Jogue a primeira pedra

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Por calcinha exocet


Está no alcorão:

“Quanto à adúltera e ao adúltero, vergastai-os com cem vergastadas, cada um; que a vossa compaixão não vos demova de cumprir a lei de Deus, se realmente credes em Deus e no Dia do Juízo Final. Que uma parte dos fiéis testemunhe o castigo.”

A pena é para homens e mulheres. E não se fala em apedrejamento. Como muita gente sabe, a pena de apedrejamento era comum no tempo de Cristo, como mostra o episódio com a Madalena, o famoso “atire a primeira pedra”. Depois que Cristo falou isso, muita gente na época se tocou e parou de jogar pedra nos outros. Mas no Irã ainda acontece, não porque está no texto religioso mulçumano. Está no Código Penal. (Para saber mais).

O Presidente Lula andou falando muita bobagem sobre isso. Primeiro disse que seria uma avacalhação se todo mundo se metesse nas leis dos outros países. Mas o respeito aos direitos humanos está acima das leis locais, merecendo críticas qualquer país que ignora estes direitos, principalmente se por meio de leis cruéis. Depois o Lula ofereceu asilo à condenada do Irã, se a “moça estivesse incomodando”. Fez piada, como se o assunto não fosse sério. Finalmente, disse que era contra a pena de apedrejamento por ser Cristão. Tudo bem que Cristo também foi contra o apedrejamento, mas falando desse jeito, parece que é uma questão religiosa. Não é. Como vimos, isso não está no texto sagrado dos muçulmanos. Está na cabeça doentia de alguns homens que odeiam mulheres.  E que incitam o fanatismo na mente do povo apenas para se manter no poder, por meio da força, do medo.

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4 Respostas to “Jogue a primeira pedra”

  1. luci Says:

    entao, vamos comemorar que o lula eh cristao, neh? senao ele seria a favor do apedrejamento? :S

    • calcinhacomestivel Says:

      Eu sei lá o que o Presidente queria dizer quando disse que era Cristão. O “dado concreto”, como ele costuma dizer, é que a questão é muito séria e qualquer brincadeira sobre o apedrejamento é de mau gosto, e soma violência simbólica à violência que a condenada já está sofrendo. Tanto a violência física como a simbólica atinge todas nós mulheres. Muito triste.

  2. calcinha exocet Says:

    Oi, Luci! Em meu post quis ressaltar a importância dos direitos humanos, que deve ser respeitado, independentemente, de o país ser católico, mulçumano, hinduísta etc. Essas penas cruéis, infelizmente, ainda existem. Estamos em pleno século XXI e nossa luta pela dignidade da pessoa humana, pela vida, ainda é tão delicada e frágil. Em nosso país de vez em quando surgem políticos querendo aplicar a pena de morte… Isso nos mostra como a qualquer momento podemos nos transformar em monstros. Tem um livro muito bom de Michel Foucault, Vigiar e Punir, que analisa as penas desde que eram um espetáculo público. Vale uma leitura. Beijos.

  3. antonio ricardo nunes neto Says:

    a historia desta mulher tem mexido muito pelo que eu sinto por esta religiao e acho que as mulheres estao sendo muito castigadas em pleno seculo 21

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