Archive for the ‘apimentada’ Category

Despedidas de solteira

janeiro 17, 2011

(por Calcinha fio dental)

Tenho quase trinta anos, e acho que é nessa idade que acontece isso…

“todas as mulheres já sentiram e sentem um momento em que são puramente sexo e pulsam sexo por todos os lados e ficam com medo de si mesmas e se descontrolam e compreendem tudo sobre sexo e querem tudo, é uma sensação avassaladora de absoluta sexualidade, um momento em que a sexualidade toma conta de tudo, e ela se sente fêmea, devassa, puta, ela faria tudo, tudo, ela quer foder, ela quer fazer tudo!” (A casa dos budas ditosos, João Ubaldo Ribeiro).

Cheguei com todas as armas e escudos, com meu discurso pseudo psicanalítico que por vezes brinca de descortinar outra verdade, quando na verdade, na verdade mesmo são desculpas medrosas e reacionárias. Nunca tenho vontade de falar palavrão, mas puta que o pariu (que gostoso escrever) as liberdades e libertinagens que a gente esquece. Ou que nunca conheceu antes.

A liberdade adolescentinha, jovensita é uma coisa, mais ingênua mais humilde, desculpáveis são todos os porres e pintos da faculdade.

Vai ficar acordada (com ajudinha de aditivos) a noite inteira com um cara contando que gosta de dar pra travesti que nem gente grande, aí não pode, gente grande é adulta, concentrada, comedida, um porre no geral.

Ah como é deleitoso, voluptuoso descobrir em mim, que ando gostando de pérolas e vinho branco esse talento ainda pra baixaria (sempre fina lógico!), pra sacanagem carinhosa e ordinária de uma noite de conversas profundíssimas, de mil cigarros e a aceleração cardíaca de um enfartante.

Cheguei já com saudades de shopping e salto, e hoje, no último dia me rendo a esse gosto antigo de biquíni salgado e cabelo de vento, da embriaguez diária e quase constante das cervejas antes do almoço, antes da tarde, antes de amanhecer.

Como uma manobra de mestre (sem humildades) com meu superego me desculpei assim: essa é minha despedida de solteira, então pode! E é verdade, por um lado, um dia que quero mesmo casar então todas essas viagens serão despedidas, despistadas das minhas regras internas que quase me derrubaram hoje de manhã rumo a praia depois de uma noite de zero sono. É verdade que cada um tem que saber o peso que consegue carregar de manhã, não existe prazer que não sucumba a uma manhã de culpa mortal.

Sou bem covarde, na verdade. Quando acho que ninguém vai saber me permito o deleite. Quando imagino pessoas sabendo o que fiz gelo pelo apreço, pela imagem suja com a qual me imagino. Mas tem uma partezinha minha bem sádica, não, sacaninha vai, que queria que todo mundo soubesse, principalmente àqueles que julgo que se estarrecerão, ruborizarão e balançarão a cabeça negativamente com um olhar de desdém misturado com medo. Ah inspirar o terror, que bom que é falar meia palavra que deixa o outro imaginando que a gente pode ser bem pior do que ele supõe.

Enfim, eu, que cheguei me tomando como uma quase mulher adulta, quase perfeitamente adaptada e satisfeita em seguir regras e fazer tudo direitinho (sempre fui nerd), me descubro bem mais quase do que eu imaginava.

Ressinto-me um tanto por não poder gritar e contar pra todo mundo, para todas as minhas amigas casadas que passaram o réveillon com os sogros, que fiz tudo, tudo daquela vontade que a senhora da Luxúria nos conta, ou quase tudo, preciso de mais uma viagem vai.

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Você faria troca de casais?

agosto 6, 2009
Vicky Cristina Barcelona

Vicky Cristina Barcelona

(por calcinha exocet)

Norma Lee namorava um rapaz de mesma idade, à época com 22 anos, corpo sarado, charmoso, bom papo.  Depois de passado um ano de namoro, ele veio com uma conversa de passar o fim de semana em uma casa de veraneio com um casal muito amigo dele.

A casa era um pouco distante da cidade, mas isso não era problema para os quatros amigos. Eles saíam do trabalho na sexta-feira, logo após o expediente, com tudo engatilhado, lençóis de cama, vinho, queijos, frutas, som, CD’s, sungas, biquínis, camisinhas etc. Ao chegarem lá, os casais conversavam, criavam umas comidinhas bem gostosas, bebiam um bom vinho e não sentiam o tempo passar. Com o tempo, criaram um jogo de cartas, com a seguinte regra de que quem perdesse tinha que tirar uma peça de roupa. Quem ficou peladão foi o amigo do namorado de Norma Lee.

xikinha.anda.ca/88068

xikinha.anda.ca/88068

O jogo foi uma iniciação para todos perderem a timidez. Logo surgiu outra ideia, uma brincadeira chamada cineminha, onde penduravam uns lençóis e por trás deles as mulheres dançavam e tiravam a roupa. Dessa forma os rapazes viam somente as silhuetas. E eles se divertiam e se excitavam até chegar a hora em que eles faziam o mesmo show. E ficavam desajeitados e as moças riam. Depois de mais uns copos de bebida, conseguiam se soltar.

Nos feriados e fins de semana eles estavam lá novamente. A intimidade entre eles foi aumentando cada vez mais e, de forma natural, surgiram os desejos. As moças resolveram refletir se ia dar certo esse envolvimento entre os quatro. Uma delas concluiu que atrapalharia o seu relacionamento se abrisse espaço para outros. Então, não quis participar com medo do desconhecido.

Mesmo depois de muito discutirem o que poderia acontecer, ela definitivamente teimou que seria péssimo para todos. Norma Lee encarou as coisas de modo diferente, achava que, por ser jovem, tinha que tentar, seria uma experiência inovadora em sua vida. Os rapazes queriam mais que tudo viver essa experiência e tinham a certeza de que tudo daria certo, bastava serem maduros para não deixar a insegurança abalar a amizade.

Quem disse que Ele tem que ser grande, enorme?!

agosto 4, 2009

Por Calcinha Esgarçada

Cena de Império dos Sentidos Filmes: Império dos Sentidos

Bem… uma questão que sempre atormenta a vida dos homens é o tamanho Dele, do amigo mentalmente constante, fisicamente permanente, esse tal, que ganha tantos nomes que, em uma festa, passamos horas lembrando todos, ou melhor, apenas alguns. Seja pinto, pau, bilau, órgão sexual masculino, caralho, ganso, cacete, bráulio… a verdade é que o tamanho do Digníssimo está sempre em voga.

Tendo como pano de fundo inúmeras conversas femininas, a verdade é uma só: menos importa o tamanho Dele que a sensibilidade masculina. Um dia, uma amiga passou três dias trancada em casa com um namorado japonês, raça da qual o Dito Cujo leva a má-fama de ser pequenino. Pode até ser verdade, e, no presente caso, era mesmo. O que não impediu o casal de passar 72 horas mergulhado em um dos melhores sexos vividos por minha amiga. Ao final, tudo cheirava a sexo, todos os cômodos da casa, seus corpos, cabelos. Tudo.

Cena de Perdas e Danos

Perdas e Danos

Bem… o tamanho, vejamos, é algo assim importante, mas não como se pensa. Nada de paus enormes, daqueles fora do normal. Isso não é vantagem. Sexualmente falando, eles machucam. É isso mesmo! O mais importante é, sim, a espessura, sempre para mais, e um tamanho médio para grande, e basta! Vale lembrar também que o corpo feminino é diverso. Conheço mulheres que se machucam facilmente e que até terminaram namoros porque Ele era… muito grande para Ela. Conheço quem até já fez cirurgia para aumentar a largura da vagina. Isso mesmo! Pois sempre se machucava.

Cena de Último Tango em Paris

Último Tango em Paris

Ou seja, Sensibilidade Grande, isso sim!, é tudo, é o que os homens precisam. Além disso, muito carinho, preliminares, toque e, claro!, muita atração física, afinal sexo é pura química. O cheiro, esse que nossas narinas nem percebem, é fator primordial. Sem ele, não adianta vantagens várias, nem barriga de tanquinho, nem músculos, nem nada. Aliás, para muitas mulheres, inclusive para mim, homens forjados a academia de maneira exagerada são o maior corta-tesão. Não dá mesmo.

Bem… gosto é gosto. Mas existem algumas unanimidades. E o romance, a sensibilidade e o toque estão entre eles. Tudo bem… aquele Amigo minúsculo, pequenino mesmo, pode gerar algumas cenas inusitadas, como a vivida por uma outra amiga, a quem peço licença para contar aqui o fato. Na primeira noite dela com um certo quase-ficante, ela não se conteve ao ver o tamaninho do Menino: “Oh!, cut, cut… que pequeninho, que bonitinho!”, disse enquanto brincava com o Pinto Amigo. Se rolou sexo? Não sei mesmo, não terminamos a história.

Cena de Nove semanas e meia de amor

Nove semanas e meia de amor

Ah!, se pesa aí na cabeça masculina se nós mulheres contamos tudo umas para as outras, temo em dizer que sim, ou quase tudo. Isso quando o assunto são os passageiros do prazer, porque se a pessoa é “A Pessoa!”, não alguém de passagem, aí os atributos ficam guardados a sete chaves. Ou quase!

Uma superejaculação feminina, o sofá caríssimo e o bilau materialista

julho 8, 2009
nomundodalua-carol.blogspot.com

nomundodalua-carol.blogspot.com

(por Calcinha Esgarçada)

Tem homem tão grosso que ninguém merece! Grosso mesmo, insensível! Ou materialista às picas. O próprio bilau deve ser materialista. E a coitada de uma amiga minha caiu bem nas garras de um desses. Romântica, a pobre começou a namorar o sujeito, moço culto, inteligente, bem formado. Na primeira semana, rolou… ou melhor, uma vez que a moçoila é romântica… na primeira semana fizeram amor. Diz ela que foi bom, tudo legal, mas o que a moça não sabia é que ela tinha (tem, porque a coitada não morreu) a tal da ejaculação feminina!

Lá pela segunda, terceira semana de namoro, fogo a mil, tesão nas alturas, o amor rolou na sala do namorado: uma sala comum, com um sofá assim e tal, e que o tal do moço tinha pago uma certa quantia de reais. A senhorita, essa minha amiga, se esbaldou e não deu outra: foi ali mesmo, sobre o fatídico sofá, que rolou o superorgasmo. Super mesmo. O sofá, coitado, encharcado, feliz da vida com aquele líquido miraculoso e nem tão comum assim. Minha amiga ficou assustadinha, assustadinha. Pensou até que tinha feito xixi!

Bem, ela ainda não sabia que, durante o orgasmo, o canal do xixi fica bloqueado, e que a ejaculação feminina acontece quanto o moçoilo acha lá o tal do ponto G. É que nem que a ejaculação masculina, mas sem bichinhos fecundantes.

Enfim… voltemos ao sofá e ao bilau materialista. O moço, dono do tal do sofá, pulou logo de cima da romântica criatura, e esbravejou:

– Meu sofá vale muito mais que uma trepada!

Pobre moça! Não sabia se ficava fascinada com seu superorgasmo, se chorava, se ia embora, se pedia perdão para o seu amor e prometia nunca mais fazer aquela melança toda… Ficou dizendo, como se tivesse cometido o pior crime de sua vida:

– Mas é só um sofá! Isso nunca aconteceu comigo, juro!

A briga durou semanas. Os dois se casaram (juro!, a coitada era muito carente.), se separaram, são amigos (ou eram até ele ler este texto).

Hoje, feliz da vida, minha amiga deixa um rio em quase todo lugar em que tr… não!, em que faz amor. Em quase todo lugar, porque, como vocês sabem, não é todo mundo que acha o nosso amigo ponto G, que existe viu?, galera!Teve uma dessas vezes que minha amiga não conseguia mesmo parar. Achou que ia morrer em líquido e hormônios. Pesquisou, entrou no Google e viu que tem uma turma aí que realmente manda ver: um litro ou mais em cada ejaculação. Suspirou feliz e tranqüila, e pensou: Fodam-se os sofás caríssimos e os bilaus materialistas!

As santas e as putas

julho 8, 2009

(por Calcinha Charmosa)

Uma amiga morava com um camarada muito gente boa, legal mesmo. O sexo era assim, normal, afinal essa amiga ainda não tinha se descoberto na cama, achava o sexo algo… entediante. Um dia, sabe-se lá o que aconteceu (talvez tenha sido a lua cheia, uma taça a mais de vinho, os hormônios explodindo, a imagem do chefe por quem ela morria de tesão), ela atacou o namorado-marido, que ficou assustadíssimo, perguntou se ela estava bem, o que estava acontecendo… E acham que rolou o maior sexo? Que nada, o coitado ficou tão assustado que não mandou ver. Cada um se virou para seu lado. Ele foi dormir; ela, bem… fez o que pôde pelo seu bel prazer. Claro que, meses depois, separação. E ela caiu nos braços do chefe, para uma trepada daquelas!

Campanha Homens sensíveis saiam do armário!

E a pergunta que não quer calar: onde estão os homens de verdade, não os machões que se acham o máximo e trepam cada dia com uma mulher diferente, mas que são uns fracos na cama (essa é a verdade!), mas os homens que sabem pegar, segurar, tocar, meter, dar, receber, falar, calar-se…? Homens sensíveis!!!, saiam do armário, o mundo feminino precisa de vocês.