Posts Tagged ‘saúde’

Se você acredita, funciona!

janeiro 4, 2011

 

Lembro quando meu personal trainer chegou com a novidade mágica no pulso. É só colocar, disse ele, que seu equilíbrio e flexibilidade aumentam na mesma hora. “A minha namorada é super dura, colocou a pulseira e conseguiu encostar a mão no chão!”

Eu disse para ele: se você acreditar, funciona mesmo. Mas não para mim, que não acredito.

Agora a própria empresa está admitindo que a pulseira não funciona. Será que quem acreditava vai continuar acreditando? No site da empresa, no começo, eles usavam a velha fórmula de “cientistas da nasa” e falavam em “holografia quântica”. Agora são mais comedidos. Mas continuam afirmando que o holograma é “programado” nos EUA, onde recebe ondas de energia numa frequência específica.

Enquanto isso, os criadores deste produto venderam milhões de pulseiras no mundo todo, desde 2007. Demorou três anos para que as autoridades agissem. No Brasil, parece que apenas a Anvisa tomou alguma providência, mas só para dizer que não poderia ser feita propaganda de que a pulseira é terapêutica.

Leia mais em GIZMODO BRASIL (inclusive a nota da fabricante).

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Complemento

março 22, 2010

(por calcinha exocet)

Depois de escrever o post “Quando nossos pais envelhecem”, a revista Seleções fez uma matéria a respeito de Alzheimer e pude obter mais informações, como, por exemplo, quais sintomas são sinais de alerta:

  • Prejuízo da memória recente;
  • Confusão e desorientação;
  • Ansiedade, agitação, alucinações, desconfiança sem motivos reais;
  • Mudança da personalidade;
  • Perda do senso crítico;
  • Dificuldades com as atividades da vida diária: alimentar-se, tomar banho;
  • Dificuldade em reconhecer familiares e amigos;
  • Dificuldade em tomar decisões;
  • Perder-se em ambientes conhecidos;
  • Dificuldades com a fala e a comunicação;
  • Fala repetitiva;
  • Mudanças no humor e no comportamento;
  • Perda de iniciativa.

Conheço um professor de Educação Física que me narrou que a mãe dele começou a perder-se no caminho que fazia sempre para buscar o neto. Ela ficava confusa e não encontrava o caminho. Os sintomas foram ficando mais evidentes quando ela passou a não mais o reconhecer.

O diagnóstico dessa demência é um processo meticuloso: os exames da memória nem sempre captam as mudanças sutis dos primeiros estágios da doença e é fácil confundir os sintomas de Alzheimer com depressão e ansiedade. Clínicas especializadas em memória, com acesso a psicólogos, terapeutas ocupacionais e modernos exames por imagem, têm taxa de exatidão em torno de 90%. Mas, segundo a revista, a maioria das pessoas tem a doença bem avançada quando recebe o diagnóstico.

A matéria informa como devemos evitar a doença com sete dicas:

  1. Cuide da mente: mantenha o cérebro ativo, aprendendo; leia; faça trabalhos manuais e aprenda coisas novas; se envolva em atividades sociais.
  2. Cuide da alimentação: reduza as gorduras saturadas e coma alimentos ricos em vitaminas e antioxidantes.
  3. Cuide do corpo: faça pelo menos 30 minutos de exercício por dia.
  4. Faça exames médicos regularmente para verificar a pressão arterial, o nível de colesterol e a glicose no sangue.
  5. Construa relações sociais.
  6. Durma bastante, não beba demais e não fume.
  7. Evite lesões da cabeça, usando cinto de segurança e evitando quedas.

A beta-amiloide é uma proteína agregadora que existe no cérebro. Mas, por motivos que não compreendemos, nas pessoas com Alzheimer ela se acumula e forma placas que destroem os neurônios.  A maioria dos cientistas têm encaminhado seus pesquisas para a eliminação dessa proteína, assim, acreditam que talvez seja possível reverter a enfermidade.

Há várias terapias novas  que utilizam anticorpos monoclonais para encontrar e impedir os acúmulos da proteína. Outro remédio promissor é o Dimebon, anti-histamínico, que age nas mitocôndrias, as minúsculas “pilhas” que dão energia aos neurônios, impedindo que morram. Caso tenham mais curiosidade sobre o assunto, a revista Seleções é do mês de março, 2010.

Um 2010 maravilhoso para tod@s nós!!

dezembro 30, 2009

Papo de consultório

setembro 7, 2009

(por calcinha de cristal)

Estava esperando ser atendida pelo médico e, pra passar o tempo, comecei a bater papo com as outras mulheres. Claro, como a gente não se conhecia, conversamos futilidades, como pintura de cabelo. Falamos sobre homens que pintam o cabelo. Quase morri de rir quando alguém disse o que acha pior. Ela observou que tem homens que aproveitam o resto da tinta da mulher, e fica o casal com o cabelo de mesma cor. Se este é o seu caso, desculpe, mas considere isso um toque: é ridículo e se você acha que ninguém vai notar, está enganado(a). Verdade que depois descobri que quem falou isso é policial e, portanto, observar faz parte da profissão.

É difícil homem pintar o cabelo e ficar natural. Homem, em geral, ou pinta de preto, e aí fica preto demais, ou pinta de uma cor meio castanha, meio ruiva, que tem gente que chama “acaju”. Todo mundo nota.

Embora eu pinte meu cabelo, às vezes fico preocupada com as substâncias tóxicas da tinta. Mas a vontade de variar o visual e, claro, esconder uns (poucos!) cabelos brancos, prevalece. Uma vez eu li que o cabelo branco, na verdade é um cabelo transparente, porque a melanina, que dá cor ao cabelo, fica no interior do fio, coberto por uma camada translúcida. Poeticamente, quem escreveu isso tentava convencer que é bonito o cabelo branco, por ser um cabelo mais iluminado, brilhante. Eu até acho bonito, mas é difícil não associar o cabelo branco à velhice. E a gente quer fugir dela.

Mas às vezes cansa lutar contra a natureza e dá vontade de desistir. Mesmo porque a gente sabe que, no final, ela sempre vence.

Quando voltei da consulta, fui pesquisar sobre o tema “pintura dos cabelos”, para saber se realmente a tinta faz mal. Acabei encontrando uns sites superlegais que simulam a cor do cabelo, como a gente ficaria com o cabelo de algumas celebridades, como ficaria o peito com uma plástica, como ficaríamos mais magras ou mais gordas. Tem de tudo. É só fazer o upload da foto. Vou listar os links abaixo. Se não estiver dando certo, experimente atualizar o navegador, ou mesmo usar um outro navegador.

É divertido! Ah, se eu descobri que tinta pra cabelo faz mal? Tá cheio de textos que afirmam isso. Tem um que até diz que pintar o cabelo aumenta a quantidade de fios brancos, que ironia… Mas a gente não pode acreditar em tudo que lê na internet!

links:

http://www.colortry.com (experimente novas cores de cabelo)

http://facecombine.com/(misture seu rosto com o de celebridades)

http://reshapr.com/ (faça uma cirurgia plástica virtual)

http://www.modiface.com/ (site da empresa que bola todos estes softwares, onde tem ainda outros, até de simulador de aparelho ortodôntico)

colortry

Masturbação feminina: prazer e saúde

setembro 2, 2009
Gustav Klint - Mulher sentada

Gustav Klint - Mulher sentada

(por calcinha de cristal)

A masturbação, por incrível que pareça, ainda é tabu para muita gente. Se colocarmos as palavras “masturbação” e “pecado” juntas no Google encontraremos 360.000 referências. Não vi todas, é claro, mas a maioria das primeiras afirma que se trata de um pecado terrível. Também chequei aleatoriamente diversas páginas adiante e, da mesma forma, a maioria afirma tratar-se de um pecado. Mas se acrescentarmos a palavra “feminina”, algo surpreendente acontece. As primeiras referências são afirmações de que não é pecado se masturbar.

Eu imagino que a maioria das pessoas não acha mais que se trata de um pecado. Mas é interessante que muitos médicos e cientistas afirmam que, na verdade, esta prática é muito benéfica para a saúde, tanto do corpo quanto da mente. Encontrei uma página na web (women to women) que é bastante esclarecedora sobre o assunto, e que traz dez boas razões para a gente se masturbar (além, é claro, do prazer em si):

1) Masturbação ajuda a prevenir infecções do colo do útero e ajuda a aliviar as infecções do trato urinário. Embora seja do conhecimento geral que a masturbação regular pode reduzir o risco de câncer de próstata nos homens, os estudos estão mostrando que a masturbação feminina também pode fornecer proteção contra infecções do colo do útero, porque quando as mulheres se masturbam, o orgasmo abre o colo do útero.

Masturbate and Com I - Pj Bruyniks

Masturbate and Com I - Pj Bruyniks

2) Em seu livro “Sexo: Uma História Natural”, Joann Ellison Rodgers descreve como o processo de masturbação estica e puxa o muco no colo do útero, permitindo um aumento da acidez do líquido cervical. Isso aumenta bactérias “amigáveis” e permite uma maior fluidez na passagem do colo do útero na vagina. Quando o  fluido “velho” se move a partir do colo aberto, não só lubrifica a vagina, mas também esvazia organismos hostis que podem causar infecções.

3) Muitas mulheres relatam o desejo de masturbar-se quando sentem que estão com infecções urinárias, e por uma boa razão: masturbação ajuda a aliviar a dor e libera as bactérias antigas do colo do útero. É a maneira do corpo de colocar as bactérias para fora.

4) A masturbação é associado com a saúde cardiovascular e menor risco de diabetes tipo-2. Em uma série de estudos, as mulheres que tiveram orgasmos com maior freqüência e sentem mais satisfação com o sexo – se com um parceiro ou não – mostraram ter maior resistência à doença arterial coronariana (DAC) e diabetes tipo-2.

5) Masturbação pode ajudar a combater a insônia, naturalmente, através da liberação hormonal e da tensão. Muitas mulheres se masturbam como um meio para relaxar após um dia agitado ou para adormecer à noite, mas muitas vezes elas não sabem que há uma razão hormonal envolvida. A dopamina aumenta durante a antecipação de um clímax sexual. Após o clímax, os hormônios calmantes oxitocina e endorfinas são liberados, fazendo-nos sentir um calor agradável que nos ajuda a dormir.

6) O orgasmo aumenta a força do assoalho pélvico. Há muitos benefícios de ter um assoalho pélvico saudável. Durante o orgasmo, o assoalho pélvico recebe um verdadeiro treino. O clitóris se avoluma com os picos de aumento da pressão arterial. Tônus muscular, freqüência cardíaca, respiração aumentam. O útero sobe para fora do assoalho pélvico, aumentando a tensão do músculo pélvico. Isso fortalece toda a região, bem como a sua satisfação sexual.

7) Melhora o nosso humor. Masturbação ajuda a aliviar sentimentos depressivos. Como nós ficamos estimuladas, os níveis hormonais de dopamina e adrenalina sobem em nossos corpos. Ambos os hormônios são impulsionadores do humor. Muitos estudos mostram que mulheres que relatam satisfação com sua vida sexual têm uma melhor qualidade de vida em geral.

8 ) Alivia o stress. Em seu livro “For Yourself”, a terapeuta sexual Lonnie Barbach explica que a masturbação pode ajudar a aliviar o estresse emocional, tendo tempo para nós mesmos, em meio às demandas do lar, família e trabalho.

9) Fortalece nossa relação com nós mesmas. Quando sabemos nutrir-nos de amor nos níveis emocional e físico, ganhamos confiança e crescemos através da auto-consciência. Ser capaz de reconhecer, articular e experimentar o que traz prazer é um passo poderoso em direção a auto-realização.

10) Fortalece a relação sexual com o parceiro. Muitos casais têm diferentes ritmos  e necessidades sexuais. A masturbação é uma forma de satisfazer as necessidades pessoais não atingidas pelo companheiro.  Testemunhar um parceiro masturbar-se pode nos ensinar o que eles gostam. Também pode abrir as linhas de comunicação entre parceiros que de outra forma poderiam supor que a “rotina” ainda está funcionando.

Leia também: Sexo Tântrico: Prazer multiplicado

Kunisada Surimon

Kunisada Surimon

A sutil diferença

agosto 31, 2009

(por calcinha exocet)

Você conhece alguém incapaz de perceber ironia, aquela pessoa que interpreta tudo literalmente? Um amigo na adolescência, Ricardo, entendia tudo literalmente. Conheci com o tempo outras pessoas que não percebiam a ironia. Recentemente ao pesquisar sobre o assunto achei algumas informações que poderiam ajudar a compreender melhor pessoas com essa e outras dificuldades. Nunca pensei que isso poderia estar relacionado ao cérebro. Em alguns casos, isso pode ser sintoma de algum transtorno mental.

RELÓGIO 2A capacidade de perceber ironias depende de complexas habilidades cognitivas localizadas em partes específicas do cérebro. Lesões nesta área podem levar à incapacidade de notar ironias. Isto foi comprovado por estudos publicados pela Associação Americana de Psicologia.

Mas, além de lesões no cérebro, alguns transtornos de comportamento, como a síndrome de Asperger, prejudicam a percepção das ironias. Segundo o blog “Eu, Autista?”, são sintomas da síndrome de Asperger:

Interpretar as palavras sempre em sentido literal: Aspergers têm dificuldade em identificar o uso de coloquialismos, ironia, gírias, sarcasmo e metáforas.

Ser considerado grosso, rude e ofensivo: propensos a comportamento egocêntrico, Aspergers não captam indiretas e sinais de alerta de que seu comportamento é inadequado à situação social.

Lidar com conflitos: ser incapaz de entender outros pontos de vista pode levar a inflexibilidade e a uma incapacidade de negociar soluções de conflitos. Uma vez que o conflito se resolva, o remorso pode não ser evidente.

Consciência de magoar os outros: uma falta de empatia em geral leva a comportamentos ofensivos ou insensíveis não-intencionais.

Necessidade crítica: Aspergers sentem-se forçosamente compelidos a corrigir erros, mesmo quando são cometidos por pessoas em posição de autoridade, como um professor ou um chefe. Por isto, podem parecer imprudentemente ofensivos.

Buscar informações sempre ajuda-nos a esclarecer alguns comportamentos e também a entender as pessoas de quem gostamos.