Grávido

by

JC Online

O segundo homem “grávido” veio à público nesta quarta-feira (27), segundo informou a versão online do Daily Mail. Scott Moore, 30 anos, dará a luz em fevereiro, ao lado do seu esposo, Thomas. Os dois nasceram mulheres, e realizaram cirurgia para mudança de sexo.

Casados legalmente no estado da California, Scott e Thomas já têm dois filhos, Gregg, 12 anos e Logan, 10, de casamentos anteriores. O bebê que esperam é um menino e se chamará Miles. “Sei que algumas pessoas irão nos criticar, mas estamos muito felizes e não temos vergonha disso”.

Scott planeja ter o bebê de parto natural em um hospital local. Ele engravidou através de inseminação artificial com o esperma de um amigo. Os médicos e obstretas já foram avisados e estão acompanhando a gravidez. “Nenhuma pessoa grávida pode ter cuidados médicos negados, só porque é um homem”, disse Scott.

O caso é semelhante ao ocorrido em 2008 com Thomas Beatie, no Oregon (EUA), que causou comoção mundial ao parir uma menina após ter feito a cirurgia para se tornar um homem.

Análise da notícia

(por calcinha comestível)

Quando vi a notícia sobre o segundo homem a engravidar, pensei que fosse alguém que tivesse nascido homem e tivesse engravidado artificialmente, usando algum órgão interno para alimentar o bebê, como na comédia Júnior, estrelada pelo Arnold Schwarzenegger em 1994. Mas no caso noticiado na semana passada trata-se de uma mulher que virou homem mas manteve os órgãos sexuais femininos. Ela, ou melhor, ele, apenas removeu os seios e usa hormônios masculinos que lhe trouxeram uma bela barba.

Na minha opinião, o assunto só virou notícia pelo sensacionalismo de sempre na mídia, e pela vontade de se promover da mãe, digo, pai. Sim, porque tecnicamente trata-se de um útero no qual está sendo gestado um bebê. Qual a novidade? Por outro lado, a única confusão ou polêmica, pelo menos para mim, é tentar classificar o gênero de uma pessoa que não tem mais os seios e usa barba, mas que ainda mantém seus órgãos femininos e, assim, engravida.  Ou seja, é uma confusão de papéis e rótulos. No fundo isso só virou notícia porque somos (seres humanos em geral) muito muito bobos. Mas ao menos é uma oportunidade para pensarmos no quanto é arbitrária a definição dos nossos papéis sexuais. Embora muita gente ache que há uma ordem natural, definida pela própria natureza ou por Deus (ou ambos), na realidade o ser humano é naturalmente livre para assumir o papel sexual que quiser. Os obstáculos para o exercício desta liberdade é que não são naturais. São criados por alguns seres humanos que não querem reconhecer esta liberdade.

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