Archive for the ‘saúde’ Category

Comédia = tragédia + tempo

outubro 9, 2012

Um amigo ouviu no rádio uma entrevista com a comediante americana Tig Notaro. Três dias depois de saber que estava com câncer em ambos os seios, ela resolveu contar isso num show de stand up comedy. “Isto é uma coisa muito pessoal, gente, relaxem. Eu tenho câncer, obrigado, eu tenho câncer”, disse ela ao som de gargalhadas. Ela contou que a ideia veio quando estava tomando banho e pensando em como contaria ao público. Quando se imaginou contando no meio da comédia, riu às gargalhadas. Então, sem pensar muito, resolveu que seria assim. “Fiz uma biópsia, uma terrível experiência, dolorosa, invasiva, cheguei em casa com muita dor, sem poder me mexer, e pensei: é melhor que seja câncer!” Novas gargalhadas, um pouco de constrangimento, algumas pessoas sérias. “Relaxem, pessoal, vai ficar tudo bem. Isto é, vai ficar tudo bem com vocês, comigo não sei o que vai acontecer”. Mais gargalhadas. Contando, não dá para entender como foi um show maravilhoso. Um trechinho dele pode ser ouvido aqui. E o show inteiro (áudio) pode ser comprado aqui.  Ela descobriu que estava com câncer um ano depois de perceber algo diferente nos seios, mas demorou para se submeter à mamografia. Ela conta que o médico a apalpou e disse “isso parece um caroço”, e ela respondeu “não doutor, isso é meu seio”. “Bom, parece que tem um outro caroço neste aqui também”. “Não doutor, isto é o meu outro seio”. Apesar da natureza agressiva do tumor, após a mastectomia dupla a comediante está confiante na recuperação e, aparentemente, o câncer não se espalhou.

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Nova técnica mantém o formato da mama após cirurgia

janeiro 26, 2011

Um dos maiores medos de toda mulher é ter os seios retirados por causa de um tumor. Mas uma nova técnica desenvolvida em Barcelona permite manter o formato das mamas, com a aplicação de um gel de plaquetas obtidas do sangue de um doador. O gel possui uma consistência similar à da mama, que restitui o volume e regenera paulatinamente as fibras de colágeno perdidas. E não há perigo de rejeição.

Não é uma ótima notícia?

Leia mais aqui, no blog Saúde Para Todos.

Malhação vaginal: pompoarismo

fevereiro 28, 2010

(por calcinha de cristal)

Um dos posts mais acessados no Calcinhas é sobre masturbação feminina. A partir dele, vimos que existe pouca informação disponível para as mulheres, literalmente, exercitarem sua sexualidade. Prestando, portanto, um serviço de utilidade pública, pesquisamos para nossas leitoras uma técnica milenar chamada pompoarismo.

Pompoarismo é a prática do pompoar, técnica oriental que consiste em movimentar voluntariamente a musculatura vaginal, a fim de explorar com maior intensidade a própria satisfação sexual. É isso mesmo, querida leitora, a perseguida é cercada de músculos que podem ser exercitados  com exercícios específicos. Alguns exercícios para o domínio da técnica são realizados com o auxílio dos Bem-wa, que consistem em pequenas bolas ligadas através de um cordão de nylon, conhecidas também como bolinhas tailandesas.

O pompoarismo é uma prática comum na Tailândia, e vários filmes e documentários mostram pompoaristas em atividade em várias partes do mundo. No documentário chinês ‘Os últimos tabus’, uma mulher aparece fumando pela vagina (se tiver coragem e curiosidade, clique aqui, mas tire as crianças de perto); no filme japonês ‘O império dos sentidos’, uma mulher introduz um ovo cozido, que depois é expelido e comido; e no filme australiano ‘Priscilla, a rainha do deserto’, bolas de pingue-pongue são disparadas por uma vagina. Também podemos ver uma comediante americana que, supostamente, consegue tocar um instrumento de sopro com a xoxota.

A palavra pompoar é originária do tamil (ou tâmul), idioma do Sri Lanka e sul da Índia, e significa o comando mental sobre o músculo pucoccígeo, os músculos circunvaginais e os grandes lábios da vulva.

Existem várias técnicas para a malhação vaginal, uma delas é conhecida como Exercícios de Kegel, e é sugerida por muitos ginecologistas às pacientes para prevenir flacidez pós-parto e incontinência urinária.

Outra vantagem: os movimentos ajudam a mulher a perceber melhor as sensações vaginais e, com isso, descobrir mais maneiras de sentir prazer. Esses exercícios são técnicas iniciais para a prática do pompoarismo.

Veja um roteiro básico, para ser feito duas a três vezes por semana:

Contração vaginal

Sentada numa cadeira, contraia os músculos da vagina como se apertasse algo dentro dela. Conte até três e relaxe. Repita dez vezes. Depois, contraia e relaxe rapidamente, como se quisesse imitar o ritmo de uma respiração ofegante. Conte até dez novamente. Total: 20 repetições.

Contração anal

Deitada, flexione as pernas e eleve o quadril. Fique apoiada apenas sobre os ombros e os pés. Contraia o bumbum, conte até três e solte. Faça dez vezes. Deite na cama e relaxe o corpo por alguns instantes. Depois, volte à posição anterior e contraia o ânus em três tempos, sem relaxar entre um e outro: de leve, mais forte e com toda a intensidade. Faça dez vezes. Relaxe e repita o exercício, só que dessa vez você irá contrair não só o ânus, mas também a vagina como se quisesse sugar alguma coisa com ela. Mais dez vezes. Total: 30 repetições.

Sucção vaginal

Recostada na cama, separe as pernas e deixe-as semiflexionadas. Insira um dos dedos na vagina e aperte-o o máximo que puder. Caso não consiga apertar o dedo, insira dois. Faça dez vezes. Depois, tente sugar o dedo com a vagina. Ajude com a respiração: na hora do movimento de sucção do dedo, inspire e prenda o ar. Conte até três. Repita dez vezes. Total: 20 repetições.

Usando brinquedos e acessórios

Vibrador:

  • Lubrifique o vibrador. Introduza de 3 a 5 cm na vagina e aperte o vibrador. Solte. Repita dez vezes.
  • Introduza mais um pouco: de 8 a 10 cm no total. Aperte-o com uma parte mais interna da vagina. Solte. Repita dez vezes.
  • Última etapa: aperte-o com o canal todo. Faça dez vezes.
  • Outro exercício: Coloque a ponta do vibrador na entrada da vagina. Tente sugá-lo. É difícil conseguir nas primeiras vezes. Não desista. Só o movimento de sucção já faz efeito, mesmo que você não consiga sugar o vibrador. Repita 5 vezes.
  • Bolinhas Ben-Wa:

  • Lubrifique as bolinhas. Insira uma bolinha na vagina. Tente sugar a outra. Não é fácil. Mas não desista. A tentativa de sucção já é um exercício que dá resultado. Repita 5 vezes.
  • Faça o mesmo exercício de sucção: insira uma bolinha e tente sugar a outra. Porém, ajude a inserir a segunda bolinha com o dedo. A parte maior do cordão deve ficar para fora. Em seguida, tente expeli-las. Nas primeiras tentativas, ajude puxando-as pelo cordão. Faça 5 vezes.Boa ginástica! Com certeza, você vai sentir a diferença!
  • Depressão: frescura ou realidade?

    dezembro 28, 2009

    (por calcinha florida)

    A depressão é caracterizada na medicina  por ser uma doença que afeta o estado de humor  da pessoa, deixando-a com predomínio anormal de tristeza. Todas as pessoas, homens e mulheres de qualquer faixa etária podem ser atingidas, porém, as mulheres são duas vezes mais que os homens.

    Entretanto, caros leitores, essa definição por si só é muito superficial, sou portadora deste mal e como uma servidora da saúde, apaixonada por psicofarmacologia, digo isso, mas sem definir nada.

    Tentarei neste texto, de forma simples, até porque a doença não me permite escrever textos muito elaborados…

    Imagine acordar e, aos poucos, ou, às vezes, subitamente perder o desejo. Você poderia me questionar, desejo de quê? Eu diria: não tenho desejos. Não é só uma tristeza constante sem motivo aparente, é uma ausência de si mesma. É como a morte! Na verdade, é uma morte, só que o corpo insiste em respirar. Em um primeiro momento, queremos nos convencer de que aquilo não passa de um dia ruim, um mal humor passageiro, uma TPM. O problema é que a sensação não passa… já não dá pra disfarçar. Então pensamos que o problema é o companheiro que não te dá mais tesão, ou o trabalho, ou a família. Enfim, buscamos diversas razões para toda aquela sensação gélida que não te deixa parar de chorar copiosamente.

    Um dia uma amiga me disse que era depressão e marcou uma consulta com um psiquiatra. Que alívio, alguém que me entendia. Tomei os medicamentos, consegui dormir e voltei para o mundo real. Mas a depressão é traiçoeira, me pegou de novo e, mais uma vez, achava que era frescura. Aliás, na verdade, as pessoas mais importantes da minha vida diziam isso. Minha mãe dizia que eu estava gorda por causa dos remédios e que os médicos não sabiam de nada, que depressão era falta de fé, falta de Deus. E com essa linha de raciocínio eu quase morri! Ao contrário do que dizia minha mãe, Deus sabia da cruz que eu carregava. Não dava mais para negar a dor forte no peito, noites e noites sem dormir, mania de perseguição, visão distorcida da realidade, entre muitas outras dores.

    Voltei a me consultar com mais quatro psiquiatras e muitas tentativas de medicações frustradas. Não pense que qualquer antidepressivo irá resolver seu problema… Achar um medicamento correto para cada indivíduo é uma saga. Entre essas tentativas que já duram dois anos, após cinco noites sem dormir, tive uma conversa muito séria com Nossa Senhora: ” Mãe, tu sabes o quanto sofro e sabes também que Deus só dá a cruz quando podemos carregar. Mãe, tu sabes que não consigo. Mãe, eu desisto. Quando me encontrares, não deixem me levar ao vale dos suicidas, defenda-me”. Tomei uma caixa de tranqüilizantes e me despedi de quem amava, com a certeza no coração de que no outro dia estaria em outro lugar, sem aquela dor que me deixou na cama inválida e também que minha família ficaria muito feliz, pois eu era um grande fardo. Enrolei meu terço na mão e dormi com a sua imagem para que ela pudesse me levar a um lugar sem dor.

    Surpresa! Acordei no outro dia, que raiva! Mas os sintomas eram evidentes e fui levada ao hospital, lá encontrei pessoas sensíveis e insensíveis, achando que eu queria chamar atenção. Na verdade, queria fazer tudo de uma maneira bem discreta, morrer dormindo. Não vou negar que essa idéia é muito atraente até os dias de hoje. Enfim, depois de quase um ano de terapia e diversas tentativas medicamentosas a dor física passou. Sim, doía muito fisicamente. Às vezes, ainda dói. Mas hoje sei que a dor é real e tenho ferramentas para diminuí-la ou cessá-la. Bem, ao final disso tudo, aprendi que não fui fresca, mas muito forte e que o medicamento, a terapia, o exercício físico, até os óleos de lavanda e, sobretudo, Deus, são grandes ferramentas para essa guerra. Não subestime sua dor, muito menos a dor alheia, a depressão é real e perigosa. Por isso seja forte e corajosa, enfrente essa doença de frente e não abaixe sua cabeça, pois se você ainda não venceu a guerra é porque ela ainda não acabou.

    Masturbação feminina: prazer e saúde

    setembro 2, 2009
    Gustav Klint - Mulher sentada

    Gustav Klint - Mulher sentada

    (por calcinha de cristal)

    A masturbação, por incrível que pareça, ainda é tabu para muita gente. Se colocarmos as palavras “masturbação” e “pecado” juntas no Google encontraremos 360.000 referências. Não vi todas, é claro, mas a maioria das primeiras afirma que se trata de um pecado terrível. Também chequei aleatoriamente diversas páginas adiante e, da mesma forma, a maioria afirma tratar-se de um pecado. Mas se acrescentarmos a palavra “feminina”, algo surpreendente acontece. As primeiras referências são afirmações de que não é pecado se masturbar.

    Eu imagino que a maioria das pessoas não acha mais que se trata de um pecado. Mas é interessante que muitos médicos e cientistas afirmam que, na verdade, esta prática é muito benéfica para a saúde, tanto do corpo quanto da mente. Encontrei uma página na web (women to women) que é bastante esclarecedora sobre o assunto, e que traz dez boas razões para a gente se masturbar (além, é claro, do prazer em si):

    1) Masturbação ajuda a prevenir infecções do colo do útero e ajuda a aliviar as infecções do trato urinário. Embora seja do conhecimento geral que a masturbação regular pode reduzir o risco de câncer de próstata nos homens, os estudos estão mostrando que a masturbação feminina também pode fornecer proteção contra infecções do colo do útero, porque quando as mulheres se masturbam, o orgasmo abre o colo do útero.

    Masturbate and Com I - Pj Bruyniks

    Masturbate and Com I - Pj Bruyniks

    2) Em seu livro “Sexo: Uma História Natural”, Joann Ellison Rodgers descreve como o processo de masturbação estica e puxa o muco no colo do útero, permitindo um aumento da acidez do líquido cervical. Isso aumenta bactérias “amigáveis” e permite uma maior fluidez na passagem do colo do útero na vagina. Quando o  fluido “velho” se move a partir do colo aberto, não só lubrifica a vagina, mas também esvazia organismos hostis que podem causar infecções.

    3) Muitas mulheres relatam o desejo de masturbar-se quando sentem que estão com infecções urinárias, e por uma boa razão: masturbação ajuda a aliviar a dor e libera as bactérias antigas do colo do útero. É a maneira do corpo de colocar as bactérias para fora.

    4) A masturbação é associado com a saúde cardiovascular e menor risco de diabetes tipo-2. Em uma série de estudos, as mulheres que tiveram orgasmos com maior freqüência e sentem mais satisfação com o sexo – se com um parceiro ou não – mostraram ter maior resistência à doença arterial coronariana (DAC) e diabetes tipo-2.

    5) Masturbação pode ajudar a combater a insônia, naturalmente, através da liberação hormonal e da tensão. Muitas mulheres se masturbam como um meio para relaxar após um dia agitado ou para adormecer à noite, mas muitas vezes elas não sabem que há uma razão hormonal envolvida. A dopamina aumenta durante a antecipação de um clímax sexual. Após o clímax, os hormônios calmantes oxitocina e endorfinas são liberados, fazendo-nos sentir um calor agradável que nos ajuda a dormir.

    6) O orgasmo aumenta a força do assoalho pélvico. Há muitos benefícios de ter um assoalho pélvico saudável. Durante o orgasmo, o assoalho pélvico recebe um verdadeiro treino. O clitóris se avoluma com os picos de aumento da pressão arterial. Tônus muscular, freqüência cardíaca, respiração aumentam. O útero sobe para fora do assoalho pélvico, aumentando a tensão do músculo pélvico. Isso fortalece toda a região, bem como a sua satisfação sexual.

    7) Melhora o nosso humor. Masturbação ajuda a aliviar sentimentos depressivos. Como nós ficamos estimuladas, os níveis hormonais de dopamina e adrenalina sobem em nossos corpos. Ambos os hormônios são impulsionadores do humor. Muitos estudos mostram que mulheres que relatam satisfação com sua vida sexual têm uma melhor qualidade de vida em geral.

    8 ) Alivia o stress. Em seu livro “For Yourself”, a terapeuta sexual Lonnie Barbach explica que a masturbação pode ajudar a aliviar o estresse emocional, tendo tempo para nós mesmos, em meio às demandas do lar, família e trabalho.

    9) Fortalece nossa relação com nós mesmas. Quando sabemos nutrir-nos de amor nos níveis emocional e físico, ganhamos confiança e crescemos através da auto-consciência. Ser capaz de reconhecer, articular e experimentar o que traz prazer é um passo poderoso em direção a auto-realização.

    10) Fortalece a relação sexual com o parceiro. Muitos casais têm diferentes ritmos  e necessidades sexuais. A masturbação é uma forma de satisfazer as necessidades pessoais não atingidas pelo companheiro.  Testemunhar um parceiro masturbar-se pode nos ensinar o que eles gostam. Também pode abrir as linhas de comunicação entre parceiros que de outra forma poderiam supor que a “rotina” ainda está funcionando.

    Leia também: Sexo Tântrico: Prazer multiplicado

    Kunisada Surimon

    Kunisada Surimon

    A sutil diferença

    agosto 31, 2009

    (por calcinha exocet)

    Você conhece alguém incapaz de perceber ironia, aquela pessoa que interpreta tudo literalmente? Um amigo na adolescência, Ricardo, entendia tudo literalmente. Conheci com o tempo outras pessoas que não percebiam a ironia. Recentemente ao pesquisar sobre o assunto achei algumas informações que poderiam ajudar a compreender melhor pessoas com essa e outras dificuldades. Nunca pensei que isso poderia estar relacionado ao cérebro. Em alguns casos, isso pode ser sintoma de algum transtorno mental.

    RELÓGIO 2A capacidade de perceber ironias depende de complexas habilidades cognitivas localizadas em partes específicas do cérebro. Lesões nesta área podem levar à incapacidade de notar ironias. Isto foi comprovado por estudos publicados pela Associação Americana de Psicologia.

    Mas, além de lesões no cérebro, alguns transtornos de comportamento, como a síndrome de Asperger, prejudicam a percepção das ironias. Segundo o blog “Eu, Autista?”, são sintomas da síndrome de Asperger:

    Interpretar as palavras sempre em sentido literal: Aspergers têm dificuldade em identificar o uso de coloquialismos, ironia, gírias, sarcasmo e metáforas.

    Ser considerado grosso, rude e ofensivo: propensos a comportamento egocêntrico, Aspergers não captam indiretas e sinais de alerta de que seu comportamento é inadequado à situação social.

    Lidar com conflitos: ser incapaz de entender outros pontos de vista pode levar a inflexibilidade e a uma incapacidade de negociar soluções de conflitos. Uma vez que o conflito se resolva, o remorso pode não ser evidente.

    Consciência de magoar os outros: uma falta de empatia em geral leva a comportamentos ofensivos ou insensíveis não-intencionais.

    Necessidade crítica: Aspergers sentem-se forçosamente compelidos a corrigir erros, mesmo quando são cometidos por pessoas em posição de autoridade, como um professor ou um chefe. Por isto, podem parecer imprudentemente ofensivos.

    Buscar informações sempre ajuda-nos a esclarecer alguns comportamentos e também a entender as pessoas de quem gostamos.