Posts Tagged ‘violência contra a mulher’

Mulheres magníficas – parte 1

maio 15, 2011

Algumas mulheres são incríveis. Conheci a história de uma delas, que realmente me deixou encantada: A Dra. Monika Hauser, uma médica suíça que se dedicou a uma causa esquecida, ajudar as mulheres sobreviventes do estupro nos campos de batalha. Aqui nós transcrevemos uma reportagem publicada na revista Seleções na versão portuguesa.

Monika Hauser acha difícil falar dos perigos que já enfrentou. Escolheu uma vocação perigosa. A sua organização, medica mondiale, assiste vítimas de violação – apesar de ela preferir o termo «sobreviventes» – nos diferentes cenários de guerra espalhados pelo Mundo.

Ginecologista experiente, Hauser, nascida na Suíça, tem um sorriso acolhedor e uma postura doce, mesmo quando está séria.

Não liga nenhuma aos elogios que lhe são dirigidos, preferindo endereçá-los às sobreviventes e aos corajosos trabalhadores da medica mondiale em partes tão distantes e diversas do Mundo como os Balcãs, o Afeganistão, a Libéria e o Congo.

Hauser é uma visitante regular dessas paragens sem esperança, mas nós conhecemo-la na sede da organização, em Colónia, perto da enorme Catedral Gótica da cidade. Aos 51 anos, demonstra uma paixão juvenil pelo seu trabalho, ao mesmo tempo que retira importância ao seu papel nele. No entanto, obtenho mais do que um lampejo das pressões que este trabalho implica quando lhe pergunto pelo filho, Luca, que tem agora 14 anos.

«O meu filho tem com o meu trabalho uma relação de amor/ódio», confidencia. «Quando, há pouco tempo, fui ao Afeganistão, ele recolheu dinheiro entre os seus colegas de turma e chegou a casa com 20 euros para eu dar às rapariguinhas em Cabul. Mas ao mesmo tempo, disse-me: “Detesto o teu trabalho – é tão perigoso.” Mas a verdade é que o compreende cada vez mais.»

A missão de Hauser é muitíssimo pessoal. A sua vida como activista começou no final de 1992, quando os meios de comunicação social falavam sem cessar de todos os tipos de atrocidades que estavam a ser cometidas na Guerra dos Balcãs. Houve um aspecto dessa violência generalizada que despertou em Hauser particular raiva e sofrimento. Os milhares de mulheres inocentes que estavam a ser violadas pelos homens envolvidos na guerra, aparentemente como parte de uma estratégia de «limpeza étnica». Para Hauser, essas mulheres eram as vítimas esquecidas da guerra.

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Por quê?

fevereiro 17, 2011

Choca-me todo acontecimento de estupro! Não consigo entender essa raiva que os homens têm das mulheres! Por que um grupo de 200 homens ameaçariam jornalistas estrangeiros e escolheriam apenas uma vítima, a mulher,  para espancar e violentar sexualmente?

E mais, expliquem-me por que ela foi salva por um grupo de mulheres, acompanhadas de 20 soldados? E não pelos homens que ali estavam passivos?

Dia da mulher

março 8, 2010

(por calcinha comestível)

O dia 8 de março, como todos sabem, é o dia da mulher. Não é um dia de festa, ou não é só um dia de festa, é um dia principalmente de luta contra a violência e pela igualdade de direitos.

Não é certa a origem da data escolhida. Houve um incêndio numa fábrica em Nova Iorque, em 1910, que matou 146 costureiras, vítimas de péssimas condições de trabalho.  Em geral, no imaginário popular, este fato é lembrado como a referência para a data. Mas o incêndio aconteceu no dia 25 de março.

No dia 08 de março de 1857 houve um protesto de mulheres, em Nova Iorque, por melhores condições de trabalho. Mas parece que não houve incêndio, muito menos incêndio criminoso. Não importa, o que interessa é o simbolismo. Ouço alguns homens e até mulheres dizendo que esse dia não se justifica e que deveria ter um dia do homem também. É ridículo, homens não são discriminados ou são vítimas de violência só por serem homens.