Suprema injustiça, abominável idiotice

julho 2, 2011 by

Não sei se você sabe, mas não fosse um sujeito nascido em 1912, talvez você não estivesse lendo este post. Porque talvez não existisse computador, nem internet. Estou falando de Alan Turing, considerado, mais de vinte anos depois de sua morte, o pai da computação. Mas ele era um gênio escondido, pois trabalhava em contraespionagem para os ingleses. Sob sua liderança, foi desenvolvida a máquina eletromecânica que quebrou o código secreto do enigma, o aparelho usado pelos nazistas para codificar suas mensagens.

Então, também devemos a ele o fim mais rápido da Segunda Guerra Mundial. E qual foi a recompensa que o governo inglês concedeu a este homem brilhante que só fez o bem em toda sua vida?

Alan era homossexual, um crime na Inglaterra da década de 50. Mas além de ser um crime, a homossexualidade de Alan era considerada uma ameaça à segurança nacional. Ele foi condenado, contudo, aceitou uma “castração química”, em substituição à prisão. Injetaram-lhe hormônio feminino, estrogênio, que modificou seu corpo, tendo o humilhante efeito colateral de lhe fazer crescer seios. Mas o hormônio também lhe modificou a mente. E a alma.

Aos quarenta e dois anos de idade, Alan foi encontrado morto ao lado de uma maçã mordida. Fora envenenado por cianeto. As circunstâncias de sua morte não foram bem esclarecidas. Especula-se que ele tenha ingerido o veneno que fora injetado na maçã. Não seria coincidência. O conto de fadas preferido de Alan era Branca de Neve.

É incerto se realmente Alan suicidou-se e se esta cena foi proposital. Mas uma certeza há. Alan foi assassinado pela bruxa do preconceito, uma bruxa abominavelmente idiota. Alan perdeu a vida jovem. A humanidade perdeu um gênio que ainda poderia contribuir muito para o bem de todos.

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Adolescência

junho 29, 2011 by

(Por Calcinha de Oncinha)

Diogo, meu sobrinho de 16 anos, está numa fase introspectiva. Ele se tranca no quarto e passa boa parte do dia no computador e quando finalmente sai do quarto, não conversa com os familiares. Não gosta muito de se expressar por palavras e, às vezes, se comunica por meio de gestos e expressões faciais. O pai dele, meu irmão, fica aflito porque não consegue dialogar com ele. Disse-me que sua paciência se esgota quando tenta advinhar a mímica do filho. Vendo-o sem saber como lidar com a situação, fui atrás de informação e encontrei um livro interessante sobre o assunto, Limites sem trauma, de Tania Zagury.

A filósofa e mestra em Educação dá umas dicas de como os pais podem lidar com algumas situações, como esta acima:

“Tolere seus momentos (frequentes) de mau humor, mudez absoluta, cara feia, muxoxos e resmungos, desde que não ultrapassem, de forma alguma, os limites da civilidade e do comportamento em sociedade. Dessa forma, pode-se admitir que seu filho adolescente fique mudo toda uma manhã ou trancado a tarde inteira no quarto ouvindo música desde que não descambe para agressões, intolerância ou xingamentos para com os demais. Estabeleça junto com ele as regras para os momentos “negros”. Quando ele estiver bem, calmo e de bom humor, apenas nesses momentos, aborde o assunto, mostre-lhe o quanto esse tipo de atitude incomoda e magoa a todos; no entanto, garanta-lhe esse direito, desde que as regras de civilidade (por exemplo, um bom-dia ao acordar e entrar na sala é indispensável e assim por diante) não sejam esquecidas. Esses pequenos limites ensinam o jovem a dominar seus impulsos, que, nessa fase, voltam a ser muito fortes”.

Outra dica que ela dá é: “saiba ouvir os filhos, desde que queiram falar, é claro, e nem sempre eles querem; portanto, saiba esperar; seja mais maduro que eles que são jovens e estão aprendendo. Não queira que eles falem, quando não estão realmente dispostos. Você não conseguirá nada, apenas uma situação de conflito a mais e de pouca ou nenhuma utilidade. Aguarde o momento mais favorável. Ser pai de jovem é realmente uma arte… mas que, evidentemente, tem grandes compensações. Agora, quando eles estiverem contando alguma coisa, preste atenção. Ouça com o coração e a razão juntos, se possível! Não comece logo a criticar, a falar junto ou a brigar. Aí, não vai sair mais nada…”

Caiu como uma luva para meu irmão. Espero que ele aproveite bem!

Mulheres magníficas – Parte 2

maio 19, 2011 by

Malalai Joya in a protest in Los Angeles

Também fiquei conhecendo a luta de uma mulher incrivelmente corajosa: Malalai Joya, uma jovem que luta pela dignidade das mulheres afegãs. Ela já foi vítima de cinco atentados contra a sua vida. Conheça aqui um pouco da vida e da luta dela, numa matéria transcrita no Blog dedicado à divulgação da ações da ativista:

MINEÁPOLIS – Eu conheci a pessoa mais corajosa do mundo na noite de sexta, 1º de abril, na Igreja Santa Joana d’Arc, sul de Mineápolis, quando ouvi Malalai Joya falando.

Ela tem cerca de 1,50 de altura, uma voz suave e espinha dorsal forte como aço. Foi expulsa do Parlamento afegão (depois de ter sido, aos 26, a pessoa mais jovem eleita), porque ela “insultou” os senhores da guerra e do ópio afegão, e o governo dos EUA por apoiar a liderança corrupta de Hamid Karzai.

Foram quatro tentativas de assassinato em sua vida [cinco, grifo deste Blog]. O Taliban a odeia porque organiza grupos de mulheres e escolas para meninas.

Malalai Joya tem resistido a todos eles. Ela não tem medo. Você olha em seus olhos e o medo se derrete. Você acaba curtindo o fato de que todas as suas lutas são mera brincadeira de criança dentro de uma caixa segura, em relação à sua luta para melhorar a vida de jovens mulheres no Afeganistão.

Ela acredita apaixonadamente que as mulheres no Afeganistão estariam melhor se os EUA deixassem imediatamente o país. Ela considera as atitudes em relação às mulheres do Taliban muito menos perigosas à sua saúde, que os ataques aéreos.

Ela falou brevemente sobre como a CIA se beneficia com o tráfico de ópio em seu país. Embora não seja amiga dos talibans, ela reconhece que, durante seu governo, a produção de ópio no Afeganistão foi quase 0% da oferta mundial e, uma vez que a CIA, com a ajuda dos senhores da guerra do ópio, assumiu o governo, a produção é de mais de 93% da oferta mundial.

Leia mais aqui .

Mulheres magníficas – parte 1

maio 15, 2011 by

Algumas mulheres são incríveis. Conheci a história de uma delas, que realmente me deixou encantada: A Dra. Monika Hauser, uma médica suíça que se dedicou a uma causa esquecida, ajudar as mulheres sobreviventes do estupro nos campos de batalha. Aqui nós transcrevemos uma reportagem publicada na revista Seleções na versão portuguesa.

Monika Hauser acha difícil falar dos perigos que já enfrentou. Escolheu uma vocação perigosa. A sua organização, medica mondiale, assiste vítimas de violação – apesar de ela preferir o termo «sobreviventes» – nos diferentes cenários de guerra espalhados pelo Mundo.

Ginecologista experiente, Hauser, nascida na Suíça, tem um sorriso acolhedor e uma postura doce, mesmo quando está séria.

Não liga nenhuma aos elogios que lhe são dirigidos, preferindo endereçá-los às sobreviventes e aos corajosos trabalhadores da medica mondiale em partes tão distantes e diversas do Mundo como os Balcãs, o Afeganistão, a Libéria e o Congo.

Hauser é uma visitante regular dessas paragens sem esperança, mas nós conhecemo-la na sede da organização, em Colónia, perto da enorme Catedral Gótica da cidade. Aos 51 anos, demonstra uma paixão juvenil pelo seu trabalho, ao mesmo tempo que retira importância ao seu papel nele. No entanto, obtenho mais do que um lampejo das pressões que este trabalho implica quando lhe pergunto pelo filho, Luca, que tem agora 14 anos.

«O meu filho tem com o meu trabalho uma relação de amor/ódio», confidencia. «Quando, há pouco tempo, fui ao Afeganistão, ele recolheu dinheiro entre os seus colegas de turma e chegou a casa com 20 euros para eu dar às rapariguinhas em Cabul. Mas ao mesmo tempo, disse-me: “Detesto o teu trabalho – é tão perigoso.” Mas a verdade é que o compreende cada vez mais.»

A missão de Hauser é muitíssimo pessoal. A sua vida como activista começou no final de 1992, quando os meios de comunicação social falavam sem cessar de todos os tipos de atrocidades que estavam a ser cometidas na Guerra dos Balcãs. Houve um aspecto dessa violência generalizada que despertou em Hauser particular raiva e sofrimento. Os milhares de mulheres inocentes que estavam a ser violadas pelos homens envolvidos na guerra, aparentemente como parte de uma estratégia de «limpeza étnica». Para Hauser, essas mulheres eram as vítimas esquecidas da guerra.

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Costela de porco assada

maio 14, 2011 by

Preparo: 20 minutos, mais o tempo da marinada.

Cozimento: 1h10-1h25

Ingredientes:

1 kg de costela de porco magra

1 colher (sopa) de azeite, mais um pouco para pincelar

4 colheres (sopa) de Tempero de churrasco defumado.

Ingredientes do Tempero de churrasco defumado:

1 colher (sopa) de sal

1 colher (sopa) de páprica defumada

1 colher (chá) de coentro em pó

2 colheres (chá) pimenta-do-reino moída

2 colheres (chá) de mostarda em pó

1 colher (chá) de açúcar

1/2 de colher (chá) de pimenta-de-caiena

Misture os ingredientes numa tigela. Transfira para um recipiente hermético e use conforme indicado. Dura até 2 semanas.

Molho barbecue

250ml de purê de tomate

200ml de mel ou melado

75ml de vinagre de vinho branco

2 colheres (sopa) de molho inglês

1 colher (sopa) de mostarda

1 colher (chá) de alho desidratado (ou 1 dente de alho amassado)

1/4 de colher (chá) de páprica defumada

sal e pimenta a gosto

Modo de fazer:

Coloque a costela numa travessa grande não metálica. Misture o azeite e o tempero de churrasco e espalhe sobre a costela. Cubra e deixe marinar de um dia para o outro na geladeira.

Enquanto isso, faça o Molho Barbecue. Coloque todos os ingredientes na panela e aqueça em fogo baixo até começar a ferver. Deixe apurar por 10-15 minutos até engrossar um pouco, retire e reserve.

Tire a costela da travessa, pincele com um pouco de azeite e asse na churrasqueira em temperatura média por 10 minutos de cada lado. Pincele com o molho barbecue e transfira para uma grellha colocada sobre uma fôrma.

Asse indiretamente por mais 25-30 minutos de cada lado, cobrindo sempre com mais molho, até dourar e ficar macia. Sirva com salada verde.

Ninguém perde com a vitória dos gays

maio 10, 2011 by

Uma das frases mais felizes durante o julgamento do STF na semana passada foi proferida pelo Ministro Ayres Britto:

“Quem ganha com a equiparação? Os homoafetivos. E quem perde? Ninguém perde”.

Mas eu ampliaria o rol dos vencedores. Na minha opinião, todos ganharam. Porque a decisão do STF leva a uma sociedade mais aberta ao amor e à felicidade, mais igualitária, menos preconceituosa. Porque amar alguém, igual ou diferente, nunca pode ser ruim.

É claro que este é só mais um passo, mas um passo muito importante.

Parabéns à turma LGTTB!

Ausência de quem amamos

abril 28, 2011 by

Perder uma mãe quando ainda se é menina nos faz amadurecer mais depressa. Começamos a ver a vida sob outra perspectiva e passamos a contar mais com nós mesmos. Temos de encarar os problemas que forem surgindo da maneira que for possível. Tornamos-nos insensíveis algumas vezes para suportar o que nos afeta emocionalmente. Pensamos que vencemos as dificuldades, mas com o passar do tempo essa forma de defesa nos mostra que apenas acumulamos uma série de situações não resolvidas.

Quando começamos a nos relacionar com alguém, aparecem as dificuldades de se entregar totalmente, porque temos medo de gostar tanto da pessoa que, ao imaginarmos ficar sem ela, talvez não suportemos. O medo é um sentimento importante, que nos mantém alerta para nos defendermos de alguma ameaça, mas não podemos deixar que ele nos domine por completo. Caso isso aconteça, não viveremos os momentos mais importantes de cada fase da vida.

Viver situações boas e ruins é um aprendizado para a alma. Não dá para fugir eternamente das adversidades da vida. Descobrir uma forma de conviver com o sofrimento da perda é fundamental para  que sigamos em frente.

Sexo durante a gravidez

abril 6, 2011 by

Durante a gravidez ficamos mais femininas, nossos seios ficam mais avantajados, os quadris aumentam, tudo cresce!

Hum! Somos levadas por diversas sensações e desejos.

O desejo de comer uma coisa diferente ou algo que há muito não se comia. Por exemplo, uma comida típica do nordeste, como o sarapatel ou uma fruta umbu. E quando realizamos o desejo, vem sensações mais diversas, uma alegria de menina ou uma vontade de chorar. São coisas novas e confusas, que não conseguimos explicar. Quem pode entender? Somente outra grávida.

E na hora do sexo? Sempre vem à mente a incerteza, será que vai machucar o neném? Então tiramos as dúvidas com a obstetra, que aconselha diminuir a frequência no oitavo mês.

Ah, claro que cada caso é um caso.

Bom, nessa condição a libido fica mais forte, são tantas emoções! O maridão também fica receoso. Começa um chamego gostoso, beijinhos e quando estamos no ápice,  temos que encontrar uma posição confortável. Vira para cá e depois vira para lá. Não, talvez essa posição seja melhor. E, de repente, tudo se ajeita e convenhamos, que coisa mais deliciosa.

As mães deles

março 21, 2011 by

(por Calcinha fio dental)

Eu pensava que achava lindas aquelas fotos de jazz em preto e branco só pela estética da luz e sombra, daqueles negões tocando sax… mas não era só isso.

Eu queria ser comida como o Miles Davis toca o sax, se isso é possível (fico imaginando que sim, que ele comia desse jeito as mulheres, redondas, volumosas e ele soprando-as como faz na música), queria também ser comida como num clipe do Black Eyed Peas, se bem que nesses clipes só a Fergie parece pegar alguém, eu pegava ela…

A questão é que sempre pensamos que poderíamos estar sendo melhor comidas em outro lugar, diferente daquele em que estamos, e isso é uma e questão constante na minha alma (Baudelaire- não é bem assim, mas a idéia é mais ou menos essa).

Eu estava, no momento, fazendo aquela coisa que as mulheres chamam de: uma- experiência-para-se-conhecer-melhor, para realmente poder dar tudo de si (em todos os sentidos) para aquele Cara Certo (in english, O Mr Right).

Eu estava na dúvida entre dois. Bom, na dúvida de verdade não, era fácil escolher, mas… (sorry meninos, a mulheres fazem isso, dão pra dois ao mesmo tempo com o discurso sublime- e verdadeiro- de que estão se dando a chance de experimentar e escolher melhor- e o pior: isso é verdade! Super funciona.)

Um dos 2 tinha a Nossa Senhora Aparecida ali no criado-mudo, eu costumeiramente não ligava, gritava, virava do avesso e ela lá, com aquela cara preta (sem ofensas) debaixo daquele manto. O outro tinha a foto da mãe (não a de Jesus, a própria) num porta-retrato ao lado da cama.

A disputa era acirrada, Nossa Senhora e a Senhora Vera Lúcia. Sempre estranhei essa história de Nossa Senhora, aparece cada hora em um lugar e era a mesma, mas aparecia de uma cor, depois em outra… nunca entendi e eu e ela costumávamos nos ignorar como cavalheiras ali na beirada da cama, mas a senhora sua mãe, ali no criado-mudo me fez dizer: “Você tem que se mudar daqui!”

E essa comparação de mães me fez pensar que se o cara pega leve, a gente queria um que puxasse o cabelo. Se o cara dá tapa na bunda, chama de p… a gente fica com saudades daquele que fazia carinho quase que nem cosquinha (que nem menina).

Mas a verdade é que ficar insatisfeita é condição de ficar desejante e saber que melhor é escolher entre a mãe Maria e a Vera Lúcia. Fico eu com a de Jesus que não faz churrasco de domingo e pode ficar no quarto com a gente. (com todo o respeito pela mãe Divina)

Hoje comemora-se o dia intenacional da mulher!

março 8, 2011 by

Para todas as nossas leitoras, um feliz dia!