Quando o inimigo é o ex

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(por calcinha exocet)

Há fatos próximos a mim e alguns contados que me fazem pensar que precisamos reaprender a amar.

Ouvi recentemente no Pet Shop perto de minha residência que uma mulher estava querendo dar seu cachorrinho porque estava recebendo ameaças do ex de tirar a guarda de sua filha. A razão é que a bebê de 1 ano estava tendo alergia ao pêlo do cachorrinho. O cachorro já estava na família há tempo e a mulher sofreu quando tomou a decisão de procurar um novo dono. Felizmente, deu sorte de encontrar um cliente no Pet Shop que se interessou em ter mais um em casa. O cara é tão gente boa que deixa ela ir visitar o cachorro e, segundo a dona do Pet, ficaram amigos. Uma história com final feliz.

Conheço uma outra história em que o ex pertuba de todas as formas a ex-mulher. Esse caso é difícil de entender. A mulher se separou por que descobriu que ele a estava traindo. Ele transmitiu o vírus HPV para ela. Felizmente ela se tratou e está bem. Depois da canalhice dele, ela ainda sentia que o amava. Ele a procurava e ela não resistia, encontravam-se escondidos. Um belo dia, cansada de ficar na posição de amante, resolveu colocar as cartas na mesa e fez a proposta fatídica: Ou ela ou eu! Ele preferiu a outra! E ela tem filhos com ele!

Nem precisa dizer como ela ficou arrasada. A partir daí desistiu dele e foi à luta. Namorou muito, inclusive rapazes mais jovens que ela. Foram anos procurando um parceiro ideal. E o ex pertubando por meio dos filhos. Ele sempre procurando uma brecha para atrapalhar a vida da moça. Ameaças de tirar a guarda e o não cumprimento da entrega dos filhos no dia marcado são exemplos do início do inferno que ela está vivendo. Ela já passou o Dia das Mães sem os filhos!

Em muitas vezes em que o pai trazia os filhos de volta, ela notou que os meninos se encontravam muito sonolentos e indispostos. Por eles serem sempre ativos, decidiu levá-los ao pediatra. O médico pediu um exame de sangue e foi diagnosticado a presença de uma substância sonífera. Ela descobriu que o ex dava remédios para os meninos dormirem quando iam para a casa dele. Entrou na justiça contra ele, mas as provas que colheu não foram suficientes para retirar a guarda do pai.

Os namoros sérios que teve não resistiram a pertubação do ex. Felizmente, encontrou um homem, cabra macho, que casou com ela. Não sei se ele vai segurar essa onda por muito tempo porque o ex dela, mesmo tendo uma posição social privilegiada na sociedade, não passa de um bandido engomado.

E estas são duas histórias de famílias separadas que conheço, em que os pais são capazes de usar os filhos para atingir um ao outro. E quando tudo começou existia o amor. E quando termina, o que fica?  Será que nos anos de convivência mútua não se construiu nada? Nem um pouquinho de amizade?

E vocês, leitoras, conhecem alguma história de ex que queiram nos contar?

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