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Mãos masculinas: tara ou adoração?

novembro 3, 2009

mãos masculinas

(por calcinha de oncinha)

Ia começar o post revelando que sou tarada por mãos masculinas, mas quis primeiro saber quais as significações de tara antes de adentrar nesse assunto.

Pesquisei no dicionário do Houaiss e me surpreendi com suas significações negativas: 1. falha, defeito de fabricação; 2. fig. defeito (físico, mental, moral) considerado hereditário. 2.1 deficiência ou vício transmitido ou agravado pela hereditariedade; 3. p. ext. desvio do padrão étnico considerado descaracterizante; 4. ato ou efeito de tarar (“gostar”, “desejar”, “comportar-se”); 5. degradação moral, desvio de conduta; perversão, depravação, degeneração, e outras mais. Hum… agora usarei a expressão sou tarada pelos filmes de Almodóvar ou por sorvete de tapioca com mais reserva(rsrsrs).

Obsessão não perde muito para tara, vejamos: 1. ant. suposta apresentação repetida do demônio ao espírito; 2. apego exagerado a um sentimento ou a uma ideia desarrazoada; 3. motivação irresistível para realizar um ato irracional; compulsão; 3.1 psicop. m.q neurose obsessivo-compulsiva; 4. ação de molestar com pedidos insistentes, impertinência, perseguição, vexação.

Nenhuma dessas palavras definiria o que sinto pelas mãos masculinas… Simplesmente as adoro. Gosto de beijá-las, mordiscá-las e segurá-las.  E pelo tato comunicam sentimentos jamais expressos por palavras.  Quando somos crianças  e nossos pais seguram nossas mãos, vislumbramos um sentimento de segurança, proteção e amor. Ao nos tornamos adultas, as mãos de nossos namorados ou maridos  nos acrescentam mais significações como paixão, prazer, carinho, força, determinação, amor, solidariedade e mesmo violência.  E na hora do sexo, elas nos revelam as zonas desconhecidas do nosso corpo.ego.globo.com/Gente/Noticias/Kate Moss

As mãos masculinas são grandes ou pequenas, grossas ou finas, têm pêlos ou não. Algumas vezes são bobas, outras comportadas por demais. Sou tarada por elas. E vocês, caras leitoras, têm alguma “adoração”?

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Com a ponta da língua

agosto 8, 2009
As bacantes - William A. Bouguereau

Bacantes - William A. Bouguereau

(por calcinha exocet)

“O sabor associa-se à sexualidade muito mais do que os puritanos desejariam. A pele, as dobras do corpo e as secreções têm sabores fortes e definidos, tão pessoais como o cheiro. Ainda lembro do sabor de goma de mascar, tabaco e cerveja do meu primeiro beijo, há exatamente quarenta anos, embora tenha esquecido por completo o rosto do marinheiro americano que me beijou”.  Isabel Allende

COZIDO PARA ORGIAS

Ingredientes

Para 10 Bacantes

6 litros de água

1/2 galinha

1 osso de vitela

150g de fatias de toucinho

200g de orelha e tocinho de porco

1 pata de porco

1 osso de tutano

1 nabo

1 cenoura

1 ramo de aipo

2 alhos-porós

1 frango

1/2 kg de costela de vitela

400 g de músculo de vitela

500 g de batatas

1 couve verde

1/4 kg chouriço preto

2oo g de grão-de-bico  e  Sal

PARA AS BOLINHAS

500 g de carne de porco magra

1 ovo e 1 dente de alho

2 colheres de miolo de pão molhado em leite

1 raminho de salsa e 1 colher de farinha

Preparação

É preciso dispor de uma panela bem grande, onde caibam pelo menos 10 litros de caldo. Coloca-se para ferver nela a água, a galinha, a vitela, o toucinho, a orelha, o focinho, a pata de porco, o tutano e as verduras para o caldo: nabo, cenoura, aipo e alho-poró. Também sal, naturalmente. Deixe ferver durante uma hora.

Esse tempo é mais que suficiente para cozinhar o grão-de-bico e preparar as bolinhas, que não têm mistério. Podem ser feitas apenas com carne de porco e uma de vitela muito macia. Misture a carne moída com o pão molhado no leite, alho, salsa picada e um ovo, mexa e forme as bolinhas que depois devem ser passadas pela farinha. Coloca-se o grão-de-bico, que ficou de molho na noite anterior e foi descascado, para cozinhar sem pressa, até amaciar. Depois joga-se essa água fora e deixa-se ferver por mais dez minutos em um pouquinho de caldo, para ficar com sabor. Conserve-os quentes. Depois de ferver pelo menos uma hora, coloque no caldo o frango, a vitela, as bolinhas, e continue o cozimento por pelo menos mais uma hora e meia, até as carnes ficarem bem macias. Coe o caldo e divida-o em duas panelas, uma grande e outra média. Na grande ferva as batatas e a couve, e na outra coloque o caldo bem coado.

Em uma terceira travessa grande refratária (pode ser pirex), com dois dedos do caldo que é conservado quente em fogo muito brando, sem ferver, coloque cuidadosamente os pedaços da galinha (depois de retirar a pele e os ossos), as carnes cortadas em pedaços o mais regulares possível e ordenadas por famílias: porco, vitela, peito, músculo e as bolinhas no meio, separando a zona da carne e a do frango. Pode-se colocar o grão-de-bico do lado, ou em um recipiente separado. Essa travessa será levada à mesa, por isso os ingredientes devem ser arrumados com certa ambição estética, ou eles parecerão os restos de um espantoso acidente.

Por fim, antes de servir, ponha os chouriços pretos no caldo das batatas e da couve (já cozidas), que necessitam apenas de uma fervura. Depois de ferverem alguns minutos são retiradas do caldo e colocadas na travessa das carnes, enquanto a couve e as batatas são servidas em uma travessa separada.

(ALLENDE, Isabel. Afrodite: contos, receitas e outros afrodisíacos)

Nem tudo é festa!

julho 28, 2009

(por Calçola afolozada)

1

Uma amiga estava numa festa, quando foi adulada por um batoré, que mora em outro estado, afirmando estar apaixonado por ela havia vários anos, mas que nunca tivera coragem de se declarar. Disse que só estava fazendo isso agora, porque descobrira estar com câncer e que em seis meses iria bater a caçuleta.

Minha amiga não deu muita fé na paixão, mas ficou abalada pela notícia da doença. Disse que ele não podia se entregar, que iria levá-lo ao João dos Milagres, que havia terapias alternativas, que era preciso acreditar na cura.

Dois dias depois, já de volta a sua cidade, o abirobado mandou um e-mail, dizendo que era verdade a paixão, mas que a doença era “só uma brincadeira”. Claro que ela ficou azogada! Mais ainda consigo mesma, por ter sido tão abestada, caindo na esparrela. Apois, e não foi mesmo?

2

No dia seguinte à festa, uma outra amiga me ligou apoquentada:

Menina, acho que bebi com farinha ontem, fiquei cheia dos paus, enfim, tomei um porre daqueles!

O que se assucedeu?

Lembra do Quinzim?

Claro!

Pois então. Acho que eu beijei ele na boca!

Êta pêga! Mas o Quinzim passou a festa toda coladim na mulherzim dele!

Por isso que tô dizendo que bebi demais. Acho que beijei ela também! Não é de lascar?

3

Ainda sobre festas, não sei se aconteceu de verdade, mas quem me contou jura que sim. Diz que, numa destas comemorações, um sujeito, transpirando em jorros, abuletou-se ao lado de uma mulher sentada. Ela, recebendo os inconvenientes respingos, reclamou:

– Você sua, heim?

– Ô minha querida, eu também vou ser seu!