Archive for the ‘humor’ Category

Comédia = tragédia + tempo

outubro 9, 2012

Um amigo ouviu no rádio uma entrevista com a comediante americana Tig Notaro. Três dias depois de saber que estava com câncer em ambos os seios, ela resolveu contar isso num show de stand up comedy. “Isto é uma coisa muito pessoal, gente, relaxem. Eu tenho câncer, obrigado, eu tenho câncer”, disse ela ao som de gargalhadas. Ela contou que a ideia veio quando estava tomando banho e pensando em como contaria ao público. Quando se imaginou contando no meio da comédia, riu às gargalhadas. Então, sem pensar muito, resolveu que seria assim. “Fiz uma biópsia, uma terrível experiência, dolorosa, invasiva, cheguei em casa com muita dor, sem poder me mexer, e pensei: é melhor que seja câncer!” Novas gargalhadas, um pouco de constrangimento, algumas pessoas sérias. “Relaxem, pessoal, vai ficar tudo bem. Isto é, vai ficar tudo bem com vocês, comigo não sei o que vai acontecer”. Mais gargalhadas. Contando, não dá para entender como foi um show maravilhoso. Um trechinho dele pode ser ouvido aqui. E o show inteiro (áudio) pode ser comprado aqui.  Ela descobriu que estava com câncer um ano depois de perceber algo diferente nos seios, mas demorou para se submeter à mamografia. Ela conta que o médico a apalpou e disse “isso parece um caroço”, e ela respondeu “não doutor, isso é meu seio”. “Bom, parece que tem um outro caroço neste aqui também”. “Não doutor, isto é o meu outro seio”. Apesar da natureza agressiva do tumor, após a mastectomia dupla a comediante está confiante na recuperação e, aparentemente, o câncer não se espalhou.

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Porra, Maurício!

março 14, 2010

(por calcinha comestível)

Eu cresci lendo gibis da Turma da Mônica. Às vezes achava meio esquisita a brutalidade explícita da Mônica.  Mas ria muito das historinhas politicamente incorretas. Agora voltei a rir lendo o blog Porra, Maurício. É uma deliciosa viagem ao passado, com as tirinhas originais comentadas com um humor às vezes cáustico, às vezes simplesmente bobo. O blog tem feito um enorme sucesso, em parte pelo fato de que a turma tem muitos fãs. Mas também pela sacada deliciosa de podermos fazer uma leitura coletiva das aventuras da turma.

Todo mundo solta

janeiro 22, 2010

(Por calcinha exocet)

Há algum tempo atrás um acórdão do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo deu ganho de causa a uma empregada que havia sido demitida por justa causa. Qual a justa causa? soltar pum no trabalho. É uma situação muito ridícula, e ainda fica mais quando a gente lê a decisão com termos tão rebuscados, como só o judiciário sabe produzir:

“Apesar de as regras de boas maneiras e elevado convívio social pedirem um maior controle desses fogos interiores, sua propulsão só pode ser debitada aos responsáveis quando deliberadamente provocada. A imposição dolosa, aos circunstantes, dos ardores da flora intestinal, pode configurar, no limite, incontinência de conduta, passível de punição pelo empregador. Já a eliminação involutária, conquanto possa gerar constrangimentos e, até mesmo, piadas e brincadeiras, não há de ter reflexo para a vida contratual.”

Em resumo, você pode peidar no trabalho, se for sem querer.

Ouvi sobre esse caso numa aula de direito do trabalho. Achei que o professor tinha inventado como recurso didático e fui verificar. Era verdade. O pior é que uma colega do meu lado ainda falou assim: “sabe que eu também tenho esse problema?” Depois se deu conta e ficou vermelhinha.

É incrível como uma coisa que é tão natural é tão tabu.

Mas na internet a gente acha até uma enciclopédia do peido com muita informação sobre o fenômeno, inclusive refererências a artistas perfomáticos do passado, como o francês Le Petomane, que ganhou dinheiro no final do século XIX fazendo o quê? soltando pum no Moulin Rouge. Agora tem um outro sujeito, Mr. Methane, que se apresentou no American Idols tocando Danúbio Azul com o orifício inferior.

Mas também achei um desenho animado sobre o hábito de soltar pum no trabalho. Adorei:

Que desaire!

outubro 16, 2009

Minha sogra é campeã das gafes. Ela é do tipo que vê uma gordinha e pergunta pra quando é o neném. Outro dia, duas semanas depois de ir à missa de sétimo dia, perguntou ao filho da falecida como ia a mãe dele.

Mas eu também já passei uns apertos. Há algum tempo atrás estava na fila do cinema, distraída, quando meu então namorado saiu por um momento para falar com alguém sem me avisar e eu sem olhar  para o lado abracei um homem, pensando que era ele. Só percebi o engano ao notar o corpo diferente – mais fortinho – e, claro, ao ver o rosto. Muito sem graça, tentei explicar o inexplicável. O homem deu uma gargalhada.

Meu marido também é dos mais distraídos. Outro dia teve que voltar pra casa correndo porque ia à uma reunião importante e havia colocado um pé de cada sapato. Ele disse que tinha notado algo errado, mas na pressa foi assim mesmo. Só percebeu mesmo o engano quando olhou para os pés ao chegar no trabalho.

E também tem os acidentes embaraçosos. Um amigo do meu marido estava indo à uma reunião importantíssima em que iria apresentar o seu currículo a um figurão. Correndo na chuva, escorregou e caiu. Nisso, sujou e até rasgou a calça do terno. Como não podia deixar a pessoa esperando, teve que participar da reunião assim mesmo, sujo e com a roupa rasgada. Mas conseguiu o emprego. E que empregão!

Voltando às gafes, ninguém está livre de cometê-las. Só dou um conselho, nunca tente consertar pois fica pior. Minha sogra, depois de perguntar pra gordinha se ela está grávida, ainda pede desculpas: “é que sua barriga está tão grande…” Pior é um conhecido, que após também perguntar como estava a mãe de um amigo, e receber a resposta de que ela havia morrido, disse: “morreu pra você, filho ingrato, pois ela ainda vive no coração dos que a amaram!”

Sapato feminino: sonho que me consome?

setembro 4, 2009

mariah carey closet

(por calcinha comestível)

Mariah Carey abriu seu guarda-roupa no ano passado para mostrar sua coleção de sapatos: mais de mil, guardados em sua cobertura em Manhattan. Ela pelo menos pagou os sapatos com seu trabalho, ao contrário do famoso caso de Imelda Marcos. A ex-primeira dama acumulou mais de mil sapatos quando seu marido era ditador das Filipinas, de onde fugiram após sucessivos escândalos envolvendo desvio de dinheiro público. Outras famosas apaixonadas por sapatos moram no Brasil, Cláudia Raia e Hebe Camargo.

Eu tenho que confessar: também amo sapatos. Tenho um armário quase só para eles (e algumas bolsas e outros acessórios que ocupam apenas uma prateleira). São mais ou menos uns 60 pares. Mas também tenho que confessar que nesta relativamente pequena coleção tem algumas peças que formam uma espécie de museu particular. São sapatos que não uso, mas que não tenho coragem de dar ou jogar fora. Não sei explicar exatamente por quê. Mas gosto de olhar para eles, de vez em quando. Tocá-los e devolvê-los para o lugar. Falei brincando, mas acho que talvez seja mesmo um tipo de museu. Eles não me lembram nenhuma ocasião especial, nenhuma festa, nenhum ex-namorado, nem mesmo algum dia triste. Mas lembram períodos da minha vida. Realmente há algo de nostálgico nisso.

Talvez seja por isso gosto de comprar novos sapatos. São novos períodos começando. Novos caminhos. Humm, gostei disso, outra razão para gostar de sapatos. Mas, sabe, não tem nada tão racional assim. No fundo, gosto porque gosto, me dá prazer. E eu também paguei pelos meus sapatos.

Mas não teria milhares de pares. Ainda que alguns pudessem ser boas lembranças, muitos nunca seriam usados. Ficariam lá como troféus não merecidos. Só se eu tivesse uns dez pés. Seria divertido usar vários pares diferentes ao mesmo tempo. Mas, pensando bem, ia ser meio difícil achar uma roupa que combinasse…

Foco feminino x foco masculino

agosto 7, 2009

foco masculino x  foco feminino

Homem ao volante

agosto 3, 2009

homem na direção

Nem tudo é festa!

julho 28, 2009

(por Calçola afolozada)

1

Uma amiga estava numa festa, quando foi adulada por um batoré, que mora em outro estado, afirmando estar apaixonado por ela havia vários anos, mas que nunca tivera coragem de se declarar. Disse que só estava fazendo isso agora, porque descobrira estar com câncer e que em seis meses iria bater a caçuleta.

Minha amiga não deu muita fé na paixão, mas ficou abalada pela notícia da doença. Disse que ele não podia se entregar, que iria levá-lo ao João dos Milagres, que havia terapias alternativas, que era preciso acreditar na cura.

Dois dias depois, já de volta a sua cidade, o abirobado mandou um e-mail, dizendo que era verdade a paixão, mas que a doença era “só uma brincadeira”. Claro que ela ficou azogada! Mais ainda consigo mesma, por ter sido tão abestada, caindo na esparrela. Apois, e não foi mesmo?

2

No dia seguinte à festa, uma outra amiga me ligou apoquentada:

Menina, acho que bebi com farinha ontem, fiquei cheia dos paus, enfim, tomei um porre daqueles!

O que se assucedeu?

Lembra do Quinzim?

Claro!

Pois então. Acho que eu beijei ele na boca!

Êta pêga! Mas o Quinzim passou a festa toda coladim na mulherzim dele!

Por isso que tô dizendo que bebi demais. Acho que beijei ela também! Não é de lascar?

3

Ainda sobre festas, não sei se aconteceu de verdade, mas quem me contou jura que sim. Diz que, numa destas comemorações, um sujeito, transpirando em jorros, abuletou-se ao lado de uma mulher sentada. Ela, recebendo os inconvenientes respingos, reclamou:

– Você sua, heim?

– Ô minha querida, eu também vou ser seu!

Homens, mulheres, moda e futebol

julho 20, 2009

Homens e Mulheres

Sexo narrado

julho 11, 2009

locutor 1b

(por Calcinha comestível)

Em pleno auge, ele começa a narrar:

– O artilheiro tá na zona do agrião, não vai pisar na bola, quer entrar de sola, mas ela não deixa, resiste, a zagueirona bloqueando a passagem, mas ele tá batendo um bolão, minha gente, é hoje, porque quem não faz, leva, é um a zero e ele não vai ficar fora da jogada. Tá na marca do pênalti. Tá na área. E pimba na gorduchinha, bateu na trave, insistiu, tá la dentro, o goleiro espalmou, mas entrou com bola e tudo, torcedor amigo, e é gooooool! Aos quarenta e cinco do segundo tempo! Agora é só correr pro abraço!

Conta para a melhor amiga, que fica chocada:

– Que horror! Como é que você aguenta transar assim?

– Quem disse que eu consigo?  Já tirei meu time de campo há muito tempo! Pendurei as chuteiras. Fiquei pra escanteio…