Posts Tagged ‘sexo’

Sexo durante a gravidez

abril 6, 2011

Durante a gravidez ficamos mais femininas, nossos seios ficam mais avantajados, os quadris aumentam, tudo cresce!

Hum! Somos levadas por diversas sensações e desejos.

O desejo de comer uma coisa diferente ou algo que há muito não se comia. Por exemplo, uma comida típica do nordeste, como o sarapatel ou uma fruta umbu. E quando realizamos o desejo, vem sensações mais diversas, uma alegria de menina ou uma vontade de chorar. São coisas novas e confusas, que não conseguimos explicar. Quem pode entender? Somente outra grávida.

E na hora do sexo? Sempre vem à mente a incerteza, será que vai machucar o neném? Então tiramos as dúvidas com a obstetra, que aconselha diminuir a frequência no oitavo mês.

Ah, claro que cada caso é um caso.

Bom, nessa condição a libido fica mais forte, são tantas emoções! O maridão também fica receoso. Começa um chamego gostoso, beijinhos e quando estamos no ápice,  temos que encontrar uma posição confortável. Vira para cá e depois vira para lá. Não, talvez essa posição seja melhor. E, de repente, tudo se ajeita e convenhamos, que coisa mais deliciosa.

Anticristo

abril 18, 2010

(por calcinha de cristal)

Confesso minha má vontade com o filme desde o início. Achei a abertura pretenciosa e maçante. Assisti cada vez mais revoltada. O explícito chega ao cúmulo de uma automutilação genital, um clitóris cortado com uma tesoura enferrujada. Não é uma cena presumida. É um baita close no bichinho sendo arrancado. Tá, não queria estragar a surpresa, mas é melhor você saber logo para não ter pesadelo depois. O filme, na superfície, trata de uma historiadora que abandona a sua tese sobre a perseguição às bruxas, quando se convence que a maldade das mulheres é igual à dos homens e igual à da natureza. Pra mim, essa é parte que, passado o choque, ainda continua sendo processada. Porque também acho que a natureza pode ser má, ou melhor, ela não é intrinsecamente má, é amoral. Em outras palavras, a natureza tem o objetivo de manter a vida e a transmissão do material genético. Na realização destes propósitos, vale tudo. Tudo mesmo. Não há qualquer limite ético. Mas não é, portanto, uma maldade pela maldade. Ou é? A gente tenta buscar um sentido, mas talvez a natureza não tenha nenhum sentido. Ela apenas é o que é. O filme, acho, também não tem um sentido pré-definido.  Talvez ajude saber que o autor estava tentando superar uma depressão, e o filme fez parte da terapia. Disse ele em entrevista:

“O trabalho no roteiro não seguiu o meu modus operandi habitual. Cenas foram acrescentadas sem razão. Imagens foram compostas sem lógica ou função dramática. No geral, elas vieram de sonhos que eu tinha no período, ou sonhos que eu tive anteriormente.” (fonte)

Isso me lembra a obra de Buñuel, o cineasta espanhol surrealista.  A comparação com Buñuel é possível inclusive pelo close da mutilação. Buñuel causou polêmica com a cena de um olho de cavalo sendo cortado com uma navalha, no filme “o Cão Andaluz” (veja a cena aqui). Mas o cavalo ocupa a cena para não vermos, e apenas imaginarmos, a verdadeira vítima, uma mulher de olhos arregalados. Lars Von Trier foi além com a explícita mutilação genital.

O que me fez trazer este polêmico filme para o Calcinhas é que não sei se ele é um filme contra as mulheres ou que usa a violência contra as mulheres para causar polêmica e, portanto, se promover. Existe uma interpretação possível, a partir de alguns diálogos e algumas cenas, que o ato de queimar bruxas poderia ser justificável (se não quiser saber o final do filme, pare aqui). O próprio personagem, depois de ser torturado pela mulher, acaba levando-a para uma fogueira. E com isso se liberta do sofrimento. Mas depois dá de cara com centenas de outras mulheres na floresta. De cara não é correto, pois elas não tem rosto. Não consigo saber se o filme agride as mulheres tanto como as cenas. Mas a Lola, do Escreva Lola Escreva, dá uma dica. Ela diz que não há dúvida que um tema recorrente entre tantos desses filmes “polêmicos” é o mau trato a que as mulheres são submetidas. “Pensa só: se tantos filmes usassem uma outra minoria (por exemplo, negros, gays, judeus) para ser estuprada, mutilada, torturada, espancada, encarceirada e abusada, a gente não diria “Putz… Acho que esses filmes são racistas / homofóbicos / anti-semitas”? Mas como o abuso é contra mulheres, e vivemos numa sociedade em que isso é tolerado e, em alguns casos, até incentivado, passa como ‘controvérsia’, e viva a arte.” É preciso acrescentar que o personagem masculino sofre um bocado e injustificadamente antes de reagir. E a violência simbólica da mutilação é auto-realizada. Já a paulada no saco é praticada pela mulher. Neste sentido, Buñuel é mais violento contra as mulheres, porque o mutilador é um homem. Ou podemos entender o filme de Buñuel como uma metáfora, contra homens que não querem que as mulheres vejam a verdade. Ou seja, a interpretação é ao gosto do freguês…

Mas não tem como deixar de rotular o filme como apelativo. O próprio título, que tem pouca relação com o conteúdo, denuncia uma tentativa de chamar a atenção.

Quem gosta de tapas?

novembro 17, 2009

(por calcinha de passagem)

Leitoras queridas,

Vamos conversar sobre particularidades… Esse é um espaço para falarmos de qualquer coisa e por que não de intimidades? Vejam bem, confesso que sou tímida para falar de sexo, o que me ajuda aqui é a não identificação. Esse blog tem a seguinte política, quem quiser pode se identificar, mas todas as meninas preferem usar um pseudônimo.

Nesse post quero falar sobre tapinhas na hora do sexo, hum… um tema bem íntimo. Um tapinha no rosto de vez em quando é maravilhoso, relaxa, tira alguma tensão ou ansiedade inicial. Estou falando de um tapinha leve, com pouca intensidade. O parceiro que gosta de dar uns tapinhas na hora do sexo tem que ter em mente que deve ser leve e, dessa forma, controlar a força que tem em sua mão.

Acho que ter intimidade com a pessoa ajuda bastante. Não sei se a maioria dos casais conversam sobre o que gostam ou não na cama, se não conversam nem antes do ato nem depois, seria bom começarem a falar. Essa comunicação abre espaço para cumplicidade e confiança. Conhecer o outro intimamente é fundamental para quem quer ter uma relação duradoura. E é claro que se a gente não gostar das idiossincrasias do outro, temos, ao menos, a chance de cair fora da relação.

Sei que encontrar alguém que combine com a gente é muito difícil. Nós, seres humanos, somos muito complexos.  Encontrar alguém que esteja em perfeita sintonia com a gente é como tentar encontrar uma agulha no palheiro. Posso ouvir um coro de vozes dizendo: ah, encontrei a pessoa ideal para mim! Penso que no começo do relacionamento, principalmente, quando estamos apaixonados, temos a certeza de que encontramos a pessoa certa. Somente com o tempo aparecem as diferenças… E estas podem ser relevantes ou não.

Voltemos aos tapinhas… Eu, por exemplo, gosto! O sexo fica muito bom e já tive orgasmos fantásticos desse modo. Contei, pronto!

Sexo Tântrico: Prazer multiplicado

setembro 14, 2009

sexo tantrico e neotantrico(por calcinha de cristal)

Tenho um amigo que sempre falava em sexo tântrico, uma forma de treino sexual, surgida na Índia antiga, que permitiria ao homem ter orgasmos “secos”, ou seja, sem ejaculação. O sexo, assim, duraria horas. Mas, por causa dele, sempre imaginei esta técnica como algo masculino. A mulher seria beneficiada em consequência do desempenho do parceiro.

Mas, na verdade, o sexo tântrico não é praticado só por homens, as mulheres podem treinar de forma a ter orgasmos múltiplos, prolongados e muito intensos. Naveguei um pouco na rede e encontrei muitos textos com as origens do sexo tântrico:

“O termo Tantra significa net, rede, tecido ou teia, ou a trama do tecido; regulado por uma regra geral; o encordoamento de um instrumento musical.

“Tantra é o nome dos antigos textos de transmissão oral (param-pará) do período pré-clássico da Índia, portanto, de mais de 5.000 anos. Mais tarde, alguns desses textos foram escritos e tornaram-se livros ou escrituras secretas do hinduísmo. Naquela recuada época de origem do Tantra, a Índia era habitada pelos drávidas, cuja sociedade e cultura eram matriarcais, sensoriais e desrepressoras. Por isso, passaram à história como um povo tântrico, já que essa filosofia é caracterizada principalmente por aquelas três qualidades. Aliás, isso é uma noção amplamente divulgada e universalmente aceita.” (leia mais aqui)

Dois textos que encontrei me chamaram a atenção, pois são de duas jornalistas que foram experimentar os prazeres do sexo tântrico numa clinica especializada, chamada Metamorfose, que fica em São Paulo.

khajuraho7A jornalista Ailin Aleixo, da revista TPM, conta que, inicialmente, ao ter a vagina invadida por um dedo protegido por uma luva de borracha, com muito lubrificante, que a vasculhava em busca do ponto G, teve vontade de levantar e sair correndo. Mas se segurou e, depois, com o auxílio de um vibrador habilmente manuseado, teve realmente vários deliciosos orgasmos. Mas o prazer foi tão intenso que, depois de um tempo, quis novamente que aquilo acabasse logo e voltou a sentir vontade de ir embora porque “até gozar demais dá no saco”.

Rafaela Rigatti, da revista Nova, teve uma experiência muito parecida. Depois de cinco orgasmos, relata a jornalista, “descobri que não agüentava mais. Meu corpo estava feliz, mas exausto. Pedi a ela que parasse… e dormi por alguns minutos. A propaganda não era enganosa e os 290 reais foram pra lá de bem empregados. Fui para casa e fiquei à espera do meu amor. Em meia hora, ele abriu a porta. Eu, sem contar nada sobre a experiência sensacional que tinha acabado de viver, o recebi com um beijo cheio de segundas intenções e o levei para o quarto. E então tive o sexto orgasmo do dia. Desta vez, sem nenhum constrangimento. Só prazer.”

As duas matérias valem à pena serem lidas, porque trazem mais informações sobre esta técnica mística. Os adeptos do sexo tântrico podem dizer que a sensação delas de que, em determinado ponto, chegou a ser estafante, decorre dos condicionamentos, da resistência do corpo ao prazer ilimitado. Eles afirmam que o sexo tântrico não está restrito ao órgão sexual, este é apenas a “porta de entrada” do prazer espalhado pelo corpo todo, principalmente na mente. Por isso que, durante a estimulação sexual, eles ficam repetindo “deixa subir pra cabeça”, e coisas semelhantes. Dependeria de um tempo maior para nos libertarmos dos condicionamentos.  Segundo alguns praticantes, o sexo tântrico é muito mais do que um ato sexual:

“O verdadeiro Tantra não é uma técnica, mas o amor. Não é uma técnica, mas um estado de prece. Não é orientado pela cabeça, mas um relaxamento no coração. Por favor, lembre-se disso. Muitos livros foram escritos sobre o Tantra, e todos eles falam de técnicas, mas o verdadeiro Tantra nada tem a ver com técnicas. O verdadeiro Tantra não pode ser escrito; ele precisa ser percebido, sentido, sorvido.” Estas afirmações seriam de Osho, um polêmico guru da Yoga, que viveu nos Estados Unidos.

O sexo tântrico também foi notícia por meio do ator Estênio Garcia, que recentemente esteve representando o personagem Dr. Castanho, na novela Caminho das Índias. Ele declarou-se, aos 77 anos, adepto do sexo tântrico, afirmando ficar horas praticando sexo com sua atual esposa, Marilene Saade, 37 anos mais nova.

Parece tentadora a experiência. Quem não gostaria de sentir vários orgasmos seguidos, de forma intensa? Não sei se eu teria coragem de me submeter ao constrangimento de ter minha vagina massageada por uma pessoa que não conheço. É uma idéia que me atrai e me repulsa ao mesmo tempo. Acho interessante considerar o sexo como algo mais espiritual, místico. Na nossa cultura ele é visto de forma muito suja. Os indianos antigos, aparentemente, lidavam com a sexualidade de uma maneira mais livre do que nós. Quem sabe eu experimento? Mal não deve fazer.

As muitas formas de amar

setembro 10, 2009
Gabrielle D'estrees e uma de suas irmãs (1595)

Gabrielle D'estrees e uma de suas irmãs (1595)

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(por calcinha de cristal)

Eu fico pensando em como o ser humano se preocupa com besteira. Vejam a classificação das pessoas quanto à sexualidade: existiriam os heterossexuais, os bissexuais, os homossexuais, os pansexuais, e, quase esqueço, os assexuais. A coisa fica meio como torcer para um time. Um gay provavelmente ficará tão ofendido se você disser que ele é capaz de transar com alguém do sexo oposto, quanto  um hetero se você disser que ele faria sexo com alguém do mesmo sexo, dependendo da circunstância.

Alguém até cunhou o termo monossexualidade, para se opor à bissexualidade.

Digo isso para mostrar o que me parece uma coisa muito idiota. Por que algumas pessoas se preocupam tanto com o que as outras fazem em geral quando estão em suas casas, ou quartos de motel, ou escurinho, ou seja lá onde for, mas provavelmente longe do olhar de outras pessoas? Por que isso é tão importante?

egípcios

Talvez a mais antiga ilustração de um casal gay

Claro, todo mundo sabe que a perseguição contra a homossexualidade começou como um assunto religioso. Sabe-se lá por que, Deus se preocuparia muito com esta questão. Durante a idade média, homens e mulheres  foram queimados sob a acusação de práticas homossexuais.  As mulheres lésbicas eram consideradas bruxas.  O principal motivo religioso, acho, é que se o sexo não for feito para procriação, é luxúria e, portanto, deve ser reprimido. Aliás, não é só a homossexualidade que é reprimida com este argumento.  Sexo, em geral, passou a ser um assunto satanizado. Da religião, passou para o inconsciente das pessoas e até para quem não segue nenhuma religião o assunto tem (imerecida) relevância.  A sexualidade de cada um deveria dizer respeito  apenas ao indivíduo. Mas a coletividade se intromete de forma irracional. Pra quê?

As quatro bruxas de Albrecht Dürer (1497)

As quatro bruxas de Albrecht Dürer (1497)

Quem disse que Ele tem que ser grande, enorme?!

agosto 4, 2009

Por Calcinha Esgarçada

Cena de Império dos Sentidos Filmes: Império dos Sentidos

Bem… uma questão que sempre atormenta a vida dos homens é o tamanho Dele, do amigo mentalmente constante, fisicamente permanente, esse tal, que ganha tantos nomes que, em uma festa, passamos horas lembrando todos, ou melhor, apenas alguns. Seja pinto, pau, bilau, órgão sexual masculino, caralho, ganso, cacete, bráulio… a verdade é que o tamanho do Digníssimo está sempre em voga.

Tendo como pano de fundo inúmeras conversas femininas, a verdade é uma só: menos importa o tamanho Dele que a sensibilidade masculina. Um dia, uma amiga passou três dias trancada em casa com um namorado japonês, raça da qual o Dito Cujo leva a má-fama de ser pequenino. Pode até ser verdade, e, no presente caso, era mesmo. O que não impediu o casal de passar 72 horas mergulhado em um dos melhores sexos vividos por minha amiga. Ao final, tudo cheirava a sexo, todos os cômodos da casa, seus corpos, cabelos. Tudo.

Cena de Perdas e Danos

Perdas e Danos

Bem… o tamanho, vejamos, é algo assim importante, mas não como se pensa. Nada de paus enormes, daqueles fora do normal. Isso não é vantagem. Sexualmente falando, eles machucam. É isso mesmo! O mais importante é, sim, a espessura, sempre para mais, e um tamanho médio para grande, e basta! Vale lembrar também que o corpo feminino é diverso. Conheço mulheres que se machucam facilmente e que até terminaram namoros porque Ele era… muito grande para Ela. Conheço quem até já fez cirurgia para aumentar a largura da vagina. Isso mesmo! Pois sempre se machucava.

Cena de Último Tango em Paris

Último Tango em Paris

Ou seja, Sensibilidade Grande, isso sim!, é tudo, é o que os homens precisam. Além disso, muito carinho, preliminares, toque e, claro!, muita atração física, afinal sexo é pura química. O cheiro, esse que nossas narinas nem percebem, é fator primordial. Sem ele, não adianta vantagens várias, nem barriga de tanquinho, nem músculos, nem nada. Aliás, para muitas mulheres, inclusive para mim, homens forjados a academia de maneira exagerada são o maior corta-tesão. Não dá mesmo.

Bem… gosto é gosto. Mas existem algumas unanimidades. E o romance, a sensibilidade e o toque estão entre eles. Tudo bem… aquele Amigo minúsculo, pequenino mesmo, pode gerar algumas cenas inusitadas, como a vivida por uma outra amiga, a quem peço licença para contar aqui o fato. Na primeira noite dela com um certo quase-ficante, ela não se conteve ao ver o tamaninho do Menino: “Oh!, cut, cut… que pequeninho, que bonitinho!”, disse enquanto brincava com o Pinto Amigo. Se rolou sexo? Não sei mesmo, não terminamos a história.

Cena de Nove semanas e meia de amor

Nove semanas e meia de amor

Ah!, se pesa aí na cabeça masculina se nós mulheres contamos tudo umas para as outras, temo em dizer que sim, ou quase tudo. Isso quando o assunto são os passageiros do prazer, porque se a pessoa é “A Pessoa!”, não alguém de passagem, aí os atributos ficam guardados a sete chaves. Ou quase!

Aimée e Jaguar

julho 21, 2009
Cena do filme Aimée e Jaguar

Cena do filme Aimée e Jaguar

Por Calcinha Romântica

Conheço um coração intelectual, apaixonado por histórias e cultura ambulantes. Pouco importam o sexo, a idade, a situação financeira, se belo, se feio. O que vale é ser inteligente, sensível, ter charme, ser engraçado (fundamental), despojado e, claro, ser culto e viajado. Nada mais perigoso para Aimée que uma longa noite em uma mesa de bar regada a livros, filmes, viagens, infância, histórias, vida, experiências… tudo desfilando à sua frente em palavras e olhares. Paixão certa!

Foi assim que, um dia, ela caiu nos braços de uma mulher. Não, ela não é sapatão, nem mesmo bi. É hetero, ou melhor, é uma estranha espécie de pessoa com coração regado a curiosidade e fome de aprender. De resto, nada mais importa. E assim ela vai levando a vida.

O amor feminino aconteceu entre filmes, histórias de viagens, livros e… muito, mas muito tesão. O primeiro beijo foi no banheiro de um bar. É, têm essa vantagem os amores homossexuais. Frequentam os mesmos banheiros.

Cartaz do filme Aimée e Jaguar

Cartaz do filme Aimée e Jaguar

Enganados! Não foi Jaguar quem beijou Aimée. Foi Aimée, certa de sua paixão, que pegou Jaguar pelas mãos, frias pelo nervosismo, e a levou até o banheiro. E o primeiro beijo aconteceu enquanto uma fila se formava na porta. Beijos, mãos, línguas, suspiros, frases: “Você é louca, Aimée”. Saíram do pequeno espaço e viram o bar, que não era gay, já quase vazio. Somente então, deram-se conta do tempo em que mãos e bocas se demoraram lambendo e acariciando intelectualidades.

Saíram dali sem dúvida alguma de para onde iriam: motel. Adeus romantismo, mas inexistiam outras possibilidades.  Aimée segurava firme a mão de Jaguar, como se sempre tivesse namorado mulheres. Jaguar se assustava, queria esconder sua mão, como se nunca tivesse namorado mulheres.

No quarto do motel, Aimée nem pensou que estava na cama com o mesmo sexo. Foi descobrir o corpo as formas femininas arredondadas cavidades gostos seios pele cheiros. Mais uma vez Jaguar se assustou. Será mesmo que era a primeira vez que Aimée amava uma mulher? Sim, era. E teve orgasmos vários, descobertas e desejos muito além da pele.

Aimée e Jaguar namoraram por oito meses. Inexistiam medos em Aimée, porque amava o cérebro de Jaguar, não seu corpo, não seu sexo feminino, não as formas. Claro!, jamais haveria paixão se todos os hormônios não tivessem esbravejado suas fúrias. As duas fugiam do trabalho, na hora do almoço, para se almoçarem. Passavam horas desenhando uma o corpo da outra, fazendo poesias com as mãos.

Um dia, tudo acabou. Tudo acaba. Mas Aimée sabe o gosto do corpo feminino os cheiros os toques a leveza os orgasmos a energia. Mulheres nunca mais aconteceram em sua vida. Mas as paixões cerebrais, sim. Sempre. E Aimée abriria todas as suas guardas novamente para esse sexo sublime, sem medo, sem culpa, sem trauma. Cérebro não tem sexo, palavras não têm sexo, livros, filmes, fotos, viagens não têm sexo, e Aimée ama, e pronto, inteira, sem preconceitos e culpas.

Sexo narrado

julho 11, 2009

locutor 1b

(por Calcinha comestível)

Em pleno auge, ele começa a narrar:

– O artilheiro tá na zona do agrião, não vai pisar na bola, quer entrar de sola, mas ela não deixa, resiste, a zagueirona bloqueando a passagem, mas ele tá batendo um bolão, minha gente, é hoje, porque quem não faz, leva, é um a zero e ele não vai ficar fora da jogada. Tá na marca do pênalti. Tá na área. E pimba na gorduchinha, bateu na trave, insistiu, tá la dentro, o goleiro espalmou, mas entrou com bola e tudo, torcedor amigo, e é gooooool! Aos quarenta e cinco do segundo tempo! Agora é só correr pro abraço!

Conta para a melhor amiga, que fica chocada:

– Que horror! Como é que você aguenta transar assim?

– Quem disse que eu consigo?  Já tirei meu time de campo há muito tempo! Pendurei as chuteiras. Fiquei pra escanteio…

Juanito e a calcinha usada

julho 7, 2009

(por Calçola Afolozada)

Sexo não é para gente escrupulosa. Sexo é um intercâmbio de líquidos, de fluidos, de saliva, hálito e cheiros fortes, urina, sêmen, merda, suor, micróbios, bactérias. Ou não é. Se é só ternura e espiritualidade etérea, reduz-se a uma paródia estéril do que poderia ser.”

Pedro Juan Gutiérrez

O Juanito não é lá referência pra ninguém, muito menos pruma devota de Nossa Senhora e tabaroa como eu.  Pense num cabra que gosta tanto de celoto e meloto que seu maior sucesso chama-se “Trilogia Suja de Havana”. A personagem principal usa e se lambuza de remelas de todas as origens. Mas que o Juanito escreve bem, escreve, e até as porqueiras ficam bonitas.

É certo que nojo não combina mesmo com sexo, assim como caruru não combina como munguzá. O problema é saber qual o limite da tolerância, porque tudo tem limite, não é? E também tem gosto para tudo, pois até teiú se arranja na caatinga, se não for vexado. Como saber se seu(sua) parceiro(a) está no limite do que você considera razoável? Afinal, a troca de saliva e outros chiringados é inevitável. Ninguém vai dar beijo na boca usando camisinha na língua! Aliás, sexo oral de camisinha é de lascar o cano, apesar de ter havido casos de transmissão do tal de HPV dessa forma. E sexo oral na mulher, não tem jeito, é língua lá mesmo, e quanto mais relar, melhor.

Navegando pela internet, a gente encontra de tudo, e fica sabendo que não há mesmo limite para a variação do comportamento sexual humano. Como um dos nossos interesses neste blog é falar de calçola, googleamos as expressões CALCINHA e USADA. Logo de cara, encontramos um anúncio mais estranho que freira tomando sol na praia:

VENDO MINHAS CALCINHAS USADAS (!?)

“Uso por até 3 dias e envio dentro de saquinho plástico e em embalagem discreta pelos correios. Para quem adquirir a calcinha, envio 5 fotos por e-mail comprovando o uso. Posso escrever de batom o nome do comprador no bumbum para comprovar que estou mesmo usando o modelo escolhido por ele.” A julgar pelos comentários após o anúncio, não falta gente interessada. E os exemplos de fotos comprovando que a calcinha foi usada mesmo, valei-me!

Isso se chama fetichismo, que, segundo a Wikipedia, trata-se de uma prática em que o “meio preferido ou único de atingir satisfação sexual é manipulando e/ou observando objetos, não animados, intimamente associados ao corpo humano (por ex.roupa íntima) ou peças de vestuário feitas de borracha, cabedal ou seda, para mencionar apenas os mais comuns. A atividade sexual pode dirigir-se ao fetiche (masturbação enquanto beija, esfrega, cheira o objcto do fetiche) ou o fetiche pode ser incorporado na relação sexual, pedindo por ex. ao parceiro que use sapatos de salto alto ou botas de cabedal.”

Futucando mais, para bem informar nossas leitoras, seja moça nova, seja moça velha, seja capeada, malcasada, molhada ou até sarolha, descobrimos que fetichismo é espécie do gênero parafilia. Segundo, de novo, a Wikipedia, parafilia (do grego παρά, para, “fora de”,e φιλία, filía, “amor”) “é um padrão de comportamento sexual no qual a fonte predominante de prazer não se encontra na cópula, mas em alguma outra atividade.”

O que é classificado como “parafílico”, muda com o tempo. Por exemplo, a masturbação já foi considerada uma prática “parafílica”. Hoje em dia, o que não for caixão ou ilegal, tá liberado.

Um ról breve das parafilias (algumas aceitas, outras até proibidas por lei) prova que realmente há gosto para tudo e mais um pouco, pois tem uma chapuletada delas:

Agalmatofilia, Agorafilia, Agrofilia, Alvenofilia, Anemofilia (Parafilia), Apotemnofilia, Asfixiofilia, ATM –Ass to Mouth (do ânus para a boca), Balões, BBW, Bondage, Cinofilia (Parafilia), Clismafilia, Coprofagia, Coprofilia,Coreofilia, Corofilia, Crinofilia, Cronofilia, Emetofilia, Espectrofilia, Exibicionismo, Fetichismo Fisting, Flatofilia, Frotteurismo, Gerontofilia, Hebefilia, Hipofilia, Lolismo, Maieusofilia, Masoquismo, Menofilia, Nanofilia, Necrofilia, Nesofilia, Odaxelagnia, Orquifilia, Ottofilia, Partenofilia,   Pedofilia, Pigofilia, Podolatria, Pogonofilia, Pregnofilia, Sadismo, Sadomasoquismo, Trampling, Tricofilia, Urofilia,Voyeurismo, Zoofilia

Eu não tenho nem coragem de explicar aqui o que é Coprofilia  (viche, é cada nome que chega faz cosca na língua), mas posso dizer que, na frase do Juanito lá em cima, tem algumas catotas que tão sobrando, pelo menos para mim. E para você?