Posts Tagged ‘mulheres corajosas’

Mulheres magníficas – Parte 2

maio 19, 2011

Malalai Joya in a protest in Los Angeles

Também fiquei conhecendo a luta de uma mulher incrivelmente corajosa: Malalai Joya, uma jovem que luta pela dignidade das mulheres afegãs. Ela já foi vítima de cinco atentados contra a sua vida. Conheça aqui um pouco da vida e da luta dela, numa matéria transcrita no Blog dedicado à divulgação da ações da ativista:

MINEÁPOLIS – Eu conheci a pessoa mais corajosa do mundo na noite de sexta, 1º de abril, na Igreja Santa Joana d’Arc, sul de Mineápolis, quando ouvi Malalai Joya falando.

Ela tem cerca de 1,50 de altura, uma voz suave e espinha dorsal forte como aço. Foi expulsa do Parlamento afegão (depois de ter sido, aos 26, a pessoa mais jovem eleita), porque ela “insultou” os senhores da guerra e do ópio afegão, e o governo dos EUA por apoiar a liderança corrupta de Hamid Karzai.

Foram quatro tentativas de assassinato em sua vida [cinco, grifo deste Blog]. O Taliban a odeia porque organiza grupos de mulheres e escolas para meninas.

Malalai Joya tem resistido a todos eles. Ela não tem medo. Você olha em seus olhos e o medo se derrete. Você acaba curtindo o fato de que todas as suas lutas são mera brincadeira de criança dentro de uma caixa segura, em relação à sua luta para melhorar a vida de jovens mulheres no Afeganistão.

Ela acredita apaixonadamente que as mulheres no Afeganistão estariam melhor se os EUA deixassem imediatamente o país. Ela considera as atitudes em relação às mulheres do Taliban muito menos perigosas à sua saúde, que os ataques aéreos.

Ela falou brevemente sobre como a CIA se beneficia com o tráfico de ópio em seu país. Embora não seja amiga dos talibans, ela reconhece que, durante seu governo, a produção de ópio no Afeganistão foi quase 0% da oferta mundial e, uma vez que a CIA, com a ajuda dos senhores da guerra do ópio, assumiu o governo, a produção é de mais de 93% da oferta mundial.

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Mulheres magníficas – parte 1

maio 15, 2011

Algumas mulheres são incríveis. Conheci a história de uma delas, que realmente me deixou encantada: A Dra. Monika Hauser, uma médica suíça que se dedicou a uma causa esquecida, ajudar as mulheres sobreviventes do estupro nos campos de batalha. Aqui nós transcrevemos uma reportagem publicada na revista Seleções na versão portuguesa.

Monika Hauser acha difícil falar dos perigos que já enfrentou. Escolheu uma vocação perigosa. A sua organização, medica mondiale, assiste vítimas de violação – apesar de ela preferir o termo «sobreviventes» – nos diferentes cenários de guerra espalhados pelo Mundo.

Ginecologista experiente, Hauser, nascida na Suíça, tem um sorriso acolhedor e uma postura doce, mesmo quando está séria.

Não liga nenhuma aos elogios que lhe são dirigidos, preferindo endereçá-los às sobreviventes e aos corajosos trabalhadores da medica mondiale em partes tão distantes e diversas do Mundo como os Balcãs, o Afeganistão, a Libéria e o Congo.

Hauser é uma visitante regular dessas paragens sem esperança, mas nós conhecemo-la na sede da organização, em Colónia, perto da enorme Catedral Gótica da cidade. Aos 51 anos, demonstra uma paixão juvenil pelo seu trabalho, ao mesmo tempo que retira importância ao seu papel nele. No entanto, obtenho mais do que um lampejo das pressões que este trabalho implica quando lhe pergunto pelo filho, Luca, que tem agora 14 anos.

«O meu filho tem com o meu trabalho uma relação de amor/ódio», confidencia. «Quando, há pouco tempo, fui ao Afeganistão, ele recolheu dinheiro entre os seus colegas de turma e chegou a casa com 20 euros para eu dar às rapariguinhas em Cabul. Mas ao mesmo tempo, disse-me: “Detesto o teu trabalho – é tão perigoso.” Mas a verdade é que o compreende cada vez mais.»

A missão de Hauser é muitíssimo pessoal. A sua vida como activista começou no final de 1992, quando os meios de comunicação social falavam sem cessar de todos os tipos de atrocidades que estavam a ser cometidas na Guerra dos Balcãs. Houve um aspecto dessa violência generalizada que despertou em Hauser particular raiva e sofrimento. Os milhares de mulheres inocentes que estavam a ser violadas pelos homens envolvidos na guerra, aparentemente como parte de uma estratégia de «limpeza étnica». Para Hauser, essas mulheres eram as vítimas esquecidas da guerra.

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