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Lady Gaga II

setembro 4, 2010

Por Calcinha Comestível

Ninguém leva a sério quando digo que sou fã da Lady Gaga, nem eu mesma. Nem ela se leva a sério, e acho que boa parte do sucesso dela vem daí. Assisti a um pedacinho de uma  entrevista à Oprah. Não tenho muita paciência para assistir mais que uns segundos de Oprah. Mas nesses segundinhos vi uma Lady Gaga quase sem maquiagem (comparado ao que ela usa) e, de exótico, só a peruca porco-espinho. Mas encontrei a mulher muito doce que se esconde por baixo de uma fantasia SDM. Depois vi que a entrevista foi há uns meses, daí a preocupação dela com o Haiti. Tinha ficado sensibilizada que ela ainda estivesse preocupada com as vítimas quando a mídia já não dá mais atenção ao tema, mas foi só mais uma ilusão.

De qualquer forma, ela não me parece de forma nenhuma burra ou superficial. Pelo contrário. Apesar do apelo comercial do produto “Lady Gaga”, eu acredito que ela estava sendo sincera quando na entrevista disse que, com seu trabalho, ela quer que as pessoas se libertem:  “Quero que elas tenham orgulho de ser quem são, quero que elas celebrem todas as coisas de que não gostam em si mesmas, assim como eu fiz, e ser verdadeiramente felizes por dentro”, disse uma Lady Gaga cheia de lágrimas nos olhos, referindo-se a uma platéia de “monstrinhos”, como disse a Oprah, fãs (homens e mulheres) fantasiados de Gaga.

Achei curiosa a mensagem final: “sejam bons com os seus pais, tenham uma ótima relação com eles”, e se derreteu em elogios ao próprio pai.  Algo incomum para celebridades. Aliás, ela disse que não se enturma muito com as outras celebridades e se sente meio isolada.

A mensagem dela é realmente uma mensagem de liberdade, de que você pode ser o que for, exótica, sexy, brega, sofisticada, rebelde.

Espero que o sucesso continue e que ela mantenha a cabeça sobre os ombros, apesar do peso das perucas e acessórios.

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Lady Gaga, de volta para o futuro

março 29, 2010

(por calcinha comestível)

I want your psycho Eu quero tua insanidade
Your vertical stick Tua vara vertical
Want you in my rear window Te quero na minha janela dos fundos

Nada mais anos 80 que a Lady Gaga. Nada mais século XXI do que a Lady Gaga. Ela própria nasceu na década de 80 (1986). Então a sua óbvia influência dos músicos pop desta década, como  Cher, Cyndi Lauper, Madonna e Michael Jackson, não foram apreciados em primeira mão. Como muitas outras pessoas, os vazios anos 90 fizeram-na dar um passo atrás, para chegar ao século XXI, de volta para o futuro. Mas sua música não tem gosto de comida requentada. O verso “quero sua insanidade, sua vara vertical, na minha janela dos fundos” não poderia ser mais explícito, e ao mesmo tempo não poderia ser mais pudico, pois usa expressões indiretas para falar de uma sexualidade ousada. Acho o clipe da música “Bad Romance” erótico e ao mesmo tempo sarcástico. Claro, o cliente que compra a mulher no leilão acaba transformado em cinzas, com as mãos sobre o pau.  É uma vingança da mulher que teve que se expor em trajes eróticos, como uma calcinha fio dental, para ser vendida pelo melhor preço. O clipe diz muito sobre a própria Lady Gaga, que usa seu apelo sexual e o próprio corpo para vender seu produto musical. Ai de quem levar a sério a oferta, e esquecer que a Lady Gaga é pura fantasia, uma personagem criada por Stefani Joanne Angelina Germanotta com a ajuda de produtores competentes.