Archive for the ‘curiosidades’ Category

Mulheres, uni-vos contra o neo-sexismo.

dezembro 9, 2010

talk show italiano

O sujeito tinha 45% do controle da mídia televisiva. Os outros 50% estavam nas mãos do Estado. Aí ele vira Primeiro Ministro. Passa a controlar 95%. E qual é a principal marca desta nova televisão italiana? Mulheres de biquini ou super decotes, em programas de auditório ou lendo notícias. Berlusconi capricha nas declarações machistas. Ao ser perguntado sobre o aumento de estupros, respondeu que não tem policiais suficientes para evitá-los e também porque as mulheres italianas são bonitas demais. Afirmou que o melhor jeito da mulher ter uma vida segura é conseguir um marido rico.

A situação da mulher não anda mesmo fácil por lá. O desemprego é muito maior entre as mulheres, elas ganham muito menos e trabalham muito mais, graças à dupla jornada. Os homens não querem passar nem perto das tarefas domésticas. Embora elas tenham direito a seis meses de licença maternidade, os empregadores não tem nenhum receio de discriminá-las.

Leia o restante da matéria na revista Newsweek.

Complemento

março 22, 2010

(por calcinha exocet)

Depois de escrever o post “Quando nossos pais envelhecem”, a revista Seleções fez uma matéria a respeito de Alzheimer e pude obter mais informações, como, por exemplo, quais sintomas são sinais de alerta:

  • Prejuízo da memória recente;
  • Confusão e desorientação;
  • Ansiedade, agitação, alucinações, desconfiança sem motivos reais;
  • Mudança da personalidade;
  • Perda do senso crítico;
  • Dificuldades com as atividades da vida diária: alimentar-se, tomar banho;
  • Dificuldade em reconhecer familiares e amigos;
  • Dificuldade em tomar decisões;
  • Perder-se em ambientes conhecidos;
  • Dificuldades com a fala e a comunicação;
  • Fala repetitiva;
  • Mudanças no humor e no comportamento;
  • Perda de iniciativa.

Conheço um professor de Educação Física que me narrou que a mãe dele começou a perder-se no caminho que fazia sempre para buscar o neto. Ela ficava confusa e não encontrava o caminho. Os sintomas foram ficando mais evidentes quando ela passou a não mais o reconhecer.

O diagnóstico dessa demência é um processo meticuloso: os exames da memória nem sempre captam as mudanças sutis dos primeiros estágios da doença e é fácil confundir os sintomas de Alzheimer com depressão e ansiedade. Clínicas especializadas em memória, com acesso a psicólogos, terapeutas ocupacionais e modernos exames por imagem, têm taxa de exatidão em torno de 90%. Mas, segundo a revista, a maioria das pessoas tem a doença bem avançada quando recebe o diagnóstico.

A matéria informa como devemos evitar a doença com sete dicas:

  1. Cuide da mente: mantenha o cérebro ativo, aprendendo; leia; faça trabalhos manuais e aprenda coisas novas; se envolva em atividades sociais.
  2. Cuide da alimentação: reduza as gorduras saturadas e coma alimentos ricos em vitaminas e antioxidantes.
  3. Cuide do corpo: faça pelo menos 30 minutos de exercício por dia.
  4. Faça exames médicos regularmente para verificar a pressão arterial, o nível de colesterol e a glicose no sangue.
  5. Construa relações sociais.
  6. Durma bastante, não beba demais e não fume.
  7. Evite lesões da cabeça, usando cinto de segurança e evitando quedas.

A beta-amiloide é uma proteína agregadora que existe no cérebro. Mas, por motivos que não compreendemos, nas pessoas com Alzheimer ela se acumula e forma placas que destroem os neurônios.  A maioria dos cientistas têm encaminhado seus pesquisas para a eliminação dessa proteína, assim, acreditam que talvez seja possível reverter a enfermidade.

Há várias terapias novas  que utilizam anticorpos monoclonais para encontrar e impedir os acúmulos da proteína. Outro remédio promissor é o Dimebon, anti-histamínico, que age nas mitocôndrias, as minúsculas “pilhas” que dão energia aos neurônios, impedindo que morram. Caso tenham mais curiosidade sobre o assunto, a revista Seleções é do mês de março, 2010.

Beije-me muito!

fevereiro 17, 2010

(por calcinha de oncinha)

Olá, leitoras!

Pulei carnaval em Olinda esse ano! Uau! Não sei como estou viva depois de tanta atividade.

Nunca beijei tanto na minha vida como nesse carnaval. E por falar em beijo, hum…. que coisa mais gostosa!

Todos os caras que beijei, adorei. Não me perguntem quantos foram! Não me lembro.

Sei que existe beijo ruim pois já tive essa experiência no passado. E o pior é que depois desse beijo não dá mais para  ficar com o cara. A coisa desanda. Esse cara do passado, por exemplo, não abria a boca direito, sua língua parecia que fugia da minha. Era um esforço inútil de minha parte.  Por outro lado, há amigas que relatam que beijos em que a língua quase toca em nossas cordas vocais causam um anticlímax.

Será que podemos aprender a beijar? Existe algum manual ou dica que ensina a controlar a intensidade com que se beija?

Saibam que fui pesquisar e….

Não é que existe! Há um livro de Pedro Paulo Carneiro, Dossiê do beijo – 484 formas de beijar! O autor afirma que sabemos beijar desde que nascemos. Vamos acompanhar seu pensamento.  Segundo Carneiro, o ato está impresso em nosso DNA. O modo que nossos antepassados nos alimentavam – mastigavam os alimentos e os depositavam na boca das crianças – deu origem ao beijo. Ele afirma que não existe quem beije bem ou mal. O que proporciona um bom beijo é a química entre as pessoas. Então, pensei: mas se é pura química por que 484 formas de beijar? Em seguida, ele diz que é possível aperfeiçoar a arte de beijar e dá dicas de cuidar da higiene bucal para torná-la mais atraente, movimentar a língua pelo palato, pelos lábios, e até pelos dentes. Percebi que o autor não fica preso às técnicas, ao contrário, ele afirma que sem o envolvimento não há como as técnicas ajudarem.

Li também que o beijo estimula os músculos do rosto e produz a serotonina, um neurotransmissor de prazer. Há um site que tem sido o maior sucesso é www.bestkisses.com. O fato é que adoro beijar, mas não é qualquer um. Está certo que no carnaval passei da medida. Espero sinceramente que minha atitude não me traga nenhum probleminha. Muitos beijos para todas nós!

Sol, mar e receita

janeiro 27, 2010

piscina e deck da Pousada Le Deauville

(por calcinha exocet)
Minhas férias foram de 10 dias, 6 dias passados em Búzios e  4 passados na Barra da Tijuca. Em Búzios, consegui descansar. Ficamos em uma pousada chamada Le Deauville, que aceitou nossa Shi Tzu, Jolie. Pousada de um casal francês, muito simpática. Lá, na pousada, pudemos comer comida francesa a um preço acessível. Pedimos Ratatouille e Boeuf Bourguignon, pratos divinos. O Ratatouille ficou famoso com o filme de animação sobre um ratinho que queria ser cozinheiro. E o Boeuf Bourguignon (neste link encontramos a receita original) é um dos pratos que a Julie do filme “Julia e Julie” preparou. Quem viu o filme lembra que o segredo é enxugar a carne com papel toalha, o que realmente está na receita da Julia Child. Ela também diz que o prato fica mais gostoso no dia seguinte, o que o casal francês confirmou.

Na hora da sobremesa, pedimos Crepe Suzete e Profiteroles, feitos pelo “Chef” Stephan. O casal é parisiense e consegue administrar a pousada por conta própria, sem empregados.

Também comemos muito bem no Bar do Zé, que apesar do nome é um restaurante relativamente sofisticado. Aliás, o Zé, proprietário do restaurante, é um surfista gatíssimo de menos de 30 anos, que aprendeu a cozinhar enquanto lavava pratos e surfava na Austrália. O apelido Zé não tem nada a ver com seu nome real, Estevão.

Conhecemos as Praias Brava, João Fernandes e Geribá, que são maravilhosas. Aproveitamos mais a de Geribá por causa das ondas. As praias João Fernandes e Brava ficam bem perto da pousada. O mar de Búzios é uma delícia, embora seja bem frio, principalmente para quem está acostumado com as águas do nordeste.

Já na Barra da Tijuca tivemos uma surpresa. O mar, normalmente agitado, estava super tranquilo, parecia uma piscina em que só de vez em quando ligavam as ondas. A água estava cristalina e cheia de peixinhos. Uma maravilha!

Infidelidade masculina

dezembro 30, 2009

Psicóloga francesa defende infidelidade masculina para ajudar o casamento

Uma das mais famosas psicólogas francesas causou polêmica ao defender, em um livro recém-lançado, que a infidelidade masculina é boa para o casamento.

No livro Les hommes, l’amour, la fidélité (“Os homens, o amor, a fidelidade”), Maryse Vaillant diz que a maioria dos homens precisa de “seu próprio espaço” e que para eles “a infidelidade é quase inevitável”.

Segundo a autora, as mulheres podem ter uma experiência “libertadora” ao aceitarem que “os pactos de fidelidade não são naturais, mas culturais” e que a infidelidade é “essencial para o funcionamento psíquico” de muitos homens que não deixam por isso de amar suas mulheres.

Para Vaillant, divorciada há 20 anos, seu livro tem o objetivo de “resgatar a infidelidade”. Segundo ela, 39% dos homens franceses foram infiéis às mulheres em algum momento de suas vidas.

Fraqueza de caráter

“A maioria dos homens não faz isso por não amar mais suas mulheres. Pelo contrário, eles simplesmente precisam de um espaço próprio”, diz a psicóloga.

“Para esses homens, que são na verdade profundamente monógamos, a infidelidade é quase inevitável”, afirma.

Para Vaillant, os homens que não têm casos extraconjugais podem ter “uma fraqueza de caráter”.

“Eles são normalmente homens cujo pai era fisicamente ou moralmente ausente. Esses homens têm uma visão completamente idealizada da figura do pai e da função paternal. Eles não têm flexibilidade e são prisioneiros de uma imagem idealizada das funções do homem”, afirma ela.

fonte BBC Brasil

Calcinha Comestível: Não concordo de jeito nenhum! Como um homem que fica na rua feito um gato vira-lata pode ser um bom marido? Como isso poderia ajudar a relação? Acho que a autora do livro está forçando a barra. Ela deve ter tido uma experiência ruim e agora, num processo de negação psicológica, deve estar tentando justificar o fracasso do próprio casamento. Sei lá, estou exagerando?

Calcinha Exocet: Não conheço nenhuma mulher que seja feliz tendo um marido infiel, a não ser que ela também pratique a infidelidade.

Calcinha de Oncinha: Como no filme Divã, a personagem acha que o marido deve ter uma experiência fora do casamento e ela própria também se permite ter, mas o casamento não fica melhor por isso, ao contrário, acaba. Num relacionamento tudo é relativo.

Quem gosta de tapas?

novembro 17, 2009

(por calcinha de passagem)

Leitoras queridas,

Vamos conversar sobre particularidades… Esse é um espaço para falarmos de qualquer coisa e por que não de intimidades? Vejam bem, confesso que sou tímida para falar de sexo, o que me ajuda aqui é a não identificação. Esse blog tem a seguinte política, quem quiser pode se identificar, mas todas as meninas preferem usar um pseudônimo.

Nesse post quero falar sobre tapinhas na hora do sexo, hum… um tema bem íntimo. Um tapinha no rosto de vez em quando é maravilhoso, relaxa, tira alguma tensão ou ansiedade inicial. Estou falando de um tapinha leve, com pouca intensidade. O parceiro que gosta de dar uns tapinhas na hora do sexo tem que ter em mente que deve ser leve e, dessa forma, controlar a força que tem em sua mão.

Acho que ter intimidade com a pessoa ajuda bastante. Não sei se a maioria dos casais conversam sobre o que gostam ou não na cama, se não conversam nem antes do ato nem depois, seria bom começarem a falar. Essa comunicação abre espaço para cumplicidade e confiança. Conhecer o outro intimamente é fundamental para quem quer ter uma relação duradoura. E é claro que se a gente não gostar das idiossincrasias do outro, temos, ao menos, a chance de cair fora da relação.

Sei que encontrar alguém que combine com a gente é muito difícil. Nós, seres humanos, somos muito complexos.  Encontrar alguém que esteja em perfeita sintonia com a gente é como tentar encontrar uma agulha no palheiro. Posso ouvir um coro de vozes dizendo: ah, encontrei a pessoa ideal para mim! Penso que no começo do relacionamento, principalmente, quando estamos apaixonados, temos a certeza de que encontramos a pessoa certa. Somente com o tempo aparecem as diferenças… E estas podem ser relevantes ou não.

Voltemos aos tapinhas… Eu, por exemplo, gosto! O sexo fica muito bom e já tive orgasmos fantásticos desse modo. Contei, pronto!

Desigualdade entre homens e mulheres aumenta no Brasil

outubro 28, 2009

O Brasil caiu nove posições e atingiu o 82º lugar no ranking de desigualdade entre homens e mulheres no mundo, segundo relatório do Índice Global de Desigualdade de Gêneros 2009, do Bando Mundial, divulgado nesta terça-feira (27).

A pesquisa foi realizada em 134 países. A Islândia é a nação com menor desigualdade entre homens e mulheres no mundo.

O índice de igualdade de gênero elaborado pelo Banco Mundial considera critérios de participação econômica, oportunidades profissionais, participação política, acesso à educação e saúde e mortalidade. Em 2009, a Islândia avançou no combate às desigualdades de gênero devido a pequenas melhorias na participação econômica e educação das mulheres, além de um crescimento na porcentagem de mulheres no parlamento, que subiu de 33% para 43% das cadeiras.

No caso do Brasil, apesar de estar entre os locais com atendimento à saúde menos discriminatório, os pesquisadores responsáveis pelo estudo viram um aumento na lacuna entre a renda de homens e mulheres que trabalham em posições semelhantes e na renda estimada mensal.

As diferenças de renda ocorrem mesmo com um maior índice de mulheres do que de homens alfabetizadas, com qualificação técnica e profissional, e inscritas em escolas de ensino médio e superior.

O Brasil também perde muitos pontos por nunca ter tido uma chefe de Estado mulher e por ter poucas mulheres no Congresso e à frente de ministérios.

(leia mais)

A casa das Belas Adormecidas

agosto 18, 2009

Kawabata

(por calcinha exocet)

Yasunari Kawabata foi o primeiro escritor japonês a ser agraciado pelo Prêmio Nobel de Literatura, em 1968, e é considerado um dos representantes máximos da literatura japonesa do século XX.

Teve uma infância marcada por uma sucessão de mortes na família. Primeiro, foi seu pai, quando tinha três anos,  e um ano depois, sua mãe, indo morar com seus avós. Ao completar 8 anos, sua avó faleceu. Depois foi  sua irmã, e na adolescência, viu seu avô morrer. Sozinho, foi acolhido na casa de um tio.

Essa vida solitária fez com que Kawabata buscasse refúgio nas obras literárias, tornando-se um ávido leitor das obras clássicas.  Estudou literatura na Universidade Imperial de Tóquio e foi um dos fundadores da Bungei Jidai, revista literária influenciada pelo movimento modernista ocidental, em particular o surrealismo francês.

Por que falar em Kawabata nesse blog? Porque ele tinha obsessão pelo mundo feminino,  pela sexualidade humana e pelo tema da morte (presente em sua vida por meio da perda de seus familiares). A casa das Belas Adormecidas é uma história de extrema delicadeza e sensibilidade. Podemos vislumbrar isso por meio das descrições dos encontros sensuais de um velho, Eguchi. Como lidar com a sexualidade na idade madura? Quais seriam as últimas imagens eróticas de Eguchi? Como reprimir o desejo  e se controlar diante da virgindade da moça? A minúcia com que o narrador descreve a alma feminina e revela o corpo da mulher e o que  sente ao deitar-se ao lado das moças que dormem profundamente são passagens deliciosas. O medo, a insegurança, a insônia, a curiosidade que sentiu nos primeiros encontros são sensações tão humanas e, ao mesmo tempo, tão poéticas.

Um escritor sempre é influenciado por outro. É válido afirmar que Gabriel García Márquez ao escrever “Memórias de minhas putas tristes”  sofreu a influência de Kawabata, tanto que o escritor abre seu romance com um prefácio de A casa das Belas Adormecidas: “Não devia fazer nada de mau gosto, advertiu a mulher da pousada ao ancião Eguchi. Não devia colocar o dedo na boca da mulher adormecida nem tentar nada parecido.” Kawabata suicidou-se em 1972 e deixou obras como O País das Neves, Kyoto e Mil tsurus,  A dançarina de Izu e Contos da palma da mão.

(KAWABATA, Yasunari. A casa das Belas  Adormecidas. Trad. Meiko Shimon. Ed. Estação Liberdade. São Paulo, 2004)

O caminho para fora da floresta passa por dentro

agosto 13, 2009

floresta-2

“No meio do caminho da minha vida, me vi numa floresta escura, e me perdi”.

Inferno – Dante Alighieri

(por calcinha exocet)

Alguém já ouviu algum comentário sobre um amigo bem casado, com filhos, que  se separou da mulher para viver um romance com uma bem mais jovem? Ou, que um amigo tinha tudo para ser feliz, uma linda mulher, filhos maravilhosos, uma mansão e uma carreira brilhante e se encontra deprimido? Ou, ainda, que esse amigo dilapidou todas as economias e voltou a se comportar como um adolescente?

Quando o homem chega à metade da vida sente uma angústia e se pergunta se fez tudo o que queria.  Segundo a reportagem da revista Seleções de agosto de 2009, o homem sente mais a crise da meia-idade que a mulher porque a valorização deles está mais ligada ao trabalho do que a das mulheres. Assim, se a vida profissional não faz mais sentido, isso  pode levá-lo a uma verdadeira queda livre.

Ter consciência de que se é mortal pode reforçar a crise. Essa consciência surge quando se tem contato com algum fato, como a morte de um parente, a dissolução do casamento, uma mudança no trabalho, aposentadoria, uma doença grave etc. Outro fator que influencia a  crise na meia-idade é a queda de 1% a 2% do nível de testosterona. A queda da testosterona é considerada responsável pela redução da força muscular e do impulso sexual, pelo aumento da gordura corporal, da letargia, da irritabilidade e da depressão.

Vejamos alguns sinais que precisam de atenção:

1. Mudança de emprego.

Quando ele revelar o desejo de largar seu trabalho de 30 anos para abrir um novo negócio.

2. Comportamento que põe a vida em risco.

Quando ele anuncia que vai participar de esportes radicais: bungeejump, surfe em mar revolto, mergulho em cavernas etc.

3. Cuidados com a aparência.

Quando ele resolve depilar as costas, abandonar o barbeiro e  ir ao cabelereiro para fazer reflexos, comprar roupas modernas etc.

4. Retorno ao comportamento dos 20 anos.

Quando ele decide  recuperar a juventude perdida  indo a festivais de música que duram 3 dias, beber demais, se alimentar mal, exagerar em exercícios físicos etc.

5. Paqueras.

Quando ele questiona se ainda consegue conquistar ninfetas. Esse pensamento torturante leva muitos homens de certa idade a se comportar diferente: engrossar a voz, inclinar-se sobre a mesa da recepção, jogar para trás o cabelo que acabou de receber reflexos e dizer coisas como “Que tal uma balada hoje?”

6. Busca de antigos amores.

Quando ele resolve procurar a namoradinha da escola na Internet, redescobrir a emoção de andar de skate ou desenterrar o velho baixo elétrico com amplificador e reunir os amigos da antiga banda de rock para um ensaio.

A passagem do meioAlguns desses exemplos revelam a insatisfação com a vida profissional, conjugal e consigo mesmo. De repente,  tem-se a sensação de peso e vazio.  Segundo o psicólogo James Hollis, no livro “A Passagem do Meio”, os sintomas desta crise de meia-idade começam bem antes dos quarenta ou cinquenta anos.  O autor  mostra alguns caminhos que podem ser saídas da floresta escura. Mais do que isso, mostra que existem belas paisagens para além desta. O caminho para fora da floresta passa por dentro, ou seja, o autoconhecimento. A meia-idade pode ser uma oportunidade de crescer e ser feliz.

Você faria troca de casais?

agosto 6, 2009
Vicky Cristina Barcelona

Vicky Cristina Barcelona

(por calcinha exocet)

Norma Lee namorava um rapaz de mesma idade, à época com 22 anos, corpo sarado, charmoso, bom papo.  Depois de passado um ano de namoro, ele veio com uma conversa de passar o fim de semana em uma casa de veraneio com um casal muito amigo dele.

A casa era um pouco distante da cidade, mas isso não era problema para os quatros amigos. Eles saíam do trabalho na sexta-feira, logo após o expediente, com tudo engatilhado, lençóis de cama, vinho, queijos, frutas, som, CD’s, sungas, biquínis, camisinhas etc. Ao chegarem lá, os casais conversavam, criavam umas comidinhas bem gostosas, bebiam um bom vinho e não sentiam o tempo passar. Com o tempo, criaram um jogo de cartas, com a seguinte regra de que quem perdesse tinha que tirar uma peça de roupa. Quem ficou peladão foi o amigo do namorado de Norma Lee.

xikinha.anda.ca/88068

xikinha.anda.ca/88068

O jogo foi uma iniciação para todos perderem a timidez. Logo surgiu outra ideia, uma brincadeira chamada cineminha, onde penduravam uns lençóis e por trás deles as mulheres dançavam e tiravam a roupa. Dessa forma os rapazes viam somente as silhuetas. E eles se divertiam e se excitavam até chegar a hora em que eles faziam o mesmo show. E ficavam desajeitados e as moças riam. Depois de mais uns copos de bebida, conseguiam se soltar.

Nos feriados e fins de semana eles estavam lá novamente. A intimidade entre eles foi aumentando cada vez mais e, de forma natural, surgiram os desejos. As moças resolveram refletir se ia dar certo esse envolvimento entre os quatro. Uma delas concluiu que atrapalharia o seu relacionamento se abrisse espaço para outros. Então, não quis participar com medo do desconhecido.

Mesmo depois de muito discutirem o que poderia acontecer, ela definitivamente teimou que seria péssimo para todos. Norma Lee encarou as coisas de modo diferente, achava que, por ser jovem, tinha que tentar, seria uma experiência inovadora em sua vida. Os rapazes queriam mais que tudo viver essa experiência e tinham a certeza de que tudo daria certo, bastava serem maduros para não deixar a insegurança abalar a amizade.