misture o restante do óleo de oliva e umas gotas de vinagre. Por fim, espalhe à vontade a pasta de manjericão temperada sobre sua sopa.

(serve 6 pessoas)

“Surpresa”: mulheres bonitas prejudicam as mentes masculinas

outubro 21, 2009

bradDeu em vários jornais e foi repercutido em vários blogs:

“Um estudo realizado pela Universidade de Radboud, na Holanda, e publicado no Journal of Experimental Social Psychology sugere que os homens “perdem a cabeça”, quando estão na presença de uma mulher bonita. De acordo com os cientistas, o público masculino usa uma porcentagem tão grande da sua função cerebral ou de seus recursos cognitivos para impressionar a mulher que ficam restritos para realizar outras tarefas, por mais simples que elas sejam.

“A pesquisa aconteceu com voluntários heterossexuais que precisavam soletrar um grupo de letras o mais rápido possível. Depois do teste, eles ficavam 7 minutos, em média, conversando com uma mulher bonita e atraente e então repetiam o teste em frente à mulher.

“De acordo com os cientistas, quanto mais os homens tentavam impressionar a companheira, menor era a pontuação e a rapidez com que desenvolviam o teste, chegando a um número 30% menor na pontuação. De acordo com os pesquisadores, é possível afirmar que os homens apresentam um forte declínio cognitivo quando estão na presença de uma mulher bonita.

“O mesmo teste também foi realizado com o público feminino. Porém, elas não apresentaram uma queda na pontuação e nem na velocidade das respostas dadas na hora do teste.”

Segundo matéria publicada na revista Galileu, de outubro de 2009, pelas mesmas razões acima, os meninos são prejudicados nas escolas mistas:

“Se os homens tinham dúvidas que mulher atrapalha os estudos, agora há provas. Uma pesquisa da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, mostrou que os meninos têm as notas mais baixas quando estudam com garotas, mas, em turmas de um sexo só, não há diferenças entre as notas. Quando tem mulher na classe, eles se distraem, deixam as melhores notas para elas e não passam no vestibular. “O problema da diferença das notas masculinas e femininas começa no primário e se reflete na faculdade”, afirma a pesquisadora Sheree Gibb, uma das responsáveis pelo estudo. Na Nova Zelândia, as garotas levam vantagem em todos os graus de ensino superior: têm 63% dos diplomas de graduação, 57% dos de mestrado e 51% dos diplomas de doutorado. Tentando descobrir o motivo, os pesquisadores foram atrás das notas de escolas mistas e de um sexo só (na Nova Zelândia há escolas públicas unissex). As provas mostraram que, quando colocados em escolas masculinas, os garotos se comportam melhor e tiram notas tão boas quanto as delas. “A diferença no rendimento pode ser explicada pelo comportamento das crianças”, diz a pesquisadora. “Os meninos tendem a ser aéreos, agressivos e agir de modo inapropriado quando estão com garotas.”

PS.: colocamos a foto do Brad para ilustrar o post, ao invés de uma mulher bonita, para não atrapalhar a concentração de nenhum homem que passar por aqui.

Bananas Merengadas dos Açores

outubro 17, 2009

merengue de bananaIngredientes:

8 bananas;

2 colheres de sopa de manteiga;

8 colheres de sopa de açúcar;

1 colher de sopa de farinha de trigo;

1 copo de leite;

2 ovos;

1 cálice de aguardente.

Modo de preparo:

Colocar numa travessa refratária untada com manteiga as bananas fatiadas no sentido do comprimento. Bater as gemas com 4 colheres de açúcar, acrescentar ao leite, juntamente com a farinha dissolvida num pouco de água e levar ao fogo, mexendo sempre até engrossar. Retirar do fogo e perfumar com aguardente. Jogar o creme sobre as bananas. Bater as claras em neve firme, acrescentando 4 colheres de açúcar. Cobrir as bananas com esta merengada e levar ao forno para dourar.

Rendimento: 4 pessoas.

Essa receita é simples e muito gostosa!

Que desaire!

outubro 16, 2009

Minha sogra é campeã das gafes. Ela é do tipo que vê uma gordinha e pergunta pra quando é o neném. Outro dia, duas semanas depois de ir à missa de sétimo dia, perguntou ao filho da falecida como ia a mãe dele.

Mas eu também já passei uns apertos. Há algum tempo atrás estava na fila do cinema, distraída, quando meu então namorado saiu por um momento para falar com alguém sem me avisar e eu sem olhar  para o lado abracei um homem, pensando que era ele. Só percebi o engano ao notar o corpo diferente – mais fortinho – e, claro, ao ver o rosto. Muito sem graça, tentei explicar o inexplicável. O homem deu uma gargalhada.

Meu marido também é dos mais distraídos. Outro dia teve que voltar pra casa correndo porque ia à uma reunião importante e havia colocado um pé de cada sapato. Ele disse que tinha notado algo errado, mas na pressa foi assim mesmo. Só percebeu mesmo o engano quando olhou para os pés ao chegar no trabalho.

E também tem os acidentes embaraçosos. Um amigo do meu marido estava indo à uma reunião importantíssima em que iria apresentar o seu currículo a um figurão. Correndo na chuva, escorregou e caiu. Nisso, sujou e até rasgou a calça do terno. Como não podia deixar a pessoa esperando, teve que participar da reunião assim mesmo, sujo e com a roupa rasgada. Mas conseguiu o emprego. E que empregão!

Voltando às gafes, ninguém está livre de cometê-las. Só dou um conselho, nunca tente consertar pois fica pior. Minha sogra, depois de perguntar pra gordinha se ela está grávida, ainda pede desculpas: “é que sua barriga está tão grande…” Pior é um conhecido, que após também perguntar como estava a mãe de um amigo, e receber a resposta de que ela havia morrido, disse: “morreu pra você, filho ingrato, pois ela ainda vive no coração dos que a amaram!”

Virgínia

outubro 12, 2009

femme fatale b(por calcinha exocet)

Virgínia era uma mulher extremamente sexy, usava vestidos justos para definir sua silhueta e ressaltar seus seios. Quando passava de uma sala à outra não havia quem não olhasse para ela. As mulheres do escritório estavam sempre observando o seu modo de se vestir. Tudo nela era envolvente. Todas queriam saber qual perfume, qual hidratante usava. Pediam dicas de moda, maquiagem e acessórios. Virgínia era O Modelo de mulher bonita, inteligente e sexy.

Já os homens do escritório sonhavam com ela, imaginavam cenas tórridas de sexo ali mesmo no escritório. Eles a chamavam de Deusa: Como está minha Deusa hoje? O que minha Deusa quer?

O que mais intrigava os colegas de trabalho era ver Virgínia sempre sozinha. Não entendiam como uma mulher tão linda poderia estar sem namorado. Ela, nos raros momentos que saiu com o pessoal de trabalho, não levara acompanhante e quando uma colega mais entrona perguntava se estava com alguém interessante, respondia:

– Estou muito bem!

Ela, na maioria das vezes, saía do trabalho e ia direto para seu pequeno apartamento. Ao chegar, acariciava o gato Sarkozi e tomava um banho demorado. Escolhia um livro para ler e se jogava sobre a poltrona, nua. Ali ficava algumas horas lendo e quando sentia fome ia à cozinha criar um prato rápido. Alimentava Sarkozi e depois ia dormir. Nos fins de semana, ela gostava de ir ao parque caminhar e tomar sol. Em seu trajeto, muitos homens jovens e musculosos torciam o pescoço para vê-la passar. Alguns mais ousados puxavam assunto, mas ela não dava muito papo.

Virgínia era um mistério. Todos queriam saber da sua vida, os vizinhos, os comerciantes locais, os porteiros, os colegas de trabalho. No escritório, os homens fizeram uma aposta em dinheiro, lançando o seguinte desafio: qual deles conseguiria dobrar essa mulher.

Um deles teve a ideia de enviar um buquê de flores anônimo, achando que assim poderia despertar alguma curiosidade nela; outro quis ser romântico, convidando-a para jantar; outro, ainda, investiu diretamente, perguntando se gostaria de ir ao motel. E, para surpresa de todos, ela escolheu o que foi direto.

Quando chegaram ao motel, Virgínia disse que tinha uma surpresinha para o colega. Ele estava tão ansioso por aquele momento que disse:

– Minha Deusa, não precisa de surpresa nenhuma. Só de estar aqui com você… não poderia ser surpresa melhor! Na verdade, eu nem acredito!

E foi investindo sobre ela. Ela, espertamente, se esquivou e disse:

– Calma garanhão! Vamos tomar um espumante antes. Assim a minha surpresa tem tempo para chegar.

Ele conseguiu se controlar e tomou o espumante sem dizer uma palavra. Por sua cabeça passava cenas quentes e loucas com aquela mulher.

De repente, bateram à porta. Virgínia já em trajes pequenos foi abrí-la. E… Entraram um homem forte e negro acompanhado de uma mulher nissei.

Seu colega de trabalho ficou meio perdido com a presença daquelas pessoas e perguntou à Virgínia o que significava aquilo. Ela disse que o casal estava lá para dar prazer aos dois. E essa era a surpresa.

Ele resolveu aceitar, afinal não negaria prazer à sua Deusa. Bebeu mais e mais, conversou com o casal, riu, contou piadas… Ficou alegrinho. Ele só não sabia que era o prato principal. Quando percebeu a emboscada já era tarde demais. Virgínia participou olhando, era uma voyeur nata.

Sushi

outubro 10, 2009

sushi

O que é Sushi?

A definição simples é: arroz avinagrado com uma corbertura ou recheio de peixe, marisco, vegetais ou ovos crus, cozidos ou marinados.

Ninguém sabe ao certo quando foi inventado o sushi. No século V a.C. já se faziam conservas de peixe com arroz no Sudeste da Ásia.  Há quem faça relação de seu aparecimento com a introdução do cultivo de arroz no século IV a. C. Outros creem que foram os monges budistas que trouxeram da China no século VII d. C.

O sushi percorreu um longo caminho desde a sua origem, como forma de conservar peixe. Hoje é considerado uma comida rápida e saudável. Além dos peixes que são ricos em ácidos gordos ómega-3 e do arroz que é uma fonte de hidratos de carbono e proteínas, os seus acompanhamentos como gengibre, vinagre, molho de soja, nori,  wasabi, acrescentam ainda mais benefícios para a nossa saúde.

Como preparar o arroz do sushi:

Ingredientes:

300 g de arroz japonês de grão curto;

330 ml de água;

1 pedaço de kombu do tamanho de um postal (opcional).

Para o molho de vinagre:

4 colheres de sopa de vinagre de arroz;

2 colheres de sopa de açúcar;

1/2 colheres de chá de sal.

Modo de preparo:

1. coloque o arroz num escorredor e mergulhe-o em água numa tigela grande. Lave o arroz cuidadosamente e jogue fora a água leitosa. Continue a lavar e a mudar a água até que esta esteja limpa. Escorra a água e deixe repousar o arroz no escorredor durante 30 min;

2. se utilizar kombu, faça alguns cortes na folha para ajudar a libertar o seu sabor;

3. coloque o arroz e a água num tacho de fundo pesado. Junte a alga kombu e tape bem o tacho. Deixe levantar fervura em fogo médio. Resista à tentação de levantar a tampa e procure ouvir o som da fervura. Ajuste o calor, se necessário, para evitar que a água transborde e deixe cozer durante 3 a 5 min;

4 baixe o fogo, deixe fever em fogo brando durante mais 8 a 10 min. e retire do fogo, deixando repousar tapado durante 10 minutos. Levante a tampa e retire a alga kombu;

5. aqueça os ingredientes para o molho de vinagre numa caçarola que não seja de alumínio, mexendo até o açúcar e o sal se dissolverem. Não deixe ferver. Retire do fogo e ponha à parte para arrefecer. Transfira o arroz para uma tigela de madeira ou saladeira. Verta um pouco do molho de vinagre sobre uma espátula por cima do arroz;

6. espalhe o arroz uniformemente na tigela. Junte lentamente mais um pouco do molho de vinagre, usando a espátula para cobrir o arroz e espalhar os grãos;

7. abane levemente o arroz para o arrefecer. Continue a envolver com a espátula o molho de vinagre e o arroz até que este comece a ganhar brilho e atinja a temperatura ambiente.

O corte do peixe:

É melhor comprar o peixe em filetes ou em postas porque ele já vem na forma mais indicada para o sushi, apesar de ser mais dispendioso. Para aqueles que têm habilidade para cortar o peixe inteiro lembrem-se que há no mercado uma pinça especial para retirar as espinhas.

BABER, Kimiko & TAKEMURA, Hiroki. Sushi. Ed. DK, 2003.

O valor dos pequenos

outubro 7, 2009

(por calcinha exocet)

Hoje, felizmente, nossas crianças brasileiras têm um estatuto que lhes dá dignidade e direitos.  O Estatuto da criança e do adolescente (ECA) proíbe o trabalho infantil, garante o acesso à escola, as protegem da violência, dá-lhes direitos etc.crianças

Ao ler um post no Cogitamundo e ver a imagem de uma criança sendo pisada por um adulto sobre cacos de vidros, fiquei tocada. Isso me fez lembrar de um livro:  História das Crianças no Brasil, organizado por Mary Del Priore, Editora Contexto, São Paulo, 2004.

O livro conta a história das crianças que foram trazidas para cá na época do descobrimento.  Há passagens do texto que narram que as crianças judias eram arrancadas à força de seus pais pelos navegadores portugueses. Esse procedimento foi adotado pela Coroa portuguesa, em 1486,  com a intenção de obter mão-de-obra e de manter sob controle o crescimento da população judaica em Portugal.  Já as crianças pobres eram alistadas entre a tripulação dos navios, como grumetes, pelos seus pais, como forma de aumentar a renda familiar. Os pais tanto podiam, dessa forma, receber os soldos de seus filhos, mesmo que estes viessem a perecer em alto mar, quanto teriam menos uma boca para alimentar. Era, de alguma forma, um bom negócio na visão deles.

Durante os naufrágios, as crianças que embarcavam, seja como passageiras, seja como mãos-de-obra, vivenciavam um drama. Quando os navios partidos de Lisboa enfrentavam adversidades do tempo, ataques de piratas, imperícia dos pilotos, excesso de carga, o afundamento era inevitável. Na iminência de um naufrágio, o desespero fazia com que até mesmo pais aparentemente zelosos acabassem esquecendo seus filhos no navio, condenando-os ao sepultamento no mar.  As crianças dificilmente tinham prioridade de embarque no caso de naufrágio. Optava-se quase sempre por fazer subir no batel apenas os membros da nobreza, oficiais das embarcações e tudo e todos que pudessem ser úteis à sobrevivência em terra, deixando as crianças à própria sorte.

E, mesmo que os navios não naufragassem, as condições em que viajavam eram péssimas. A alimentação era racionada, a higiene, precária. Surgiam as doenças comuns agravadas pela inanição e insalubridade. Doenças hoje típicas da infância, como sarampo e caxumba, eram frequentes a bordo das naus do século XVI ao XVIII. As crianças órfãs do Rei, as judias e as pobres sofriam todo tipo de abuso. Estupros coletivos eram praticados contra elas pelos marinheiros ou soldados, e o trabalho infantil era explorado igual ao trabalho de um adulto. Não posso afirmar que isso não exista mais em nosso mundo, mesmo porque seria muita ingenuidade. Todos os dias a mídia entra em nossas casas por meio de jornais, rádio, tv e internet, escancarando a capacidade de perversidade do ser humano.criancas_mundo

Nossas crianças, mesmo com leis que as protegem, não estão salvas dos maus tratos dos adultos, sejam eles os próprios pais ou desconhecidos. Não sei se tratar as crianças como seres insignificantes é cultural ou próprio do ser humano, mas nós, que as amamos, temos que lutar para que tenham proteção, direitos e dignidade. Entre a Lei escrita e a efetivação dos direitos das crianças há um longo caminho, mas que precisa ser percorrido para garantirmos um futuro saudável para os pequenos.

Inveja do pênis existe?

outubro 2, 2009

logo_topBanner(por calcinha comestível)

É incrível como um conceito científico é popularizado, simplificado, e vira outra coisa. Pelo que eu entendo, Freud não disse genericamente que toda mulher sofre de inveja do pênis. Ele teria dito que há uma fase no desenvolvimento da sexualidade feminina, nos primeiros anos de vida, em que a menina passaria por um período de complexo de castração, que envolve o pai e a mãe e… Nossa, é melhor tirar as crianças de perto. Bom, de lá pra cá as feministas chiaram, as teorias de Freud foram relativizadas, e as expressões foram sendo popularizadas e o significado foi alterado.

Mas, independente da origem, será que nós temos algum tipo de inveja do pênis? Dá para sentir inveja da força muscular maior dos homens. Há umas tarefas que realmente não sei como faria sem um homem pra ajudar. Mas a vantagem é que a gente sempre pode usar  inteligência e competência para ganhar dinheiro e contratar alguém para o serviço. Só que isso não se refere ao pênis. Quanto ao pênis mesmo, acho que muitas mulheres já se imaginaram com um. Não é bem uma inveja, é mais uma curiosidade. Mas eu não trocaria o meu equipamento por um modelo masculino. Levamos grande vantagem na hora de obter prazer sexual. Somos capazes de gozar e, segundos depois, gozar de novo e de novo. Claro, isso varia, mas tem gente que jura que é uma habilidade que pode ser desenvolvida.

Inveja mesmo, acho que só tenho na hora de fazer xixi, em certas circunstâncias, em que seria melhor ficar de pé. Mas seus problemas se acabaram porque com o pipizeitor Tabajara você pode fazer xixi em pé, usando uma mão só, enquanto coça a bunda com a outra. É sério, achei um produto na internet que promete isso, é o GoGirl:

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E se você não acredita ainda na qualidade do produto, veja como ele é perfeito para você, mulher moderna, que não quer se preocupar se vai molhar as calças num banheiro imundo ou na beira da estrada:

peecup1-300x298

Apesar da minha declarada (mas específica) inveja do pênis, acho não levaria um treco desses na minha bolsa. E você?