Anaïs Nin – uma noção do mundo artístico da mulher.

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Por calcinha exocet

Anaïs Nin foi uma figura literária única. Romancista francesa, eroticista apaixonada e contista, que ganhou fama internacional com seus Diários. Abrangendo os anos 1931-1974, eles dão um relato da viagem de uma mulher para a autodescoberta. “Tudo bem se uma mulher for, acima de tudo, humana. Eu sou uma mulher, antes de tudo.” (O Diário de Anaïs Nin, vol. I, 1966)  Anaïs Nin foi amplamente ignorada até a década de 1960. Hoje ela é considerada uma das principais escritoras do século 20 e fonte de inspiração para as mulheres que desafiam o papel convencional do gênero.

“Eu esperava um homem para a demonstração das sessenta e seis maneiras de fazer amor. Henry negocia  o preço. As mulheres sorriem. A maior tem características ousadas, cabelo preto, cacheado, que quase esconde o rosto. A menor delas tem um rosto pálido, com cabelos loiros. Elas são como mãe e filha. Usam sapatos de salto alto, meias pretas com ligas nas coxas, e quimono aberto solto. Levam-nos para cima. Andam à frente, balançando os quadris. ” (dos Diários 1931-1934)

Uma figura literária obscura  na maior parte  de sua vida. Quando seus diários – mantidos desde 1931 – começaram a ser publicados em 1966, Anais Nin chegou aos olhos do público. Desde então, os dez volumes do diário de Anaïs Nin têm permanecido populares. São mais do que simples diários, cada volume tem um tema, e provavelmente foram escritos com a intenção de que fossem publicados posteriormente. Cartas que ela trocou com amigos íntimos, incluindo Henry Miller, também foram publicadas. A popularidade dos diários despertou o interesse em seus romances publicados anteriormente. O Delta de Vênus e Little Birds, escritos originalmente em 1940, foram publicados após sua morte (1977, 1979).

Anaïs Nin é conhecida, também, por seus amantes, que incluem Henry Miller, Edmund Wilson, Gore Vidal e Otto Rank. Foi casada com Hugh Guiler, de Nova York, que tolerava suas escapadas. Também teve um segundo casamento, bígamo, com Rupert Pole, na Califórnia. O casamento foi anulado quando ficou mais famosa. Estava morando com Pole no momento da sua morte, e ele viu a publicação de uma nova edição de seus diários, com trechos antes omitidos.

As ideias de Anaïs Nin sobre as naturezas de “masculino ” e “feminino”  têm influenciado parte do movimento feminista conhecido como “feminismo da diferença”. Ela se dissociou no final de sua vida das formas mais políticas do feminismo, acreditando que o autoconhecimento através do diário era a fonte da libertação pessoal.

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