Posts Tagged ‘sex shop’

Como apimentar uma relação…

julho 30, 2009

(por calcinha exocet)

corações na cama

Quando estamos há muito tempo com alguém é imprescindível termos criatividade. Conheço algumas histórias interessantes de casais que optaram por quebrar a rotina, acrescentando mais emoção à relação.

casal.jantar.a1Uma amiga me contou que, com a intenção de incrementar a relação, levou seu companheiro a um restaurante sofisticado e sussurrou em seu ouvido que estava sem calcinha. Ele ficou excitado e não via a hora de ficarem sozinhos em algum lugar aconchegante.  Outra ocasião, ela fez uma surpresa. Pediu ao melhor amigo dele para inventar uma história qualquer e levá-lo a um hotel. Ela o esperava com buquê de flores, champanhe e lingerie sexy. Quando abriu a porta para recebê-lo, ele fez uma cara de surpresa muito engraçada. Realmente, não esperava. Foi uma noite maravilhosa.

Com um casamento de 17 anos, os dois decidiram inovar e conhecer uma casa de swing. Chegaram cedo e a dona do lugar fez questão de mostrar todos os aposentos e lugares divertidos que o casal poderia usufruir. Logo chegaram outros casais. Cada casal mais tímido que o outro. Ninguém foi conversar com eles, parecia ser a primeira vez de todos. Beberam uns drinks e, como nada aconteceu, foram embora.

Em razão dessa experiência, em uma viagem ao Rio de Janeiro, foram a outra casa de swing. Ela adorou. O ambiente, na sua opinião, estava impregnado de tesão, com muitas pessoas bonitas. Só teve coragem de passar a mão na bundinha de um cara. Mais uma vez ficaram apenas olhando.

Quando retornaram, tiveram a ideia de buscar pela Internet uma parceria com outro casal. Conheceram alguns casais, mas não tiveram afinidades. Só depois de muito tempo apareceu um casal que se identificou com eles. No começo, viajavam para encontrá-los, hospedavam-se em hotel. Hoje a intimidade é tão grande que recebem o casal em sua própria casa. Os filhos de 10 e 12 anos brincam com os filhos do outro casal.

Outra amiga contou-me que se vestiu de enfermeira sexy e combinou com o marido de ficar num ponto de ônibus esperando ele passar de carro. Foram tantos carros que pararam e a cantaram que ela começou a ficar nervosa. Os quinze minutos que esperou pareceram-lhe uma hora. Quando seu marido a pegou, estava trêmula e muito excitada. Ao contar-me essa fantasia, concluiu que essa noite foi a mais quente do ano. E, depois dessa experiência, se fantasiou de muitas personagens e falou-me que seu casamento vai muito bem.

Viviane, nome fictício, tem vergonha de entrar em sex shops. Ela está sozinha há algum tempo e revelou-me que sente muita vontade de ter relações sexuais com alguém. Mas, por ser romântica, não quer qualquer um. Quer alguém sério. Enquanto esse homem não aparece, sugiro a ela ir ao sex shop, comprar um brinquedinho.  E então, ela me pergunta: será?  E diz que acha um pouco estranho.

Hoje em dia as pessoas estão deixando o preconceito de lado e reconhecendo que o ato de se excitar e provocar uma reação orgástica por meio de um vibrador é uma experiência física natural.  No Brasil, as mulheres representam 70% dos consumidores de sex shops e estão perdendo a vergonha de buscar prazer mais intenso.

O importante é ser feliz. Não importa de que forma estamos buscando o prazer e a felicidade, seja por meio de fantasias, seja por meio de brinquedinhos. Precisamos ter consciência apenas do que é permitido legalmente, e se o (a) parceiro (a) está de acordo.

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Depois dos 30

julho 24, 2009
Mulheres correndo na praia, de Picasso

Mulheres correndo na praia, de Picasso

Como é bom ter mais de 30! As de 20 nem imaginam!

Depois dos 30, somos bem mais livres, menos manipuláveis, menos confusas, mais tranquilas. Depois dos 30, assumimos nossos estilos de roupa, cabelo, tipo físico. Damos adeus aos modismos e assumimos nossa própria identidade. Claro!, não podemos generalizar, pois existem mulheres e mulheres de mais de 30. Mas conheço várias assim, com esse perfil.

Depois dos 30, comemos pizza, sorvete, chocolates sem culpa alguma. Nos cuidamos, sim: academia, dermatologista, massagens, salão de beleza. Mas tudo sem excessos, com uma boa dose de equilíbrio. Somos vaidosas na medida certa, sem querer ser uma tábua, ou melão, melancia e essas frutas todas aí.

Passeio, de Chagal

Passeio, de Chagal

Usamos esmalte vermelho e damos o foda-se! ao fato de os homens odiarem esmalte vermelho. Podemos ter cabelo curto, comprido, vermelho, roxo, usar salto alto, odiar salto alto e não ter problemas com isso, viver de all star. Depois dos 30, já viajamos, já conhecemos um pedaço do mundo, falamos idiomas, temos cultura, sabemos discutir os mais variados assuntos.

Nos masturbamos sem culpa alguma, compramos lingeries, vamos aos sex shops, nos entregamos de verdade quando encontramos o parceiro certo, podemos fazer sexo por sexo ou ser românticas incorrigíveis, esperando o amor certo para a noite certa de sexo fenomenal. Conhecemos nossos corpos, gostamos de vê-los, de tocá-los. Os respeitamos. E sabemos: antes sozinha do que mal acompanhada.

Assistimos a filmes água com açúcar, daqueles bem bonitinhos, sem o menor medo de sermos criticadas, pois já vimos a maior parte dos intelectuais, que também amamos. Tomamos cerveja, vinho, pinga, ou nada, e danem-se os preconceitos. Somos vegetarianas, carnívoras, os dois ao mesmo tempo. Se não somos casadas, temos nosso canto, nossa vida. Dizemos, em alto e bom som: Não!, eu não quero ter filhos ou Sim!, ainda quero ter uns cinco ou Sim, ainda quero me casar ou Não, escolhi estar só.

Abrazo amoroso, Frida Kahlo

Abrazo amoroso, Frida Kahlo

Para mim, estar na casa dos 30 é ser livre. Livre de nós mesmas, de nossos traumas e neuras, ou, pelo menos, de alguns deles. O tempo nos ensina, e muito, é um perfeito professor, o melhor de todos. Uma amiga, na casa dos 50, diz que tudo fica ainda melhor aos 40, depois aos 50.

Deve ser a sensação de ter vivido, a certeza de que passamos boa parte do tempo correndo atrás de ilusões e de futilidades, tratando e atendendo nosso ego, nos enganando, não sendo nós mesmas e que, enfim, encontramos o verdadeiro sentido da vida: paz, estar perto dos que amamos e nos amam, estar bem consigo mesmo, entender que o melhor da vida é ser simples, é viver livremente. As opiniões? Ao menos a mim elas não importam nenhum pouco. Opiniões e preconceitos são diferentes de críticas construtivas. Essas, sim, são acatadas.

Cena de Thelma e Louise

Cena de Thelma e Louise

Nos 30, foram-se os desejos de fama, sucesso, de ser reconhecida, pois já sabemos que tudo isso é pura ilusão. Queremos somente paz, um amor gostoso para curtir, estar próximas dos que amamos, ter um bicho de estimação ou um jardim, escrever um blog, publicar um livro em uma pequena editora, sonhar, viajar, fazer algo por amor. Aos 30, começamos a trilhar o caminho do equilíbrio.